<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537</id><updated>2012-02-09T07:39:50.358-08:00</updated><category term='AMÍLCAR PAULO'/><category term='JACOB'/><category term='VULTOS JUDAICOS BRAGANÇANOS II(a)'/><category term='VIODETECA'/><category term='BRAGANÇA'/><category term='VASCO RODRIGUES'/><category term='BIBLIOTECA'/><category term='MARRANOS'/><category term='rota dos marranos'/><category term='NOTAS'/><category term='BELMONTE'/><category term='EFEMÉRIDES'/><category term='VIDEOTECA'/><category term='ROSTOS'/><category term='VULTOS JUDAICOS BRAGANÇANOS'/><title type='text'>OS JUDEUS EM TRÁS OS MONTES</title><subtitle type='html'>O Rabi Mór tem, desde D.Dinis, sete delegados seus, chamados ouvidores, colocados na capital de cada comarca, os quais exercem a jurisdição sobre os judeus em todo o distrito. Localiza-se em Torre de Moncorvo, o de Trás os Montes... 
in "Os Judeus em Portugal no Século XIV ", de MariaJ.P.Ferro. 
Este é o nosso ponto de partida: divulgar as obras sobre os judeus em Trás os Montes.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-1801098978624044314</id><published>2012-02-08T10:17:00.001-08:00</published><updated>2012-02-08T10:17:49.857-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VASCO RODRIGUES'/><title type='text'>Idade Média - as terras portuguesas arraianas colheram os Hebreus fugidos de Leão e Castela</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-G9Rsxh7BoHM/TxNCKXEGjDI/AAAAAAAAD7E/79dcEWLXrwM/s1600/adriano+vasco+r..jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-G9Rsxh7BoHM/TxNCKXEGjDI/AAAAAAAAD7E/79dcEWLXrwM/s320/adriano+vasco+r..jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Prof.doutor Adriano Vasco Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Trás-os-Montes, Beira Alta, Beira Baixa e Alentejo foram as áreas do território nacional mais povoadas pelos Judeus e também áreas da sua dispersão interna, orientada, preferentemente, para povoações portuárias do litoral.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ao longo da Idade Média, as terras portuguesas arraianas acolheram os Hebreus fugidos de Leão e Castela e também dos Almoravidas e dos Almóadas (1086-1248).&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Nos alvores da Idade Moderna os expulsos da Espanha recém-unificada pelo Reis Católicos, acolheram-se, principalmente, nas zonas raianas portuguesas&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Das províncias citadas, uma se distingue pelo condicionalismo geográfico, acentuado pelo aspérrimo e fragoso recorte do profundo vale do Douro, pela vigilante, arredondada e impávida Serra do Marão e pela fronteira, outrora hostil, cerrada e cintada, contornando de Norte para Nordeste o território nacional. Essa província, Trás-os-Montes, foi a nova Terra da Promissão dos Hebreus. A região de Bragança pela ondulação dos seus montes e o atractivo dos vales, lembra a Galileia. Desde os alvores da nacionalidade portuguesa atraiu os Judeus.&lt;/div&gt;D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho, não só procuraram alargar o território mas consolidá-lo pelo povoamento. Se o filho se distingiu nesta tarefa mais do que o pai, o Rei Conquistador iniciou-a, recorrendo a cristãos de Além-Pireneus e também aos vencidos serracenos, mouros forros livres, os mudéjares. Serviu-se ainda das pueblas judias, isto é, de aldeamentos hebraicos. Temos testemunhos em Trás-os-Montes e na Beira, onde persiste o topónimo Jueus.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Tal como faziam os mouros e os cristãos, também os Hebreus se dedicavam à agricultura, indispensável à sobrevivência da sociedade medieval. O Rei Conquistador integrou judeus no seu exército.&lt;/div&gt;O Rei Lavrador aproveitou a capacidade agrícola da Gente de Nação, em terras de Bragança, ordenando por carta-régia que ali adquirissem 3500 maravedíadas de terra, das quais, uma área de 2000 reservadas a vinha; outra de 1000, para cultivo e uma de 500 para habitação. O custo de 600 maravedies seria pago ao Rei, em Agosto, no dia de Santa Maria.&lt;br /&gt;D. Dinis concluiu essa carta ordenando que não fizessem mal aos Judeus e os ajudassem.&lt;br /&gt;Tempos depois, chegavam às terras bragançanas israelitas, fugidos da ira de Henrique de Transtâmara, que matara o seu meio-irmão, o legitimo Rei D. Pedro I, de Castela. Estes Judeus tinham apoiado financeiramente a guerra sustentada pelo legítimo Rei, D. Pedro contra o usurpador. A partir dai, a actividade agrícola tornou-se secundária para os israelitas, dada a entrada de mercadores, artesãos e profissionais livres. O desapego das terras e de bens imóveis facilitava-lhes a deslocação em períodos de crise. Mas a agricultura estava enraizada na tradição bíblica e talmúdica, desde a sua sedentarização na Terra Santa, sendo origem de cerimónias do culto e de solenidades. O calendário litúrgico calculou-se de acordo com o tempo agrícola. As leis agrárias estão profundamente impregnadas de religiosidade, obedecendo a exploração a normas e a restrições. Admite-se o ano chemita, ou ano sabático, um período de sete anos em que as terras descansam. As colheitas dos 3 primeiros anos ficam condicionadas. Respeitam-se as primícias, bikurim.&lt;br /&gt;As leis agrárias privilegiam Deus, a quem tudo se deve, mas não esquecem os pobres nem as aves, deixando alguns frutos para os rebusqueiros.&lt;br /&gt;Os reis da primeira dinastia foram soberanos das três religiões: Judaica, Cristã, Muçulmanaa, reconhecendo um só Deus. Estes soberanos recorreram a conselheiros financeiros hebraicos. D. Afonso Henriques apoiou-se em D. Jahiá Aben Aich, de uma família de ricos agricultores.&lt;br /&gt;D. Dinis teve como Arrabi-Mor, D. Judah, a quem sucedeu o filho, D. Guedelha Aben-Judah. Os Judeus tinham sobre os cristão a vantagem de saber operar rapidamente, pois os cristãos eram extremamente lentos e limitados, recorrendo ao ábaco e aos algarismos romanos. Os hebreus usavam os algarismos árabes e também os seus. Tentem fazer uma multiplicação com algarismo romanos…&lt;br /&gt;A introdução vai um pouco longa, pois para compreender perfeitamente a abrangência do tema é indispensável fazer estas referência e também sobre a importância da educação. Sem ela, não haveria a plêiade de gente insigene, que evidenciou e evidencia o Povo Hebraico. A educação é uma imposição religiosa.&lt;br /&gt;O primeiro educador é o pai, como chefe de família. Assim o refere o Deuteronomo (6.7).&lt;br /&gt;Os rapazes devem estudar a Torah, a partir dos 6, 7 anos. O pai ensina aos filhos as bases do seu futuro modo de viver. Refere-o Tobias (29.a.).&lt;br /&gt;As comunidades hebraicas sefarditas tinham o Meldar, salas de estudo para ensino básico. Os melhores alunos prosseguiam com a aprendizagem religiosa e profana, na Yeshiva, uma academia a privilegiava o ensino da Bíblia. Se havia possibilidades financeiras, prosseguiam nas Universidades.&lt;br /&gt;Naturalmente, a evolução tornou hoje o condicionalismo diferente mas não invalidou a responsabilidade da base da educação pertencer à família. Esta tradição manteve-se com os conversos e os cristão-novos.&lt;br /&gt;Para melhor compreensão do que vamos dizer é necessário esclarecer o conceito de cristãos-novos, designação atribuída em Portugal aos convertidos, obrigados pelas circunstancias ao baptismo.&lt;br /&gt;O cristão-novo é um fruto da violência e uma negação da nobreza ecuménica cristã, descriminando e segregando os convertidos ao catolicismo.&lt;br /&gt;Em Espanha, os conversos usavam de todos os direitos. Em Portugal tornaram-se cidadãos de segunda classe, constituindo uma aberração no seio da Cristandade, discriminados nos direitos religiosos e nos civis, pois o Estado e a Igreja identificavam-se. Para a hierarquia Católica, as conversões equivaliam a desconfiança, daí as recusas. Esta suspeição motivou muitos cristãos-novos a deixarem o pais e a regressarem à fé dos seus antepassados. Foi também origem de perseguições injustas da Inquisição a consersos católicos convictos. Se persistiam rituais hebraicos isto se devia à deficiente e medíocre evangalização. Aproveito, a este propósito, um documento flamengo relatando que em dado momento do século XVI chegou à Flandres um grupo de portugueses. Olhados como suspeitos de serem Judeus as autoridades interrogaram-nos em tribunais da Zelândia. Confirmaram que eram cristãos e os filhos baptisados. Todos sabiam o Pater e a Ave, mas ninguém compreendia uma palavra do que dizia. Interrogados sobre a vida de Cristo, todos disseram que nascera em Belém, mas ignoravam se ficava na Terra ou no Céu…&lt;br /&gt;Esta situação foi comentada numa carta escrita por Pierre de Brel dizendo que todos em Portugal, mesmo os melhores cristãos, clérigos, desconheciam os artigos da fé e padres e curas instruíam mal os fieis, pelo que, se acabasse a perseguição aos judeus, esta pobre gente seria mais para lamentar do que para punir.&lt;br /&gt;E concluiu:&lt;br /&gt;Eles, lá me baixo, (na Península) não percebem que la religión n’est pás dans le genou mais dans le coeur.&lt;br /&gt;A conversão forçada foi um acto repugnável. Não admira que levasse à simulação. Dada a gravidade das circunstâncias, a conversão aparente dos Hebreus não significada traição da sua própria fé. A Lei Judaica podia ser interpretada no sentido de que a&lt;br /&gt;preservação da vida tinha precedência sobre os preceitos religiosos. Fundamentavam-se no Kol-midré, a expressão aramaica do início do texto referente à anulação dos votos.&lt;br /&gt;Quando a Igreja impôs o baptismo aos Judeus, muitos terão recorrido ao texto do Kolmidré para anular o acto desvinculando-se do juramento.&lt;br /&gt;O medo da Inquisição levou os conversos à fuga de Portugal. A oportunidade não se ofereceu na altura na conversão forçada mas mais tarde, durante a união das duas coroas, no período Filipino. O vasto Império espanhol reunido sobre a égide dos Absburgos, ligando a Áustria à Espanha, às Ilhas do Mediterrâneo, a parte da Itália, Países Baixos, Franco Condado, integrando Portugal e um vastíssimo Império Ultramarino, tão vasto, que o sol não se ocultava no reino de Filipe II. Este larguíssimo espaço oferecia possibilidades de fuga.&lt;br /&gt;O Exército espanhol constituído por tércios, movimentava-se através deste extenso mundo por um corredor militar que unia os domínios da Espanha, conhecido por El Camino Español. A Tropa necessitava de alimentos, principalmente cereais, conhecidos por pão do Mar, pois chegava de barco dos países do norte, ou do Mediterrâneo, mercadejado com muçulmanos, especialmente turcos. E quem eram os intermediários? Os cristãos-novos, através de uma rede de mercadores Judeus. Por vezes, faziam circular os produtos, abastecendo ambos os contendores, como por exemplo no caso da luta entre Espanhóis e Holandeses.&lt;br /&gt;O Exército espanhol recorria a apoios civis, não só para suprimento alimentar mas também recrutando médicos, cirurgiões, boticários e outros auxiliares.&lt;br /&gt;Os cristãos-novos ganhavam a confiança dos Tércios, acompanhando-os e, quando a circunstancias se tornavam propicias, davam o salto. Algumas cidades da Itália eram particularmente favoráveis, entre elas Livorno (Livorna). Ainda hoje, no distrito de Bragança, em Felgar, persiste o ditado: Quem vai a Livorna, vai e não torna!&lt;br /&gt;Dali, passavam para o Império turco.&lt;br /&gt;Tem-se escrito muito sobre as perseguições aos Judeus, o papel da Inquisição e o comportamento dos reis de Espanha e dos de Portugal. O problema é complexo e vejo-o como reflexo de uma confrontação de duas forças, que habitualmente escapam aos historiadores, ocupados com a sequência factorológica do processo histórico.&lt;br /&gt;Essas duas forças debatem-se amplamente, marcando a transição da Europa Medieval e do Renascimento, para a Europa da Idade Moderna. Uma é representada pelos partidários da Ordem Tradicional; a outra, pelos da Ordem Moderna, ou Ordem Nova. O Renascimento, ocorre no final da Idade Média e, apesar de se procurar o retorno a ideais greco-latinos persiste a tradição medieva da Respublica Christiana.&lt;br /&gt;As guerras de religião são um aspecto desse conflito e a Inquisição, uma arma mais violenta do que as armas de fogo, que então foram inventadas.&lt;br /&gt;A Ordem Tradicional foi sustentada pelo Império Romano-Germânico, agrupando os apoiantes da Casa de Áustria e dos Habsburgo, atingindo o apogeu com Filipe II de Espanha. O desejo de domínio está patente nas legendas das baixelas do Palácio Imperial, onde se lia A.E.I.O.U., significando em Latim: Áustria est imperare omnia universus! Significa: Que a Áustria impere sobre todo o Universo.&lt;br /&gt;Esta Ordem defendia uma Europa vertical, hierarquizada, obedecendo ao Papa e ao Imperador. A Ordem Moderna, recebendo implicitamente o apoio católico do Cardeal Richlieu, inimigo dos Áustrias, pretendia uma nova ordem, gerida pelos ideais Renascentistas.