domingo, 22 de agosto de 2010
Retalhos da História de Vila Flor - XI
AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.
QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?
FAMÍLIA AZEVEDO MADUREIRA
1 – António Domingos de Madureira. Tinha 32 anos e era casado com Ana do Sil Carneiro. Filho de Manuel de Azevedo, escrivão das sisas e de Luísa de Madureira, a sua família era, talvez, a mais nobre de todas. Seu avô paterno viera de Castela e desempenhara o cargo de almoxarife em Ocaña. Foi casado 3 vezes, com mulheres de indiscutível nobreza: Domingas do Sil, Maria Coelha e Ana de Lobão. Uma tia paterna (Maria de Madureira) estava casada em Mogadouro com o capitão-mor Belchior Pinto Pereira, os quais tinham um filho, Gaspar Pinto Pereira, casado em Mirandela, em família de igual nobreza. Em Torre de Moncorvo estavam muitos tios e tias, nomeadamente António Domingos de Madureira, do tronco da família Carvalho e Castro. (1)
De seus bens sobressaem olivais nos sítios de Santa Luzia, da Cruz da Senhora da Veiga e da Ribeira, bem como uma vinha à Fonte do Seixo, que produzia 70 almudes de vinho.
E tinha a terça parte da herança de seu pai, que ainda não fora partida e incluía uma casa na rua da Fonte, uma vinha, 4 olivais e 5 terras de pão.
2 – Catarina de Azevedo, prima do anterior, pelo lado paterno. (2)
3 – Simão Vaz, sapateiro e curtidor, marido da antecedente. (3)
NOTAS
1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8755, de António Domingos de Madureira
2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8752, de Catarina de Azevedo.
3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 643, de Simão Vaz
António Júlio Andrade
Fernanda Guimarães
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