segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Nós Trasmontanos, Sefarditas e marranos - 4
Baltasar Oróbio de
Castro. Terá nascido
em Bragança em 1617. Por 1622, foi levado para Espanha, fixando-se a família em
Málaga. Seus pais eram pobres e foi sob a protecção de um tio materno que ele
foi estudar para a medíocre universidade de Osuna, transitando em 1635 para a
de Alacala de Henares, esta sim, de prestígio. Na primavera de 1640, ao ter
notícia da prisão do tio e dos pais, ele desapareceu, sem ter concluído o curso
de medicina. Não sabemos que voltas deu mas, ao findar de 1642, Baltasar
Álvares de Oróbio aparece nomeado professor de medicina na universidade de
Sevilha, certamente com falso diploma e com a intervenção do poderoso duque de
Medicaceli, em cuja casa servia. Em 1651 casou em Cadiz, com Isabel de Pena,
filha de um rico mercador, acompanhada de largo dote. Mas nem o poderoso duque
impediu que Baltasar fosse preso pela inquisição de Sevilha, saindo
penitenciado em 1656. Rumou de seguida para Bayonne e depois para Tolouse, em
cuja universidade foi admitido como professor de medicina. Apresentou um
diploma supostamente passado pela universidade de Alcala. Em Janeiro de 1663
estaria já em Amesterdão, usando o nome de Isaac Oróbio de Castro. Ali ganhou
fama de polemista, empenhando-se com “denodo farisaico” no combate às ideias
menos ortodoxas em relação ao judaísmo vigente expressas por João do Prado (seu
colega em A. Henares) e baruch Espinosa. Faleceu em 1687. O seu nome foi
justamente perpetuado na toponímia de Bragança e constitui um activo do
património cultural da cidade.
António Júlio Andrade
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Linda Taipa escreveu: Por aqui existiram os judeus considerados mais puros os Sefarditas.Infelizmente as políticas deste país sempre fizeram com que os cérebros e as fortunas saissem ora por expulsão ora por falta de condições.
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