&lt;br /&gt;Os Judeus foram apanhados no meio da confrontação pela ortodoxia católica e espanhola, seguida da portuguesa, esta algumas vezes mais fanática do que aquela, usando a Inquisição.&lt;br /&gt;O declineo deste poder começou com Filipe IV de Espanha e III de Portugal.&lt;br /&gt;Os Tércios, agrupamentos militares terríveis, foram derrotados na Guerra do 30 Anos (1618-1648), sendo a Espanha obrigada a assinar o Tratado de Westfalia, de profundas consequências. A Espanha foi também vencida pela França, que lhe impôs, em 1659, o Tratado do Pirinéus, excluindo Portugal, que teve de continuar a lutar pela independência. Mas em 1668, os portugueses venciam a Espanha. Foi assinado o Tratado de Lisboa. Infelizmente, não acabou a Inquisição. Os seus meandros tinham amarrado Portugal ao fanatismo religioso e afastado o país da evolução seguida pelos países protestantes e pela própria França, católica.&lt;br /&gt;O essencial da nova ordem europeia, reconhecido pelo Tratado de Westfalia, levou ao abandono da concepção hierárquica tradicional, baseada na Respublica Christiana e na aceitação da autoridade pontifícia, dando ainda lugar a um mosaico de Estados independentes e soberanos, onde os Hebreus se sentiram em liberdade. Infelizmente, para as Monarquias Peninsulares, a poderosa arma, que foi a Inquisição, manteve-se e só o triunfo dos ideais da Revolução Francesa, seguidos em Portugal pela Revolução de 1820, a aboliram em 1821. Na Espanha, só anos mais tarde seria extinta.&lt;br /&gt;A História dos mais importantes vultos hebraicos de Trás-os-Montes, ou dos seus descendentes, reparte-se por dois períodos:&lt;br /&gt;- Um, antes da conversão forçada;&lt;br /&gt;- Outro, o dos cristãos-novos e seus sucessores. Importante foi a saída para Espanha, no período Filipino e, depois, o salto, ou diáspora, pelo velho e novo mundo.&lt;br /&gt;Um dos mais insignes pensadores e filósofos da gente de nação transmontana, natural de Bragança, foi Baltazar Oróbio, ali nascido no ano de 1620 e, mais tarde, imigrado para os Países Baixos, a Holanda, onde foi circuncidado e se afirmou Judeu, mudando o nome para Isaac Orobio de Castro. Faleceu em Amesterdão, em 1687.&lt;br /&gt;A sua carreira intelectual foi brilhante. Tinha estudado na Universidade de Salamanca, sendo para ali mais fácil deslocar-se de Bragança, do que para Coimbra. Foi professor de Metafísica na Universidade salmantina, onde o consideraram um sábio. Formou-se também em Medicina, que exerceu em Sevilha, como médico do poderoso Duque de Medina Celi e, também, da família de Borgonha do Rei Filipe IV.&lt;br /&gt;Suspeito de judaizar esteve 3 anos preso mas conseguiu iludir o Santo Oficio. Os portugueses em Espanha eram suspeitos de heresia, a tal ponto que português e judeu eram equivalentes. Este ápodo, em terras de fronteira, particularmente entre Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro manteve-se pelo século XX a dentro.&lt;br /&gt;Baltazar Oróbio conseguiu fugir para França, vindo a ser catedrático na Universidade de Tolosa e Conselheiro do Rei. Passou finalmente para a Holanda, onde havia um importante núcleo de judeus portugueses. Ali mudou de nome. Concentrou-se no ataque à Igreja Católica de que foi tenaz adversário. Escreveu dissertações em Castelhano, com carácter teológico e filosófico.&lt;br /&gt;Atacou também a posição panteísta do judeu português Espinosa. Das teses de ataque ao Catolicismo que classificou de Idolatria, damos exemplo de um título:&lt;br /&gt;- Prevenciones divinas contra la vana idolatria de las gentes.&lt;br /&gt;Provease que tudo quanto se havia de inventar contra la Lei de Moshé prevenio Diós a Israel en los 5 libros de Ley, para que advertidos no pudiesen caer en tales errores.&lt;br /&gt;Este é um livro de violento ataque à religião cristã. Está filosófica e teologicamente bem estruturado, com fundamentação lógica e conhecimento profundo da doutrina Cristã e da Judaica.&lt;br /&gt;Também nascido em Bragança, em 1691, se distinguiu Henrique de Castro Sarmento, que em Londres mudou o nome para Jacob de Castro Sarmento. Ali faleceu em 1760. Era filho de Francisco de Castro Almeida e Violante de Mesquita. Estudou na Universidade de Évora, onde foi Mestre de Artes, passando para Coimbra e ali obteve o grau de Bacharel em Medicina. Em 1721 deixou Portugal, fixando-se em Londres, vindo a ser rabino da Sinagoga portuguesa.&lt;br /&gt;Em 1725, pelo seu saber, foi nomeado membro do Real Colégio de Médicos, e em 1730, feito sócio da Real Sociedade Inglesa.&lt;br /&gt;A Universidade Escocesa de Aberdeem nomeou-o Doutor Honoris Causa, em 1736.&lt;br /&gt;Foi autor de vasta obra religiosa tratando temas como o Dia Santo do Kipur e também de figuras bíblicas. No campo da Ciências fez trabalho de investigação sobre águas medicinais, geologia, estudo de fósseis e de minerais. Estudou as marés, comentando Isaac Newton.&lt;br /&gt;Além de um Tratado de Cirurgia deixou dissertações sobre o uso das águas em Inglaterra e em Portugal, referindo as das Caldas da Rainha. A Farmacologia tornou-se científica graças às investigações de Jacob de Castro Sarmento.&lt;br /&gt;Outro personagem insigne foi Jacob Rodrigues Pereira, cujos pais, Magalhães Rodrigues Pereira e a mãe, Abigail Ribeiro Rodrigues, eram naturais de Chacim, no distrito de Bragança. Passaram para Espanha e de lá para Bordéus, onde aos 8 anos terá conhecido um menino surdo-mudo que o motivou para toda a vida, tornando-se um dos criadores do método de ensino dos surdos-mudos. A partir de 1734 e durante 10 anos, prosseguiu a sua formação para a instrução destes deficientes. A 22 de Novembro de 1746, apresentou à Academia de Caen o primeiro aluno. O naturalista Buffon, em 1749, patrocinou a sua apresentação na Academia das Ciências em Paris recebendo público louvor do Rei Luís XV, uma pensão e, ainda, o cargo oficial de Interprete e Tradutor das Línguas Portuguesa e Espanhola.&lt;br /&gt;Foi sócio da Real Sociedade de Londres cobrindo-se internacionalmente de prestígio. Jean Jacques Rousseau entre outros vultos da Cultura francesa e o enciclopedista D’Alember, elogiaram-no.&lt;br /&gt;Não só os Reis de França mas também o Imperador da Alemanha, os Reis da Polónia, Dinamarca e Suécia, distinguiram-no com mercês e honras.&lt;br /&gt;Um baixo-relevo em Paris testemunha a gratidão nacional au Premier Instituteur des sourds et muets – 1734-1780.&lt;br /&gt;Foi autor de uma memória lida na Academia de Ciências de Lisboa, a 11 de Junho de 1749. Em 1762 apresentou outra.&lt;br /&gt;Pelo seu prestígio obteve ainda do Rei de França o cargo de Representante dos Judeus portugueses de Bordéus e Bayona, intervindo na aquisição do terreno para o cemitério hebraico português de Paris.&lt;br /&gt;São muitos, os distintos médicos Judeus e seus descendentes cristãos-novos. Referiremos apenas alguns, entre eles o Doutor Francisco da Fonseca Henriques conhecido por Doutor Mirandela, por ali ter nascido em 1665. Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra e distinguiu-se como sifilígrafo, estudando a sifílis, doença então terrível.&lt;br /&gt;Alguns dos seus livros tornaram-se muito populares, entre eles A Medicina Lusitana e o Socorro Délfico, publicado em 1711. Outra obra privilegiando a Higiene foi a Âncora Medicinal, saída em 1721. De grande mérito foi a sua tentativa da Hidrologia portuguesa, o Aquilégio Medicinal, publicado em 1726.&lt;br /&gt;Outro clínico transmontano, considerado percursor da patologia exótica, foi João Cardoso, de Miranda. Estudou em Salamanca e trabalhou em África. Escreveu, em 1752, a Relação Cirúrgica, estudando o escorbuto.&lt;br /&gt;Também com ascendência em conversos transmontanos era o médico José Bomtempo, nascido em 1774. Exerceu o cargo de Físico-mor em Angola e foi professor no Rio de Janeiro. Deixou vários manuais de estudo, entre eles o Compêndio Prático de Medicina, 1715 e Trabalhos Médicos, 1725.&lt;br /&gt;A discriminação dos cristãos-novos levou o Cabido da Sé de Miranda, em 1611, a recusar dar posse de Cónego ao padre Jerónimo da Fonseca. Também atacou o Cónego tesoureiro Bernardino Ramires e o Cónego Mendes, acusando-os de terem sangue judeu. O Deão, os Cónegos e o Cabido da mesma Sé de Miranda, solicitaram ao Rei de Portugal, em 1647, que as pessoas de Nação e seus descendentes não fossem admitidos nos benefícios eclesiásticos. Apesar de todos os obstáculos os cristãos-novos progrediram e evidenciaram-se.&lt;br /&gt;Em Lisboa, em 1675, descendentes de Gente de Nação de Mogadouro, gozavam de excelente situação económica como importadores e exportadores. Também eram eles que, secretamente, passavam cristãos-novos para Inglaterra. Tiveram de fugir. Descendentes dessa família, os Mogadouros, possuem actualmente uma das mais ricas ourivesarias e joalharias de Londres. Em França, também judeu e português eram equivalentes. No decorrer do processo que se seguiu à Revolução de 1789, judeus portugueses de Bordéus e de Bayona reivindicaram direitos de voto distinguindo-se algumas famílias de ascendência transmontana: Azevedo, Silveira, Furtado, Nunes Tavares, Lopes e Fonseca. Em Abril de 1789 obtiveram direitos políticos, consagrados depois na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 2 de Setembro de 1791, sendo Abrão Furtado eleito para a Assembleia dos Notáveis. Esta conquista da igualdade de direitos assemelhando-os aos cidadãos franceses, teve consequências em Vila Nova de Foz Côa, na altura das invasões francesas, levando cristãos-velhos a atacarem os descendentes dos cristãos-novos, acusando-os de estarem feitos com os inimigos da Pátria, o que resultou no morticínio de mais de uma centena. Muitos tiveram de se refugiar em Torre de Moncorvo, sob protecção daquele que viria a ser o General Claudino. Por lá se fixaram.&lt;br /&gt;É principalmente fora de Portugal que encontramos os mais distintos descendentes de Cristãos-novos transmontanos, principalmente fugidos durante a União das Duas Coroas. Vejamos alguns:&lt;br /&gt;Nos começos do século XVII, um comerciante nascido em Bragança, distinguiu-se na Corte de Madrid. Chamava-se António Lopes Cortiços. Estava casado com Dona Luísa de Almeida e enriquecera importando pedras preciosas do Oriente e do Brasil, assim como tecidos de linho da Flandres. Tornou-se fornecedor da Casa Real, pelo que fixou residência em Madrid, acompanhado da família, judaizando secretamente. A filha Luísa casou com um primo chamado Sebastião Ferro. O filho, Manuel, casou com uma irmã de Sebastião, também de nome Luísa.&lt;br /&gt;Manuel tornou-se um dos maiores financeiros ao serviço de Filipe IV. Com apenas 26 anos já era arrendatário dos impostos sobre as lãs castelhanas. Enriqueceu tanto, que foi distinguido como cavaleiro da Ordem de Calatrava e Secretário da Contadoria Real, gerindo as finanças de Castela. Era protegido do Conde-Duque de Olivares, do qual diziam que tinha sangue judeu e protegia os conversos. Manuel Cortiços chamou, como colaborador, o irmão mais novo, Sebastião, que em 1630 tinha 22 anos. Entre 1630 e 1650, fez enormes empréstimos à Coroa Espanhola, endividada com as muitas guerras em que se envolveu. O prestígio dos Cortiços era tão grande, que em 1637, os próprios Soberanos foram acolhidos em sua casa, onde lhes ofereceu uma festa, que custou rios de dinheiro, em luxo, prendas, banquete e músicos.&lt;br /&gt;Durante a guerra da Catalunha os Cortiços emprestaram à Rainha, a título pessoal, oitocentos mil escudos (moeda de ouro), recusando receber jóias em penhor.&lt;br /&gt;Manuel Cortiços morreu novo, 1649.Talvez o seu poder financeiro o tenha salvo da Inquisição, devido às ajudas à Coroa. A mesma sorte não tiveram os restantes membros da família. A revolução de 1640, seguida da Guerra da Restauração, a morte do Conde-Duque de Olivares, protector, abriu campo ao Tribunal do Santo Ofício e à crescente perseguição aos cristãos-novos portugueses, residentes em Espanha.&lt;br /&gt;A viúva de Manuel Cortiços e a mãe, Dona Luísa de Almeida, residente na Corte, foram presas, em 1654. Dona Luísa foi transferida para Cuenca e encarcerada, apesar de idosa.&lt;br /&gt;As razões da Inquisição basearam-se nas chorudas esmolas que Dona Luísa Ferro ordenara ao Mordomo para dar durante os 9 dias, que se seguiram ao óbito do marido, visando pessoas e instituições carenciadas, a fim de rezarem pela sua alma.&lt;br /&gt;Os 9 dias foram a denúncia à Inquisição de que continuavam a judaizar. Então, segundo a Igreja Católica, deviam as esmolas ser dadas até à missa do 7º dia… Pelas listas elaboradas pelo Mordomo, verificaram que todos os beneficiados seguiam a Lei do Moisés, incluindo comunidades judaicas na Itália e na Terra Santa, em Hebron, Jerusalém e Safed.&lt;br /&gt;Valeram à velha senhora e à nora as relações do filho Sebastião, para que passados 2 anos, em Abril de 1656, fossem libertadas, após abjurarem de levi.