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domingo, 7 de julho de 2013
Subsídios para a criação de uma Rota dos judeus em Trás-os-Montes
A fundação da capela da senhora dos Prazeres
Começamos a traçar esta rota pela
cidade de Bragança e pelo mais antigo monumento cristão da cidade – a igreja de
Santa Maria, também designada de senhora do Sardão, sita na cidadela, ao lado
do castelo e da domus municipalis.
A construção do templo primitivo
ter-se-ia efectuado logo em seguida à reconquista da terra pelos cristãos aos
mouros, em estilo romântico. Mas terá sido ampliado e reconstruído entre 1700 e
1715, nomeadamente ao nível do seu alçado frontal, que apresenta um pórtico
barroco ladeado por colunas salomónicas.
Pelo interior a igreja é dividida
em 3 naves, separadas por 6 pilares em que assentam 6 longos arcos.
Na nave da esquerda, abre-se a
chamada capela dos Figueiredos, da invocação de Nª Senhora dos Prazeres. Acerca
do assunto, o ilustrado Abade de Baçal, dá-nos a seguinte informação:
- Esta capela, à mão direita de quem entra, é muito elegante, em estilo
da renascença, com motivos ornamentológicos nos pés direitos e arco. No fecho
deste, há um escudo composto de 5 folhas de figueira em aspa e na arquitrave a
seguinte inscrição de letras conjuntas e inclusas que quer dizer: Esta capela
mandou fazer Pedro de Figueiredo alcaide-mor. 1585.[1]
O mesmo autor, em outro passo das
suas Memórias – tomo VI, pg. 747 - deixou copiado o referido brasão. E ainda no
mesmo tomo, em outra página, ao apresentar as origens da família Figueiredo, a
outorga do barsão e a fundação do morgadio, acrescenta a seguinte informação:
- Pedro de Figueiredo casou com D. Violante Sarmento, sua prima, filha
do alcaide-mor Lopo Sarmento (…) e de D. Maria de Morais Pimentel. Instituiu um
morgadio em 1585, com capela na igreja de Santa Maria, de Bragança e nomeou
para primeiro administrador sua mulher D. Violante Sarmento.[2]
Pois é exactamente aqui que
começa a nossa Rota dos Marranos. É que esta capela será um caso verdadeiramente
exemplar de como se pode alterar a história e apagar a memória.
Na verdade esta capela da Senhora
dos Prazeres não terá sido mandada construir por Pedro Figueiredo. Tão pouco
ele era alcaide em 1585 e não era então casado com D. Violante Sarmento. A
verdade exige que esta história seja reescrita.
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