domingo, 19 de setembro de 2010

EFEMÉRIDES

19 Set. 1627 – Nesse dia esvaziaram-se as prisões da Inquisição Portuguesa e também nas de Espanha se registou a saída de muitos prisioneiros, em consequência de um perdão de 3 meses decretado pelo rei Filipe IV. Em Coimbra, Évora e Lisboa realizaram-se procissões solenes nas quais participaram os prisioneiros. Em Lisboa a procissão saiu dos Estaus (sede do tribunal da Inquisição) e dirigiu-se para a Sé episcopal. Ali pregou um sermão o padre jesuíta António de Abreu, terminado o acto com a leitura da dita carta de perdão.
Convém acrescentar que este perdão foi autenticamente comprado pelos cristãos-novos portugueses na Corte de Filipe IV de Espanha, onde contavam com um aliado poderoso: o novo ministro, conde – duque de Olivares. Aliás, esta foi apenas uma das medidas adoptadas para encontrar dinheiros que salvassem a Corte da bancarrota financeira. Outra das medidas e a mais importante, levada a efeito por aquele ministro consistiu em fazer com que os banqueiros e “homens de negócio” portugueses substituíssem os banqueiros genoveses e alemães no financiamento da Coroa e dos grandes investimentos de Espanha, bem como na cobrança das rendas e impostos e na arrematação dos monopólios do sal, do tabaco, das cartas de jogar… na distribuição do açúcar e das especiarias… E foi então que alguns marranos de Trás-os-Montes se afirmaram como banqueiros de renome internacional. Podemos citar Fernando Montesinhos, o Barão de Aguilar e Manuel Cortiços que, entre outros, ficaram a ser conhecidos como “os Banqueiros do Rei”.

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