&lt;br /&gt;A fixação do primeiro núcleo de judaízantes portugueses na Inglaterra ocorreu pouco tempo depois do estabelecimento da Inquisição em Portugal. Eram comerciantes e saíram clandestinamente de barco, estabelecendo-se em Bristol e Londres. Não me foi possível ainda comprovar se teriam tido ligações a Trás-os-Montes e saído pela barra do Douro. Sabemos, sim, que um dos mais antigos mercadores se chamava António Noronha, conhecido por Loronha e pejorativamente por Ronha. Na casa de um Alves Lopes funcionava, clandestinamente, a sinagoga. Ao Domingo iam às igrejas protestantes, não se apresentando como judeus.&lt;br /&gt;O embaixador de Espanha, em Londres, denunciou-os, sendo presos e perdendo os bens pelo que, na quase totalidade dos residentes, deixaram o país.&lt;br /&gt;No tempo de Isabel I viviam em Londres 12 famílias de portugueses mercadores, dos quais os mais importantes eram Álvaro de Lima, Bernardo Luís Freire e a família Anes.&lt;br /&gt;Interrogado sobre estas famílias, um espanhol, que residia em Londres, afirmou:&lt;br /&gt;- Pelo que sei e conheço e é público e notório em Londres, todos os portugueses são de raça judia e é notório que nas suas casas vivem e observam os ritos judaicos mas em público vão às igrejas protestantes e escutam sermões e comem pão e bebem vinho como os outros heréticos.&lt;br /&gt;No tempo de Cromwel, aproveitando as tréguas entre a Holanda e a Inglaterra, uma delegação de mercadores ingleses visitou a Holanda. Os judeus de Amesterdão aproveitaram para discutir a possibilidade de regressarem à Inglaterra. O debate foi conduzido pelo Rabino Samuel Menasseh ben Israel, autor do célebre livro a Esperança de Israel, já então traduzido para inglês.&lt;br /&gt;Foi convidado a visitar a Inglaterra, para lá se deslocando em 1654, acompanhado por Manuel Martins Dormido, que tinha antepassados transmontanos, saídos para o Brasil, depois ocupado pelos Holandeses durante o domínio Filipino. Libertado por portugueses, depois de 1640. Manuel Martins acompanhou os holandeses na retirada mas perdeu todos os seus bens no Brasil.&lt;br /&gt;Quando chegou à presença de Cromwel expôs a sua situação, pedindo-lhe para intervir a seu favor junto do Rei de Portugal.&lt;br /&gt;Em 22 de Fevereiro de 1655, Cromwel escreveu ao Rei de Portugal pedindo para ajudar Manuel Martins a recuperar os bens.&lt;br /&gt;Tempos depois daquela visita, Menasséh e Manuel Martins Dormido solicitaram para os Judeus portugueses se fixarem na Inglaterra. Os pedidos foram renovados e a resposta difícil, mas Cromwel foi-os protegendo.Um filho de Manuel Dormido, chamada Salomão, foi um dos primeiros a obter autorização, confirmada mais tarde por Carlos II. Ali criou um forte centro comercial.&lt;br /&gt;Distinguiu-se o médico Dr. Jacob de Castro Sarmento (1691-1762), contribuindo para a comercialização do quinino, antifebril usado nas colónias para tratar o paludismo.&lt;br /&gt;Este médico tinha antepassados transmontanos, tal como os membros da firma Machado e Pereira, estabelecida em 1688.&lt;br /&gt;Notável e digna de referência pelo sentido humanitário judaico da caridade, foi a criação de instituições de solidariedade social em Inglaterra, por judeus de origem portuguesa e espanhola, em 1663, especialmente para assistirem doentes. Também, nesse ano, foi criada uma escola. Entretanto, um grande legado deixado por um abastado comerciante, com origem transmontana, Diogo Rodrigues Marques, permitiu fundar em 1675 a Mehil-Sedaca, instituição destinada a dar o dote a jovens órfãs pobres. Creio que ainda persiste. Foram também criados hospitais.&lt;br /&gt;Muitos nomes comuns em Trás-os-Montes e nas Beiras, persistem em famílias sefarditas britânicas, dos séculos XVII a XIX: Azevedo; Rodrigues; Costa; Maldonado; Sequeira; Neto; Henriques; Mendonça; Almeida. Ali vivem, actualmente, 20 mil sefard&lt;br /&gt;Em 1940 residiam na Holanda 160 mil judeus, dos quais, 4 mil trezentos e três com origem portuguesa. Amesterdão era conhecida pela Jerusalém do Norte. Muitos tinham origens beirãs e transmontanas. Apesar dos esforços feitos para provar que estes judeus eram de raça ariana, como os alemães e, também, do empenhamento do Cônsul de Portugal em Roterdão, Dr. Artur Simões de lhes das em pernis d’imigration, para regressarem ao pais de origem, Portugal. A criminosa fúria nazi, dos 4303 só deixou escapar 200, que se refugiaram em casa de amigos neerlandeses. Conheci um que viveu escondido debaixo de um soalho durante quase 2 anos.&lt;br /&gt;Sobre os Cristão-Novos do Brasil muito se tem escrito e as listas da Inquisição referem, por vezes, as suas origens transmontanas. Não vamos deter-nos sobre este ponto, o que nos levaria tempo mas ficará para aprofundar numa publicação.&lt;br /&gt;A imigração para os Estados Unidos fez-se, inicialmente, a partir da Inglaterra, de Londres, e também dos Países Baixos.&lt;br /&gt;Na América do norte aparecem nomes portugueses entre os judeus: Rodrigues da Costa; Touro; Gomes; Mendes; Seixas; Morais; Nunes de Carvalho; Cardozo; Moisés Lindo. Alguns foram personagens ilustres, atingindo altos postos no exército e na vida pública, como jornalistas, professores universitários, comerciantes e industriais.&lt;br /&gt;A longa diáspora dos judeus portugueses, velha de mais de 500 anos, passou, de início, por Marrocos. A expulsão ou Gerush deu ali lugar a um novo grupo étnico, os megorashim (os expulsos), contrastando com os tochabin (os residentes).&lt;br /&gt;Interessante é celebrar ainda hoje o purim de Alcácer Quibir, correspondente no seu calendário ao dia 4 de Agosto de 1578, em que foi morto D. Sebastião. Declamam poemas e é feita a leitura de uma memória registada numa megillah (rolo).A derrota de D. Sebastião impediu a expansão da Inquisição no norte de África.&lt;br /&gt;Com mais tempo e sem martirizar os ouvintes, poderemos escrever sobre os que fugiram para a Itália e em algumas cidades tiveram bom acolhimento, antes de seguirem para a Turquia. Em Ferrara viveu Dona Beatriz Mendes, historicamente conhecida por Dona Gracia Nasi. &lt;br /&gt;Altamente favorecido pelos dotes intelectuais e pela fortuna ali se distinguiu Duarte Pinel, com raízes transmontanas, cujo o nome mudaria para Abraham Usque. Manteve uma tipografia onde imprimiu a Consolação às Tribulações de Israel e também a primeira edição da Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro.&lt;br /&gt;Alguns judeus portugueses não tiveram tanta sorte. Em consequência do Concilio de Trento acabaram por ser presos e levados para Roma, onde sofreram morte pelo fogo, entre eles Gabriel Henriques, que mudara o nome para Joseph Abraham Saralvo. Encarou a condenação com tanta coragem, que foi considerado um santo mártir – Há-Kadosh.&lt;br /&gt;Na América latina, nas antigas colónias espanholas, foi permanente e constante a presença de judeus portugueses, também seguidos pela Inquisição. Teríamos muitos para dizer sobre os vários casos apontados pela Inquisição. Limitar-me-ei a relatar o de um prestigiado cristão-novo, com raízes em Torre de Moncorvo, onde funcionou um importante rabinato, que superintendia sobre a região transmontana.&lt;br /&gt;Trata-se de Luís de Carvalhal, o Velho, que em Espanha adoptou o nome de Luís de Carvajal y de La Cueva. Ficou órfão aos 8 anos e foi educado por um familiar, que, entre os 18 e 20 anos, o enviou para Cabo Verde de onde saiu para servir a Coroa Espanhola, durante 13 anos, como tesoureiro. Fez bons amigos da Corte de Felipe II de Espanha, vindo a obter o comando de uma frota, que conduziu o novo Vice-rei ao México. &lt;br /&gt;Na viagem encontraram um barco de piratas, que venceram tendo descoberto a bordo um valioso tesouro, que remeteu ao rei. No México, o Vice-rei nomeou-o director do porto de Tampico e ali saiu vencedor de vários ataques de corsários ingleses e holandeses entre eles Francis Drake e Haukins. Quando fazia prisioneiros protestantes, era cruel e remetia-os à Inquisição. Entre 1568 e 1578, ajudou ao povoamento de várias regiões protegendo colonos vindos de Espanha. Mas era duro os ameríndios.&lt;br /&gt;O seu empenhamento mereceu-lhe o reconhecimento real e, em 1578, regressou a Espanha, ali lhe sendo prestadas honras e concedido o direito a ser governador dos territórios que ocupasse na América.&lt;br /&gt;A esposa e os parentes desta pediram-lhe que não regressasse à América mas que os acompanhasse para a Turquia, para onde queriam fugir. Argumentou-lhes que na América seriam livres, pois era um homem poderoso. Esta decisão resultou em tragédia.&lt;br /&gt;Obteve autorização para que famílias espanholas viessem povoar os territórios que ocupasse. A maior parte deste colonos eram cripto-judeus.&lt;br /&gt;Os clérigos espanhóis, desconfiados, forçaram o Vice-rei a, em 1583, a ordenar que o prendesse. Ficou encarcerado até à morte, ocorrida em 1590. e o mais triste foi terem-no condenado, na certeza e parece ser verdade, que ele era um católico sincero. Mas o castigo foi-lhe aplicado por não ter denunciado a família à Inquisição. Esta foi julgada e condenada, perecendo pelo fogo num auto-de-fé, em 1590.&lt;br /&gt;A partir de 1580, Portugal foi integrado nos domínios de Felipe II de Espanha o que aumentou o fluxo de homens de negócios portugueses para o México, onde os seus descendentes fundaram pequenas comunidades, que se tornaram prosperas.&lt;br /&gt;O Prof. Leonardo Senkman, da Universidade Hebraica de Jerusalém, apresentou uma lista com o nome dessas povoações: cidade do México, Guadalajara, Puebla, Queratoro, Pachica, Oaxaca, Taxco, Zacateras e ainda outras. Comerciavam com Manilha e com as Filipinas.&lt;br /&gt;A amplitude da rede do trato mercantil foi sempre uma característica judaica. Estes colonos casavam com famílias de cristão-velhos, muitas vezes, da nobreza, e enviavam os filhos para Universidades espanholas, o que não travou a fúria da Inquisição.&lt;br /&gt;Em 1596, quarenta e seis judeus secretos portugueses foram presos, entre eles 2 de origem transmontana: Fernando Rodrigues Ferreira e Tomás da Fonseca.&lt;br /&gt;Em 1649, houve um cortejo com 108 penitentes, dos quais, 13, foram queimados. Entre eles estavam Domingos Martes e Matias Pereira Lobo, com idênticas origens. A quase e totalidade destes mártires eram portugueses.&lt;br /&gt;Por toda a América Latina há testemunhos de judeus secretos saídos de Portugal.&lt;br /&gt;São evidentes na Martinica, no Chile, no Peru, no rio da Prata, no Surinam, no Brasil.&lt;br /&gt;O fundador da Corporação dos bombeiros Voluntários do Panamá, chamava-se David de Castro e tinha raízes em Mirando do Douro.&lt;br /&gt;El Salvador teve importantes políticos de origem judaico-portuguesa, descendentes da família Lindo, proveniente de Torre de Moncorvo. De 1841 a 1842, ali foi presidente da República o Dr. Juan Lindo, que se evidenciou como um notável impulsionador da Instrução Pública, criando uma ampla rede de escolas, reduzindo o elevadíssimo índice de analfabetismo daquele pequeno pais.&lt;br /&gt;Entre 1847 e 1852, foi novamente Presidente da Republica, impondo-se como um dos mais queridos e apreciados. A família Lindo distribui-se por EL Salvador, Brasil e Panamá, evidenciando-se muitos dos seus membros, entre eles o banqueiro Joshua Lindo, ligado à construção do canal do Panamá.&lt;br /&gt;Hoje, é praticamente impossível negar que nas famílias radicadas há gerações em Portugal, não haja mistura de sangue hebraico.&lt;br /&gt;Já antes da fundação da Nacionalidade portuguesa havia judeus no território portucalense, descendentes das duzentas famílias deportadas para a Península pelo Romanos, dentre as mais prestigiadas de Israel. Mais de mil anos depôs em plena Idade Média, as sucessivas fugas de hebreus de Leão e Castela e, no Século XVI, a expulsão de milhares de Espanha para Portugal levaram na sequência da conversão forçada à mistura de cristãos-novos com cristãos-velhos.&lt;br /&gt;No século XVII o anti-semita Manuel Faria e Sousa, com base no testemunho de um jesuíta, escrevia na sua História del Reyno de Portugal que 70% das famílias nobres se tinham misturado sem impedimento, afirmando: perigam na honra, bebem os erros no perigo e são perpétua mancha na nobreza.&lt;br /&gt;No Século XVIII, fidalgos pretenderam fazer uma associação com base na pureza de sangue mas só duas famílias não tinham mistura. Até a própria Família Real dos Branganças era de origem judeia.&lt;br /&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;O povo foi mais lento nos cruzamentos mas processaram-se a partir do Marquês de Pombal, quando acabou com a distinção entre cristãos-velhos e cristão-novos. Aceleraram-se também com a extinção da Inquisição depois da Revolução de 1820 e mais tarde com a Revolução de 1910, separando a Igreja do Estado. Por todas estas razões, os judeus não podem em Portugal ser visto como um povo estranho, um povo à parte, mas como parentes próximos dos portugueses.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Certamente a xenofobia recusará esta realidade. Nos começos do século XX, Mário Saa, no seu livro a Invasão dos Judeus, apontou-os como gente à parte, influenciado pela onda de anti-semitismo dos finais do século XIX, princípios do XX. Mas isto não o impediu de exaltar o mérito dos judeus trasmontanos, citando:&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- António Granjo natural de Garção, Bragança; Ínclito democrata; Chefe do Governo, na 1ª Republica, assassinado em 1921.