terça-feira, 20 de novembro de 2012

Nós Trasmontanos Sefarditas e marranos – 22

Bragança -2010.A.F.F.M.
Manuel de Almeida Castro. Nasceu em Bragança por 1572, sendo filho de António Lopes de Castro e Leonor Almeida. Teve 5 irmãos e todos eles ganharam relevância, em termos de poder económico e prestígio social. Na aldeia de Izeda fixou residência o casal constituído por Manuel de Almeida e Filipa Henriques, esta originária de Torre de Moncorvo, de uma família extremamente rica e poderosa. Filipa e Manuel tiveram 4 filhos e 3 filhas, uma das quais se chamou Serafina de Almeida e foi casada com o contratador e banqueiro na corte de Madrid, Fernando Montesinos. Se bem que morasse em Izeda, Manuel possuía bens de raiz em várias outras aldeias dos arredores, como eram: umas casas e umas oliveiras em Lagoa de Morais, uma vinha em Pinela, um lameiro no Zoio, uma quinta em Aveleira, terras e lameiros em Santo Estêvão, tulhas em Calvelhe, Paradinha e Pombares. Estas tulhas serviam para recolha dos cereais provenientes das rendas que ele arrematava das comendas ou das igrejas. E isso o coloca na prestigiada classe dos rendeiros. Para se fazer uma ideia da capacidade agrícola deste homem, bastará referir que tinha uns 100 bois de serviço. No que respeita a indústrias, diremos que ele tinha dois moinhos, um no ribeiro do Azibo e outro no rio Sabor. Em 1618, Manuel de Almeida castro foi denunciado à inquisição de Coimbra, mas ele, entretanto, certamente desconfiado da prisão de dois amigos que o haveriam de denunciar, meteu-se a caminho de Castela. Pouco adiantou pois que, em 1619, foi preso pela inquisição de Toledo, saindo sentenciado em penas em penas espirituais, em 1 de Fevereiro de 1620. Regressou a Izeda e ali vivei mais 20 anos em sossego. Até que, em 18.1.a639, foi de novo preso, pela inquisição de Coimbra, com base em denúncias de judaísmo feitas na inquisição de Cuenca – Espanha e enviadas para Portugal. As denúncias partiram de uma sua antiga criada. Revelaram-se pouco consistentes, pelo que os inquisidores ordenaram a sua libertação meio ano depois.
António Júlio Andrade

2 comentários:


  1. Saul Caleiro escreveu:lelo de moncorvo,tenho observado com interesse os seus memorandos de história,por acaso não sabera a historia da familia caleiro que eu saiba da zona de vila flor?gostava de saber algo mais dos meus antepassados.
    Lelo Demoncorvo escreveu: vou perguntar ao autor do texto.

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  2. Sinceramente não sei nada da família Caleiro, de Vila Flor.A.J.A.

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