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- José Henriques Tota – nascido em Bragança; fundador do Banco Tota.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Trindade Coelho – oriundo de Mogadouro. Jurista e escritor. Autor da colectânea Os Meus Amores e do In Illo Tempore, de leitura agradável e bom humor, sobre a vida académica do seu tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Mário de Sá Carneiro – natural de Bragança. Estudou na Sorbone: colaborou no Orfeu e foi poeta de sentimentos profundos, coloridos e metafóricos como corifeu do modernismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Senhoras e Senhores:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: left; cssfloat: left; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MAc08sEZfMY/TxNEpV4H2hI/AAAAAAAAD7M/suiXNmW7cug/s1600/vasco+rodrigues+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="148" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-MAc08sEZfMY/TxNEpV4H2hI/AAAAAAAAD7M/suiXNmW7cug/s200/vasco+rodrigues+4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto exposta no Museu Judaico de Belmonte&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Foi um prazer e uma honra falar-vos desta gente, que na sua disporá levou tão longe o nome de Portugal e continua tão perto de nós, na mistura étnica, que nos acompanha e no profundo sentido humano que os princípios judaico-cristãos imprimiram e deram sentido à Civilização Ocidental em que nos integramos[1]. &lt;br /&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Prof.doutor Adriano Vasco Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;*&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Palestra na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, em 21.09.2007.[1] Obs – Como se trata da transcrição de uma palestra, baseada num livro a publicar, só depois da sua publicação serão indicadas, a bibliografia e as fontes documentais.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-1801098978624044314?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/1801098978624044314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2012/02/idade-media-as-terras-portuguesas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/1801098978624044314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/1801098978624044314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2012/02/idade-media-as-terras-portuguesas.html' title='Idade Média - as terras portuguesas arraianas colheram os Hebreus fugidos de Leão e Castela'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-G9Rsxh7BoHM/TxNCKXEGjDI/AAAAAAAAD7E/79dcEWLXrwM/s72-c/adriano+vasco+r..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-3051380327446405383</id><published>2012-02-07T17:21:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T17:25:15.355-08:00</updated><title type='text'>Casa do Castelo, um projecto designado Sepharad Lands</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GTNopI5YqHM/TzHJacKJlKI/AAAAAAAAEMA/x52tWHSwKas/s1600/casa+do+castelo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-GTNopI5YqHM/TzHJacKJlKI/AAAAAAAAEMA/x52tWHSwKas/s320/casa+do+castelo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Estaquarta-feira, dia 8 de Fevereiro, pelas 15 horas, vai ser apresentado noSabugal, na Casa do Castelo, um projecto designado Sepharad Lands, o qualpretende desenvolver uma rede de promoção e apoio ao turismo cultural, comespecial enfoque no património judaico sefardita.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Mem_C76ZeDM/TzHJiQDah5I/AAAAAAAAEMI/W2oqKVBR7GY/s1600/sem-tc3adtulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Mem_C76ZeDM/TzHJiQDah5I/AAAAAAAAEMI/W2oqKVBR7GY/s1600/sem-tc3adtulo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;O projectoSepharad Lands, foi concebido para apoiar os empresários da região do Sabugalque têm actividade ligada ao sector turístico, garantindo-lhes o acompanhamentoe a prestação de serviços de informação cultural, histórica e patrimonial aosvisitantes, bem como transporte e estadias organizadas.&lt;br /&gt;Segundo o comunicado hoje divulgado pela equipa que elaborou o projecto, omesmo «surge da percepção que os operadores turísticos têm da necessidade depromover o estudo, preservação e promoção do património Sefardita da regiãocomo uma mais valia em termos de projecção turística».&lt;br /&gt;A recente formação da Rede de Judiarias de Portugal, que reúne os municípioscom património histórico judaico, foi a «janela de oportunidade para a promoçãoda região beirã junto de um mercado internacional específico que tem grandeapetência por conhecer as suas raízes na Península Ibérica».&lt;br /&gt;A necessidade de um tratamento e acompanhamento qualificado, trouxe à luz aideia de se avançar na concepção de um projecto que envolveu o estabelecimentode parcerias «em torno de uma marca comum que tem a designação de SepharadLands».&lt;br /&gt;«Os mercados alvo desta iniciativa são os mercados internacionais, com enfoqueespecial nos mercados da América do Norte, Estados Unidos e Canadá, nos paísesdo Norte da Europa, da Europa de Leste e no Estado de Israel», refere ocomunicado enviado à imprensa.&lt;br /&gt;Trata-se de uma iniciativa de alguns empresários do Sabugal, estando porémaberta, segundo os promotores, «à integração de mais empresas da região que sequeiram associar e participar no objectivo de proporcionar aos visitantes umaestadia de qualidade respeitando as suas crenças e hábitos».&lt;br /&gt;A conjuntura de crise económica que o país e a região atravessam torna estaproposta aliciante por proporcionar condições para «um aumento de visitantescom o consequente incremento de potencial económico»&lt;br /&gt;Os contactos do Sepharad Lands são: 00351 271 754 169 e 00351 962 408 648(telefones) e sepharadlands@gmail.com (email).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;a href="http://capeiaarraiana.wordpress.com/author/leitaobatista/" title="Artigos de leitaobatista"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;leitaobatista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Ver:http://capeiaarraiana.wordpress.com/2012/02/07/projecto-sepharad-lands-na-casa-do-castelo/ &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;a href="http://www.wix.com/sepharadlands/home"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.wix.com/sepharadlands/home&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-3051380327446405383?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/3051380327446405383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2012/02/casa-do-castelo-um-projecto-designado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3051380327446405383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3051380327446405383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2012/02/casa-do-castelo-um-projecto-designado.html' title='Casa do Castelo, um projecto designado Sepharad Lands'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GTNopI5YqHM/TzHJacKJlKI/AAAAAAAAEMA/x52tWHSwKas/s72-c/casa+do+castelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4207925865127120968</id><published>2012-01-22T12:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T12:07:37.418-08:00</updated><title type='text'>OS JUDEUS NO CONCELHO DE TORRE DE MONCORVO</title><content type='html'>&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Por: António Pimenta de Castro&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X8QycqYWH2U/TxxkrlwvE6I/AAAAAAAAEBs/M_ueii5LKj0/s1600/Velha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="238" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-X8QycqYWH2U/TxxkrlwvE6I/AAAAAAAAEBs/M_ueii5LKj0/s320/Velha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Velha judia (professor Santos&amp;nbsp;Júnior)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe ao certo a vinda dos primeiros judeus para o território que hoje é Portugal. São inúmeras as lendas que vários autores aludem, mas que precisam de uma confirmação histórica irrefutável. Por isso apenas vamos falar da sua vinda, com provas concretas e comprovadas com documentos. Esta questão não é pacífica, escreveu recentemente (Outubro de 2009) Carsten L. Wilke: &lt;strong&gt;“Fora da capital provincial, estelas antigas de judeus lusitanos foram encontradas em Villamesías (perto de Tujillo) e, há uma vintena de anos, em Mértola, a antiga Mytilis, no Alentejo. Essa pedra é o mais antigo testemunho da presença judaica no actual território português. Mas ela é – lá está – muito incompleta; da inscrição, ornamentada por uma menorah&lt;/strong&gt; (candelabro de sete braços hebraico)&lt;strong&gt; gravada, não resta senão a parte inferior, comportando uma datação em língua e calendário latinos: die quar (ta n) onas octo (bri)s era DXX, o que corresponde a 4 de Outubro de 482. O costume de redigir as inscrições funerárias em língua hebraica só se difundiu quatro séculos mais tarde. Assim, os dois epitáfios hebraicos encontrados em Espiche, perto de Lagos, tidos durante muito tempo como o mais antigo vestígio judaico em Portugal, não podem manifestamente datar do século VI como pretendem os manuais, pois o seu vocabulário é nitidamente característico da Alta Idade Média(1)”&lt;/strong&gt; .&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;No período do reino Visigótico, poderemos distinguir dois períodos distintos, um primeiro, de tolerância religiosa, um segundo período, de feroz perseguição com a conversão ao catolicismo do rei Recaredo, em 587 e, depois, os outros reis visigodos. Não há dúvida que os primeiros reis portugueses protegeram os judeus. Poderemos afirmar que nos primeiros cinco reinados, os judeus viveram num clima de paz e protecção real. Prova disso é que os judeus, são denominados pelos reis de &lt;strong&gt;«meus judeus»,&lt;/strong&gt; o que indica uma certa protecção e dependência perante o rei. No século XV no mapa de comunas judaicas (só salientamos as da nossa região), aparecem-nos as seguintes: Moncorvo; Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro (esta já nos aparece no mapa do Século XIV), Bemposta, Azinhoso, Miranda do Douro, Bragança, Vinhais, Vila Flor, Alfândega da Fé…(2) ”. “&lt;strong&gt;O Rabino da Sinagoga de Moncorvo no tempo de D. João I, abrangia na sua jurisdição os judeus de Trás-os-Montes. A comuna de judeus de Moncorvo é uma das que concorreram, com várias outras, para o empréstimo lançado por D. Afonso V (1478) para as despesas da guerra(3)”&lt;/strong&gt; . Com o decreto de expulsão de 1496: &lt;strong&gt;“transformada, pela força, em conversão geral no ano seguinte. Fez com que Portugal se transformasse, de um país excepcionalmente tolerante, no contexto da Idade Média europeia, num país de religião única, exclusiva e repressiva, e, portanto num país que, com poucas excepções, não aceitava judeus declarados no seu solo ”(4),&lt;/strong&gt; situação que piorou a partir de 1536, com a introdução da Inquisição no nosso país. A partir daqui não poderia haver judeus a viver em Portugal. Muitos (os mais ricos, mais religiosos e influentes) foram-se embora, os outros, que não puderam ou não quiseram partir, tiveram que se deixar baptizar e fingir exteriormente, que eram católicos. Quase todos os que ficaram, eram conhecidos por cristãos-novos, ou marranos, e praticavam no recato da sua casa o judaísmo, nascendo assim o criptojudaísmo. Também em Moncorvo assim aconteceu. Ainda hoje, os habitantes da freguesia de Felgueiras (concelho de Moncorvo), são conhecidos pela sua ascendência judaica, bem como os nossos vizinhos, de além Douro, de Vila Nova de Foz Côa. As tradições eram transmitidas, a partir daí, oralmente e transmitidas secretamente, de geração em geração, sobretudo pelas mulheres. Ao preparar este trabalho, li o interessante livrinho de Carsten L. Wilke, de apresentação da sua obra mais profunda “História dos Judeus Portugueses”, das Edições 70, deparei com o seguinte. &lt;strong&gt;“Citarei um exemplo só: de uma oração clandestina, a mais popular dos criptojudeus portugueses, uma trova em vinte versos que chegava a ser uma espécie de hino do criptojudaísmo português. Foi dita já no século XVI e ainda no século XX (…) Os primeiros exemplos surgem nos anos 1580, segundo os estudos eruditos da professora Elvira de Azevedo Mea: são de confissões de nove prisioneiras da Inquisição, todas mulheres de Trás-os-Montes ou, mais precisamente, originárias do distrito de Torre de Moncorvo. (…) Ainda no século XX, recitam-na de memória testemunhas de Bragança, de Felgueiras e de Belmonte. Leio-vos aqui as duas famosas oitavas:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«Alto Dio de Abraão,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rei forte de Israel!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tu, que ouviste a Daniel, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ouve a minha oração!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tu, que nas grandes alturas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Te aposentas, Senhor,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ouve a este pecador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que te chama das baixuras,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pois, Tu, a todas as criaturas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abres caminhos e fontes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alço meus olhos aos montes,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De onde virá minha ajuda?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha ajuda de com Adonay,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;quem fez o céu e a terra.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livra-nos de tanta guerra,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;pois que somos a tua grei,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;de adorar deuses alheios,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;coisa que em tanto o homem erra,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;confesso que em mim se encerra,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;grão pecado que em mim hei.(5) » &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Reparem nas palavras, &lt;em&gt;Israel e Adonay&lt;/em&gt;. E o citado autor e trabalho, na página 14, acrescenta:&lt;strong&gt; “Fica do mundo bíblico a mirada angustiada, o sentimento de desamparo, o desencanto do mundo e, finalmente, a consolação. Assim, a diáspora judaica trocou as colinas da Judeia pela Serra do Reboredo, no alto de Torre de Moncorvo; e levou os montes do silencioso diálogo, lá pela serrania da Espanha e para os vulcões do México”. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito mais haveria a dizer, ficará para próximos artigos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;O professor&amp;nbsp; Castro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1-Carsten L. Wilke, “História dos Judeus Portugueses”, página 13 e 14, Edições 70, Lisboa, 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;2- Maria José Pimenta Ferro Tavares, “Os Judeus em Portugal no século XV”, Universidade Nova de Lisboa, Volume I, página 75, 1982.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;3- Abade de Baçal, V Volume, das “Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, página XLIX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;4- Carsten L. Wilke “O que é a História dos Judeus Portugueses”, Edições 70&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;5-&amp;nbsp;Carsten L. Wilke “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O que é a História dos Judeus Portugueses”&lt;/i&gt;, páginas 12 e 13, Edições 70&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4207925865127120968?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4207925865127120968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2012/01/os-judeus-no-concelho-de-torre-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4207925865127120968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4207925865127120968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2012/01/os-judeus-no-concelho-de-torre-de.html' title='OS JUDEUS NO CONCELHO DE TORRE DE MONCORVO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X8QycqYWH2U/TxxkrlwvE6I/AAAAAAAAEBs/M_ueii5LKj0/s72-c/Velha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4960762606006028031</id><published>2011-10-06T16:45:00.001-07:00</published><updated>2011-10-06T16:45:43.463-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MARRANOS'/><title type='text'>Inquisição - Lista dos processados no distrito de Bragança</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2kQLgp1xf-w/To2y49mHw6I/AAAAAAAAC20/kqQGenwEgeY/s1600/JUDEUS+ABADE+B.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="237" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-2kQLgp1xf-w/To2y49mHw6I/AAAAAAAAC20/kqQGenwEgeY/s400/JUDEUS+ABADE+B.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;In OS JUDEUS ,de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Francisco M.Alves&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4960762606006028031?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4960762606006028031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/10/inquisicao-lista-dos-processados-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4960762606006028031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4960762606006028031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/10/inquisicao-lista-dos-processados-no.html' title='Inquisição - Lista dos processados no distrito de Bragança'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2kQLgp1xf-w/To2y49mHw6I/AAAAAAAAC20/kqQGenwEgeY/s72-c/JUDEUS+ABADE+B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-614879306024445233</id><published>2011-10-03T07:22:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T07:23:58.242-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BELMONTE'/><title type='text'>BELMONTE -  terra de judeus  (II)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uL5Gy02qYOM/TomWDnfa5sI/AAAAAAAAAA0/mYvB55G3CVs/s1600/Belmonte2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659219395652282050" src="http://4.bp.blogspot.com/-uL5Gy02qYOM/TomWDnfa5sI/AAAAAAAAAA0/mYvB55G3CVs/s320/Belmonte2.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 215px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt; Click na imagem para ampliar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 85%;"&gt;Textos e Fotos:&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Susana Bailarim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 78%;"&gt;Paginação: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: small;"&gt;Luís Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-614879306024445233?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/614879306024445233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/10/por-terra-de-judeus-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/614879306024445233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/614879306024445233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/10/por-terra-de-judeus-ii.html' title='BELMONTE -  terra de judeus  (II)'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uL5Gy02qYOM/TomWDnfa5sI/AAAAAAAAAA0/mYvB55G3CVs/s72-c/Belmonte2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2762741351432515007</id><published>2011-09-28T16:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T16:38:28.532-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BELMONTE'/><title type='text'>BELMONTE -TERRA DE JUDEUS....</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--bSDsHjIoAs/ToOParGwibI/AAAAAAAAAAs/Zq7nQJXNrCE/s1600/Belmonte.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657523245317917106" src="http://4.bp.blogspot.com/--bSDsHjIoAs/ToOParGwibI/AAAAAAAAAAs/Zq7nQJXNrCE/s320/Belmonte.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 306px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;Click na imagem para ampliar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Textos e Imagens: &lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Susana Bailarim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Paginação: &lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Luís Teixeira&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2762741351432515007?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2762741351432515007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/09/belmonte-terra-de-judeus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2762741351432515007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2762741351432515007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/09/belmonte-terra-de-judeus.html' title='BELMONTE -TERRA DE JUDEUS....'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--bSDsHjIoAs/ToOParGwibI/AAAAAAAAAAs/Zq7nQJXNrCE/s72-c/Belmonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2244890426143718433</id><published>2011-07-19T14:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T14:35:07.701-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BRAGANÇA'/><title type='text'>BRAGANÇA - MUSEU HEBRAICO</title><content type='html'>A cidade de Bragança vai ver surgir uma nova estrutura cultural. Trata-se do Museu Hebraico que vai ficar localizado junto ao Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu Hebraico vai ser projectado pelo arquitecto Souto Moura, contemplado recentemente com o prémio Pritzker 2011, considerado o Nobel da Arquitectura.&lt;br /&gt;O equipamento vai nascer a partir da recuperação de um edifício secular que está abandonado e degradado e que foi adquirido pela autarquia de Bragança pelo valor de 150 mil euros. Aqui serão instalados o futuro Museu Hebraico e o Centro de Interpretação Cefardita do Nordeste Transmontano.&lt;br /&gt;Paralelamente surgirá um centro de estudos sobre a presença dos judeus no Nordeste Transmontano, região onde ainda existem importantes núcleos e povoações com arreigadas tradições culturais.Segundo o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, o projecto já se encontra concluído, embora ainda não estejam reunidas as condições de financiamento necessárias ao arranque das obras de reabilitação do antigo edifício. &lt;br /&gt;O autarca referiu que as obras vão arrancar no próximo ano, devendo, para o efeito, serem criadas as condições necessárias para que o projecto seja financiado por fundos comunitários, já que, como sublinha Jorge Nunes, “ trata-se de uma obra de elevado interesse cultural”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticiasdonordesteultimas.blogspot.com/2011/07/nova-estrutura-museologica-vai-surgir.html"&gt;http://noticiasdonordesteultimas.blogspot.com/2011/07/nova-estrutura-museologica-vai-surgir.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2244890426143718433?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2244890426143718433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/07/braganca-museu-hebraico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2244890426143718433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2244890426143718433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/07/braganca-museu-hebraico.html' title='BRAGANÇA - MUSEU HEBRAICO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-6371412457304976136</id><published>2011-02-01T02:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T02:28:33.517-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>GENOME PROJECT-From Jamaica to Vancouver to Portugal-part 1</title><content type='html'>This article first appeared in Portuguese on February 1, 2011 in Terra Quente, a bi-monthly newspaper in Tras-os-Montes, Portugal (insert link), and in English at www.ladina.blogspot.com&lt;br /&gt;Richard George Henriques, A Canadian architect in search of his roots.&lt;br /&gt;Antonio J. Andrade and M. Fernanda Guimaraes&lt;br /&gt;Translated and revised by mlopesazevedo and M. Fernanda Guimaraes&lt;br /&gt;(the authors assert copyright)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Henriquez Partners&lt;/strong&gt; is a prestigious architectural firm in Canada. Their most emblematic work is found in Vancouver where they are located. Some of their highrise projects form part of the panoramic of the city. Other noteworthy projects are part of urban renewal, sometimes constituting a set of buildings or even an entire block. There are also significant buildings in the arts, medicine, and scientific research. There are innovative projects, from the boldest modernism to Gothic and Neo-Classical re-creations. The firm enjoys an international reputation and has won more than a dozen awards, in particular, the Governor General's gold medal, the highest distinction in Canada, which the firm has received twice. &lt;br /&gt;The firm has about 30 functionaries, headed by architect &lt;strong&gt;Alfred George Henriquez&lt;/strong&gt; whose mentor and thesis advisor was the celebrated architect and historian Alberto Perez-Gomes, professor of architecture and engineering at the University of Montreal. But the founder and builder of the firm is his father, the architect Richard George Henriquez. It is the latter that is at the heart of our story, which will lead us to multiple references of a Sephardic family that left its mark in many parts of the world during several centuries. We are restricting our research to Portugal, especially the Inquisition trial records (“processos”) that can be found at the Torre do Tombo archives in Lisbon. &lt;br /&gt;First, we wish to point out that the surname Henriquez was Hispanicized at the turn of the last century during the construction of the Panama canal. Therefore, for the purposes of our work, we will adopt the Portuguese spelling, Henriques, the name which connects this Jewish family to Portugal since the 15th century. Other branches of the family kept the Portuguese spelling in the diaspora.&lt;br /&gt;We would also like to relate how this adventure began, yes this project, not the architectural one! Richard had been trying for two years to obtain processos from the Torre do Tombo but lack of knowledge of the Lusitanian language of Camoes hindered him, so he decided to attend in person at the archives. Richard has been making many such trips over the last 20 years to places such as the USA, Antilles, England, France, Spain, Amsterdam, wherever his ancestors led him. By chance, a Luso-Canadian lawyer referred him to Fernanda Guimaraes who practically lives at the Torre.&lt;br /&gt;It was in the summer of 2008 when Richard and his wife arrived in Lisbon. There is an old saying in Portuguese, when hunger calls, the appetite strikes. In other words, at precisely the same time that Richard was looking for the processos, Fernanda was researching them. Unkowingly, Fernanda had been studying Richard`s ancestors in such dispersed places as&lt;strong&gt; Torre De Moncorvo&lt;/strong&gt;, Vila Flor, Trancoso, Celorico da Beira, Mirandela, and Viseu, all places with a significant Jewish population before the forced baptism of 1497. ( All Portuguese Jews were forcibly baptized in 1497, thereafter called New Christians). Fernanda was also aware that some members of the family had fled Portugal to such places as Madrid, Bordeaux, Amsterdam and then London to escape the clutches of the Inquisition. Fernanda offered her services and Richard was pleased.&lt;br /&gt;Richard George Henriques was born on February 5, 1941 in Annotto Bay on the north coast of Jamaica, within the limits of the city of Saint Mary, baptized Puerto de Santa Maria by the first Spanish colonizers. His mother's name was Essie Adeline Silvera, also Hispanicized (Silveira in Portuguese), and his father Alfred George Henriques was born in 1916. They were a typical agricultural family working on their father's estate, however Richard's father was soon drafted into the British army to help boost agricultural production during wartime. The British naval base in Kingston played a leading role in patrolling the Caribbean basin and ensuring that the Panama canal remained open.&lt;br /&gt;During his tender years, Richard remembers a particularly violent storm, almost a hurricane, which destroyed the family home in which his sister, Kathleen Maye Henriques also lived. At about the same time Richard learned that his 25 year father, now a fighter pilot in the British air force had been shot down by an enemy plane over Warsaw. The death of his father coincided with the uprising of the Warsaw ghetto and must have contributed to Richard's destiny of becoming the family genealogist. &lt;br /&gt;Without a father and the family home in ruins, Richard and his sister went to live with his paternal grandparents, Alfred St. Elmo Henriques, and Linda Maye Cohen Henriques, at Greenwood. Richard has fond memories from his time at Greenwood, frequent trips to the beach supervised by his aunt Rita, moonlight filled nights on the house porch with his grandfather unravelling the mysteries of life and the world, and tales of the eternal wanderings of the Jewish people, especially the Iberian Jews of Sepharad (literally land's end, ie, Portugal and Spain). Perhaps it was these nostalgic evenings and the absence of a father killed in a distant land that ignited Richard's interest in discovering his roots.&lt;br /&gt;Later, Richard's mother married &lt;strong&gt;Francis Roy Henriques&lt;/strong&gt;, his grandfather's brother. The family settled in Buff Bay, a small seaside city, 40 kilometres from their previous home. Richard started primary school when he was seven and has some unpleasant memories of being bullied. When he was about ten years old he decided to become an architect like his uncle Rudolph Daniel Cohen Henriques whom he got to know during summer vacations. Uncle Dossie, as Richard called him was a talented self-made man, architect, sculptor and painter. He served an architectural apprenticeship at a New York engineering firm and was soon helping build the Panama canal. Richard has fond memories of uncle Dossie's trip home to see his brother, building, sculpting, and painting, all the while doting on the young Richard. Uncle Dossie married Gwendolyn Cohen Henriques, Linda's sister and Richard's paternal grandmother. Their son, Maurice Karl Cohen Henriques graduated from architecture and engineering in 1957 from the University of Manitoba in Canada. Richard soon followed in his footsteps, and the rest is history as it is said. &lt;br /&gt;Source&lt;br /&gt;Howard Shubert, Geoffrey Smedley, Robert Enright, Richard Henriques, Selected Works, 1964-2005, Douglas &amp;amp; McIntyre, Vancouver, Toronto, 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-6371412457304976136?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/6371412457304976136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/02/genome-project-from-jamaica-to.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6371412457304976136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6371412457304976136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/02/genome-project-from-jamaica-to.html' title='GENOME PROJECT-From Jamaica to Vancouver to Portugal-part 1'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-6723714317803367960</id><published>2011-02-01T02:23:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T02:23:01.364-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>RICHARD GEORGE HENRIQUES</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TUfdjisgF9I/AAAAAAAAByc/iNxGu8fl2XQ/s1600/MARRANOS+1+DE+FEVEREIRO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TUfdjisgF9I/AAAAAAAAByc/iNxGu8fl2XQ/s400/MARRANOS+1+DE+FEVEREIRO.jpg" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Click&lt;/em&gt; na imagem para aumentar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-6723714317803367960?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/6723714317803367960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/02/richard-george-henriques.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6723714317803367960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6723714317803367960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2011/02/richard-george-henriques.html' title='RICHARD GEORGE HENRIQUES'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TUfdjisgF9I/AAAAAAAAByc/iNxGu8fl2XQ/s72-c/MARRANOS+1+DE+FEVEREIRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8089081803983359576</id><published>2010-09-21T05:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T05:53:05.665-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>FREIXO DE ESPADA À CINTA</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;LOURENÇO ALVARES – seguiam-no como a um rei&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Corria o mês de Junho de 1513 quando um junco ido de Malaca aportou em Ta-Nang, na costa da China. Era o barco capitaneado por Jorge Alvares, que naquele sítio fez logo erguer um padrão assinalando o extraordinário feito, que foi a chegada, por mar, a tão longínquas paragens do primeiro homem branco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Jorge Alvares era o feitor da Casa Real portuguesa em Malaca e natural de Freixo de Espada à Cinta, terra aonde não terá voltado, pois veio a falecer em 8.7.1521, no mesmo sítio de Ta-Nang, sendo enterrado junto ao mesmo padrão da descoberta. (1) &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, naquele mês e ano de 1513, na pequena e remota vila de Freixo de Espada à Cinta, as autoridades locais prendiam um Lourenço Álvares, com base em uma denúncia chegada do vizinho reino de Castela em que era acusado de ter mandado fazer um “cunho de tostão” para fabricar moeda falsa. O crime, se é que o houve, foi perdoado por alvará do rei D. Manuel. (2)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TJipodmaTII/AAAAAAAAA-w/fp4hkm9RJAI/s1600/freixo-espada-cinta-torre-do-galo1-foto-canalblog.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" qx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TJipodmaTII/AAAAAAAAA-w/fp4hkm9RJAI/s320/freixo-espada-cinta-torre-do-galo1-foto-canalblog.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Ignoramos se havia algum parentesco entre o navegador Jorge Alvares e o incriminado falsificador de moeda castelhana, Lourenço Álvares, os quais, para além do apelido, da terra de origem e da época em que viveram, tinham em comum o facto de ambos serem altos funcionários do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Com efeito, são vários os documentos oficiais referentes a Lourenço Álvares, de Freixo de Espada à Cinta, desempenhando então importantes funções no domínio da arrecadação dos impostos do almoxarifado de Torre de Moncorvo, nomeadamente:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1503-01-18 – Carta do ofício de recebedor das sisas de Freixo de Espada à Cinta passada a Lourenço Álvares. (2’)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1513-08-03 – Conhecimentos de recibos de Lourenço Álvares, recebedor dos portos, por que recebeu de várias pessoas as parcelas que nos mesmos se declaram (3)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1513-10-18- Procuração que fez Lourenço Álvares, almoxarife dos portos de Trás-os-Montes, a Gabriel Álvares, seu irmão, para cobrar de todos os mercadores das ditas comarcas de Entre Douro e Minho, todo o dinheiro que ficaram devendo (4)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1514-05-16 – Carta do ofício de recebedor dos portos de Trás-os-Montes passada a Lourenço Álvares, com o ordenado de 4 mil reis (4?)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1514-08-26 – Rol do dinheiro que recebeu Lourenço Álvares (5)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1515-03-09 – Procuração de Lourenço Álvares para Diogo Vaz, seu genro, receber do escrivão dos portos de Trás-os-Montes todos os dinheiros que tiver feito, que são devidos à Fazenda Real, da dízima dos panos e mercadorias dos 3 anos passados (6)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1517-01-15 – Requerimento de Lourenço Álvares, recebedor dos portos das comarcas de Trás-os-Montes para João Mendes, rendeiro principal dos ditos portos, dar fiança à dita renda. (7)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1518-02-11 – Carta de recebedor das sisas de Freixo de Espada à Cinta passada por Lourenço Álvares a Diogo Vaz, seu genro. (7´)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1520-06-27 – Diligências da conta de Lourenço Álvares, recebedor dos portos de Trás-os-Montes. (8)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Para além do mais, estes e outros documentos oficiais deixam antever uma ligação muito forte e um jogo de interesses em volta da cobrança de impostos na região do Nordeste Trasmontano, com dois homens a ganhar protagonismo, ao lado de Lourenço Álvares: Diogo Vaz, seu genro e João Mendes, rendeiro. De ambos haveremos de falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Não sabemos como evoluiu nos anos seguintes, a cobrança dos mesmos impostos. Sabemos é que, em 20.9.1526, foram citados, como devedores à Fazenda Real “da conta do arrendamento dos portos de Trás-os-Montes” Diogo Vaz, Brites Álvares, João Álvares e Leonor da Paz. Será que esta citação aconteceu algum percalço com o almoxarife Lourenço Álvares e aqueles eram os seus familiares/herdeiros e nessa qualidade foram citados?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Certamente que estas e outras pistas precisarão de ser investigadas. E também os processos de outros Freixenistas que, como ele, conheceram então as masmorras da Inquisição, como sejam os de Jerónimo Reinoso, que foi casado com Maria Álvares, preso em 1558; Pedro Álvares, preso em 1563; António Fernandes, preso em 1550 “acusado de levar mercadorias às terras dos mouros”; João Garcia, filho de João Garcia e Isabel Álvares, preso em 1554…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Voltando a Lourenço Álvares, diremos que ele nasceu por 1478 e certamente foi circuncidado, como todos os meninos judeus. Tinha já uns 17-18 anos quando foi baptizado, pela Páscoa de 1597, como ele próprio confessou aos inquisidores, acrescentando que foi o cura da vila de Mós (actualmente uma aldeia do concelho de Torre de Moncorvo) que o baptizou e que foram seus padrinhos o fidalgo Diogo de Sampaio e sua mulher Inês Doutel. (9)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E são estes os dados biográficos que o seu processo nos fornece. Outros mais, também muito escassos, colhemo-los nos processos de Diogo Vaz, seu genro e de Diogo Mendes, filho do rendeiro João Mendes, que igualmente conheceram as cadeias da Inquisição de Évora. Por eles sabemos que Lourenço era casado com Ana Fernandes, de Freixo de Espada à Cinta e que tinha uma filha chamada Isabel Fernandes, a qual casou com o dito Diogo Vaz, tabelião.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Não sabemos se foi em Freixo que prenderam Lourenço Álvares, o qual foi levado para Évora e metido “dentro do aljube do cardeal nosso senhor” onde foi interrogado pelo “doutor Domingos Álvares, vigário geral nomeado pelo infante nosso senhor”, em 17.7.1533. E esta nota é interessante, se nos lembrarmos que a Inquisição portuguesa só foi criada em 1536. Significa isto que antes de ser já o era e que, em vez de tribunal da Igreja, mais parece um tribunal da Corte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Vejamos agora os pontos essenciais do interrogatório, que a isso se resume o processo de Lourenço Álvares. Pelo teor das perguntas que lhe foram feitas, adivinham-se as culpas que lhe imputavam e pode intuir-se do seu comportamento religioso e elevada cultura bíblica. (10)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O denunciante seria o padre da aldeia do Larinho, concelho de Torre de Moncorvo e a cena ter-se-á passado no dia da festa de Nossa Senhora dos Montes Ermos. Aí, o pregador, Luís Álvares de seu nome, terá falado sobre a virgindade de Nossa Senhora e Lourenço Álvares terá comentado que ela não podia engravidar e parir e continuar virgem. E ter-se-ia alongado na conversa dizendo que os santos não deviam ser adorados, mas apenas Deus. E este é único e não constituído por três pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Claro que ele negou tais acusações e disse que já o profeta Isaías pregava que Maria havia de conceber e ficar virgem – citando a passagem correspondente do Velho Testamento. E disse que, em seu entender, os santos deviam “ser adorados como advogados para que roguem por nós “ a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Acusavam-no também de ser mau cristão e não se confessar e comungar. Respondeu que, nos últimos anos se fora confessar em Barrueco Pardo e em Vilvestre, duas localidades castelhanas próximas de Freixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mas se estas faltas respeitavam a uma esfera mais íntima e pessoal, outras havia que interferiam com a vivência pública da comunidade cristã-nova e, por isso mesmo, de maior gravidade. E assim, acusavam-no de ter livros proibidos e de os divulgar e comerciar de Espanha. Defendeu-se afirmando que ele tinha era uma “Confessionário Romano” por onde lia e que efectivamente mandara para o notário de Vila Real, Preto de seu apelido, um livro. Porém esse livro não era proibido, era uma “Bíblia de Alcalá” que tinha o Velho e o Novo Testamento. E não fora ele a comprá-la a Espanha, antes foi um sobrinho do dito Preto que estudava em Salamanca que lha fizera chegar a Freixo para ele enviar para Vila Real, conforme o seu conhecido e amigo, o notário Preto, lhe pedira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Lourenço Álvares era também acusado de dizer que Cristo não era o Messias prometido, que o verdadeiro Messias estava ainda para vir. Porém, os inquisidores não terão aprofundado muito o tema, aceitando facilmente a resposta negativa do réu, acaso porque o problema messiânico ainda não ganhara o relevo que, poucos anos depois, viria a ter. Deste assunto falaremos a seguir. Por agora vejam apenas este curtíssimo excerto do interrogatório:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Perguntado que amizade é a que ele tem tão estreita com os cristãos-novos e porque o seguem como a Rei (…) disse ele dito Lourenço Álvares (…) que o não seguem como a Rei mas antes fogem dele por ser oficial d´el-rei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Nada mais que o interrogatório se contém no processo de L. Álvares. Nem sabemos se ficou preso e houve sentença. E não mais lhe pegamos o rasto, ignorando se voltou a Freixo ou se meteu por Castela ou outra qualquer pátria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Porém, 10 anos depois, em 1543, na mesma Inquisição de Évora, perante o licenciado Álvaro paredes, o tabelião e escrivão de Miranda do Douro, Diogo Mendes, dele disse muitas coisas que ajudam a compor o seu retrato, começando por identificá-lo, nos seguintes termos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Haverá 6 ou 7 anos, estando ele declarante em Miranda, veio ter com ele um cristão-novo que se chama Lourenço Álvares, morador em Freixo de Espada à Cinta, o qual foi recebedor dos portos e do almoxarifado de Torre de Moncorvo com o qual ele declarante tinha conhecimento por ser casado com uma parente dele chamada Ana Fernandes, o qual Lourenço Álvares lhe parece que é homem de 70 anos, pouco mais ou menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A fazer fé nas declarações de Diogo Mendes, Lourenço Álvares era um grande pregador do messianismo judaico e um verdadeiro cabalista. Tinha uma Bíblia em hebraico, caldeu e latim e costumava trazer com ele um Saltério (livro de salmos). Dizia que estava próxima a vinda do Messias, que “a falsidade de Cristo” acabaria em 1542. E isto com base no salmo 32 que diz: “falax est equus ad salutem” (falso é o cavalo para a saúde). Então o que têm a ver estas palavras com a afirmação de que o Messias viria no ano de 1542? É que, segundo os especialistas da ciência da Cabala, as letras hebraicas têm correspondências numéricas e o conjunto daquelas letras faz a soma de 1542. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Será que estamos em presença do último cabalista conhecido em Portugal? Neste caso o processo de Lourenço Álvares ganha um interesse único, apresenta uma descoberta fantástica e vem colocar Freixo e Miranda do Douro nas rotas do estudo da Cabala judaica, conforme o parecer do dr. Hugo…..&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mas deixemos estas coisas para os entendidos. Fiquemos com as declarações de Diogo Mendes, sem qualquer hesitação, falava de Lourenço Álvares como um homem “sábio e letrado na lei de Moisés”. Confessava, aliás, que foi ele que o levou para o judaísmo e o catequizou, depois da morte de seu pai, altura em que o dito Lourenço Álvares lhe terá feito a seguinte declaração formal:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Ora, olha e tem ponto que agora que teu pai é falecido te quero desenganar porque nunca em sua vida to ousei dizer porque ele era muito grande cristão e agora para que não percas a tua alma, te faço saber que (…) a lei de Moisés é que vale porque a de Cristo é falha e enganosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Explicava o tabelião que se deixara levar pela conversa de Lourenço Álvares, que “por ele ser amigo dele declarante e homem velho e sábio na lei o induziu e o enganou”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Iludido ou não, Diogo Mendes parecia confiar plenamente naquele homem “velho e sábio” e contava-lhe até os seus sonhos, que mais pareciam visões proféticas. Vejam este caso:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Em certa altura Diogo ficou doente, muito doente, às portas da morte, com febres altíssimas e delirando. E pareceu-lhe mesmo que fora ao outro mundo e que lá viu uma dezena de homens “com suas lobas vestidas e capelos e que um o tomava e que outro o deixava e que lhe parecia que falavam hebraico”. Diogo contou a Lourenço Álvares a visão que tivera e este lhe asseverou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Te faço saber que o que viste do outro mundo eram judeus e não há outra coisa nem se fala outra língua no céu senão o hebraico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Argumentou Diogo dizendo que não podia provar tal coisa, ao que Álvares retorquiu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Crê no que te digo, porque quero que te salves e não te percas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Outros pormenores acrescentou Diogo Mendes sobre o “sábio e letrado” mestre “que o induziu e trouxe à crença na lei de Moisés”. Assim, disse “que há muito tempo que lhe mostrou uma Bíblia que tinha, em hebraico, caldeu e latim” Foi também ele que lhe ensinou a fazer ritos e cerimónias judaicas como guardar os sábados, acender as candeias, celebrar a Páscoa comendo pão asmo e mandando fazer de comer em louça nova, a jejuar do “dia das perdonanças”… mas também lhe disse que a lei tinha muitas mais cerimónias que lhas não podia ensinar…”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;NOTAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1 – LUIZ KEIL, O Primeiro Português que foi à China, Lisboa – 1933.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;2 – HIRONDINO DA PAIXÃO FERNANDES, Bibliografia do Distrito de Bragança, tomo I, Bragança – 1996, cit. PEDRO DÁZEVEDO, Miscellanea archeologica, in: Archivo Historico Portuguêz, VIII: 95, Lisboa – 1903 – “Carta de perdão dada por D. Manuel a “um falsificador do cunho de tostão (…) Manuell do Porto, morador em Freixo d´Espada Cinta e criado do chantre da Guarda, nos enviou dizer per sua petiçam, que estando elle e outro em a dita villa de Freixo, hum Pêro Estevez e outro Martin Afonso, juízes hordenairos em a dita villa, prenderom a hum Lourenço Alves, por se achar culpado por huns autos que de Castela vierom que ele mandara fazer o cunho de tosta…”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;3 – IANTT, corpo cronológico, parte II, maço 41, nº 124.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;4 – IANTT, cc, p. II, mç. 42, nº 193&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;5 – IANTT, cc, p. II, mç. 51, nº 9&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;6 – IANTT, cc, p. II, mç. 55, nº 153&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;7 – IANTT, cc, p. II, mç. 68, nº 30&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;8 – IANTT, cc. P. II, mç. 90, nº 63&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;9 – Diogo de Sampaio, senhor de Vila Flor, era também alcaide dos concelhos de Mós, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;10 – IANTT, Inquisição de Évora, processo, de Lourenço Álvares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A leitura do processo foi feita pelo dr. Hugo…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8089081803983359576?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8089081803983359576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/freixo-de-espada-cinta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8089081803983359576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8089081803983359576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/freixo-de-espada-cinta.html' title='FREIXO DE ESPADA À CINTA'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TJipodmaTII/AAAAAAAAA-w/fp4hkm9RJAI/s72-c/freixo-espada-cinta-torre-do-galo1-foto-canalblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2859075943315434919</id><published>2010-09-20T07:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T07:33:34.594-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EFEMÉRIDES'/><title type='text'>EFEMÉRIDES</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;20 Set. 1540 - Realizou-se em Lisboa, no sítio da Ribeira, o primeiro auto de fé, saindo 23 pessoas todas condenadas em penas espirituais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;20 Set. 1733 - Auto de fé celebrado na igreja de S. Domingos, em Lisboa saindo 59 pessoas sentenciadas, 5 delas condenadas à fogueira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;21 Set. 1939 - Instruções de Heydrich para a concentração dos judeus polacos em guetos fechados. Era o princípio da política hitleriana de extermínio dos judeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2859075943315434919?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2859075943315434919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2859075943315434919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2859075943315434919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides_20.html' title='EFEMÉRIDES'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8914536779141317583</id><published>2010-09-19T14:51:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T14:51:07.128-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EFEMÉRIDES'/><title type='text'>EFEMÉRIDES</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;19 Set. 1627&lt;/b&gt; – Nesse dia esvaziaram-se as prisões da Inquisição Portuguesa e também nas de Espanha se registou a saída de muitos prisioneiros, em consequência de um perdão de 3 meses decretado pelo rei Filipe IV. Em Coimbra, Évora e Lisboa realizaram-se procissões solenes nas quais participaram os prisioneiros. Em Lisboa a procissão saiu dos Estaus (sede do tribunal da Inquisição) e dirigiu-se para a Sé episcopal. Ali pregou um sermão o padre jesuíta António de Abreu, terminado o acto com a leitura da dita carta de perdão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Convém acrescentar que este perdão foi autenticamente comprado pelos cristãos-novos portugueses na Corte de Filipe IV de Espanha, onde contavam com um aliado poderoso: o novo ministro, conde – duque de Olivares. Aliás, esta foi apenas uma das medidas adoptadas para encontrar dinheiros que salvassem a Corte da bancarrota financeira. Outra das medidas e a mais importante, levada a efeito por aquele ministro consistiu em fazer com que os banqueiros e “homens de negócio” portugueses substituíssem os banqueiros genoveses e alemães no financiamento da Coroa e dos grandes investimentos de Espanha, bem como na cobrança das rendas e impostos e na arrematação dos monopólios do sal, do tabaco, das cartas de jogar… na distribuição do açúcar e das especiarias… E foi então que alguns marranos de Trás-os-Montes se afirmaram como banqueiros de renome internacional. Podemos citar Fernando Montesinhos, o Barão de Aguilar e Manuel Cortiços que, entre outros, ficaram a ser conhecidos como “os Banqueiros do Rei”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8914536779141317583?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8914536779141317583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8914536779141317583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8914536779141317583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides_19.html' title='EFEMÉRIDES'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-994245170321778734</id><published>2010-09-17T08:47:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T08:47:59.535-07:00</updated><title type='text'>MIRANDA DO DOURO</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;MADALENA GARCIA E A SUA TENDA&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Madalena Garcia tinha já uns 80 anos quando foi presa pela Inquisição de Coimbra, em Agosto de 1643. Estava casada, em segundas núpcias, com Luís Fernandes, castelhano de origem. Um de seus filhos estudara em Salamanca entre 1626 e 1633, tendo-se formado em Medicina. Era casado com Margarida Lopes e exercia a sua profissão na cidade espanhola de Zamora, onde o casal fixou sua residência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Madalena e Luís moravam então em Miranda do Douro, na rua da Costanilha, uma artéria comercial cheia de lojas da gente da nação. A loja de madalena e Luís seria um tanto especial, pois ela se dizia tendeira e o marido é identificado como livreiro. E esta informação é interessante para a história da cultura no Nordeste Trasmontano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Na origem da sua prisão estariam várias denúncias de declarações de judaísmo como a de André Ramires, marido de uma sua sobrinha que, estando preso, declarou “que madalena Garcia lhe perguntou quando caíam os jejuns da Rainha Ester e do Dia Grande”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mas havia já outras denúncias registadas nos livros da Inquisição de Coimbra. E as mais explícitas e comprometedoras vinham do alfaiate Domingos Lopes e do seu ajudante Bento Marques, ambos cristãos-velhos, recolhidas pelo inquisidor Diogo de Sousa em Fevereiro de 1638, “nas casas do seminário”, aquando da sua visitação a Miranda do Douro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Segundo eles, pelo S. Roque (17 de Agosto) de 1636, faleceu Pedro de Miranda, sobrinho de Madalena Garcia, casado com Ventura Nunes, o qual morava também na rua da Costanilha e também tinha uma loja de tendeiro. Pois, tratando-se do funeral do sobrinho, madalena terá ido buscar uma peça de pano de linho, novo em folha e mandado os referidos alfaiates fazer “umas ceroulas compridas, umas meias e uns escarpins” para amortalhar o defunto. E que recomendou que depois de cortadas, as alinhavassem apenas. E que também ouviram dizer que o mesmo fora “amortalhado com uma camisa de pano de linho cru”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Esta denúncia é exemplo da ideia geral que então dominava, de acordo com a qual era prova de judaísmo o facto de se amortalharem os defuntos com roupas novas, que não tivessem qualquer uso. De resto, o processo de Madalena Garcia nada tem de especial, para além do inventário de seus bens. E aqui devemos chamar a atenção para alguns aspectos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, as casas que tem e a sua localização. E isso aportará elementos de interesse para o estudo da toponímia e da evolução urbana da cidade de Miranda do Douro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar, as peças de prata que ela tinha em depósito, significando isso que a sua loja era, em certa medida, também uma casa de penhoras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Finalmente, a descrição dos artigos que tinha para vender na sua tenda ( e que não eram apenas tecidos, como poderia pensar-se) constituirá informação interessante para se fazer ideia dos produtos do comércio naquela época em Miranda do Douro. Vejamos então esse inventário:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Umas casas em que vivia (…) que valem 40 mil réis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Umas casas na rua Nova (…) nas quais mora de aluguer uma mulher que chamam a Caneda, que lhe pagava 4 cruzados (1 600 réis!) que valem 20 mil réis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Outra casa na mesma rua Nova (…) que vale 20 mil réis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Outra casa térrea pequena que está na rua que vai para o Poço do seminário (…) que valerá 10 cruzados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mais outra casinha térrea na rua que chamam a caleja, no Poço de João Frois (…) que vale 5 mil réis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Uma vinha (…) aonde chamam a Cruz da cabreira (…) vale 8 mil réis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Tinha (…) em um saquinho 15 mil réis, de que seu marido não sabia…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Tinha mais em um saquinho 20 mil réis que tinham para empregar em mercadorias no Porto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mais uns 40 mil réis em patacas e moedas de 8 vinténs em uma caixa…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mais 8 colheres de prata e 2 garfos que estavam empenhados por 6 tostões que eram de seu filho António Garcia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mais 1 colher de prata que é de um escrivão da almotaçaria, Miguel Borges e sobre ela lhe emprestou 2 tostões.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mais um anel de ouro de 4 ou 5 pedras que é de Francisco Borges Brandão sobre o qual ela declarante lhe emprestou em coisas da tenda…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;2 arcas de pão que valem 4 cruzados…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;3 pichéis de estanho ou 4 que valem 5 tostões.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;5 pratos de estanho, um casco de latão…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Uma caldeira em latão que é de um lavrador sobre a qual tem emprestada uma pataca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Uma colcha branca de Inês de Vargas sobre a qual o marido dela declarante deu 2 cruzados ou mil réis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;6 toalhas… cortinas…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;20 alqueires de farinha de trigo (…) 4 ou 5 cascos de pipas e tonéis…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Impressionante a lucidez e frescura da memória desta mulher de 80 anos. E vejam como ela continuou enumerando os artigos que deixou na tenda para vender:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Um pequeno (pouco) de pez que valia 7 vinténs.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;3 arráteis de confeitos que vale o arrátel 4 vinténs.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;3 resmas de papel a 500 réis cada resma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Retroses preto e de cores que (…) valem 2 cruzados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;2 pequenos de pano de estopa, que será 10 ou 11 varas, a 30 réis a vara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;20 varas de pano de linho já curado e algum cru que vale 70 réis a vara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Um almofariz de bronze que vale 2 tostões.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;40 varas de galão de cor que vale a 20 réis a vara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Uns tafetás negro e de cores, em pedaços…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Um pedaço de açúcar de cana que serão 8 arráteis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Meia onça de açafrão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;2 arráteis de pimenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;5 ou 6 arráteis de arroz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Algumas fitas e atacas e miudezas da tenda que pouco valem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Terminamos dizendo que esta mulher acabou por falecer nos cárceres da Inquisição de Coimbra, ao cabo de mais de 2 anos e meio, em Fevereiro de 1646, sem que o seu processo estivesse terminado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;FONTE – IANTT, Inquisição de Coimbra, pº 1943. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-994245170321778734?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/994245170321778734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/miranda-do-douro_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/994245170321778734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/994245170321778734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/miranda-do-douro_17.html' title='MIRANDA DO DOURO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8579223453803603999</id><published>2010-09-14T14:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T14:56:47.251-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EFEMÉRIDES'/><title type='text'>EFEMÉRIDES</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;15 Set. 1602 – Realizou-se em Coimbra, na Praça, um auto de fé em que foram penitenciados 82 réus, 7 dos quais queimados na fogueira e 2 queimados em estátua. A grande maioria dos penitenciados eram marranos de Trás-os-Montes, contando-se 34 da cidade de Bragança. De Torre de Moncorvo compareceram 2 rapazes solteiros, filhos de António Rodrigues Trindade, mercador e rendeiro, morador na Rua Nova, os quais foram condenados em penas espirituais. Um terceiro irmão fora também preso e sairia mais tarde da cadeia. Penitenciada também naquele auto de fé foi a mãe dos rapazes, mulher de João Trindade que contava uns 50 anos. Chamava-se Ana Fernandes. Foi uma das vítimas da fogueira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;15 Set. 1931 – Depois de instruídos no Instituto teológico israelita do Porto, fundado e dirigido pelo capitão Barros Basto, foram naquela data recebidos na Aliança de Abraão, isto é, foram circuncidados, os seguintes marranos oriundos do Nordeste Trasmontano:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Symbol; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Fernando Cepeda Teles, natural de Argoselo, Vimioso, 19 anos, estudante universitário. Recebeu o nome de David.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Symbol; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Gilberto Cepeda Teles, também natural de Argoselo, 17 anos,, ao qual foi dado o nome de Daniel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Symbol; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;José Augusto Gabriel, natural de Freixo de Espada à Cinta, 15 anos. Recebeu o nome de Joseph Israel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Symbol; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Edmundo da Silva Pereira, natural de Argoselo, 12 anos, que recebeu o nome de Emanuel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin: 0cm 0cm 10pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Symbol; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Francisco António Rodrigues, natural de Carção. Adoptou o nome de Isaac.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Informações recolhidas do jornal &lt;strong&gt;Ha Lapid&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8579223453803603999?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8579223453803603999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8579223453803603999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8579223453803603999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides_14.html' title='EFEMÉRIDES'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-1333296385420449519</id><published>2010-09-13T13:14:00.000-07:00</published><updated>2012-01-17T12:27:46.395-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>OS MARRANOS EM TRÁS-OS -MONTES</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TI6FEMZ2FiI/AAAAAAAAA3s/rOFCftmlSfQ/s1600/apaulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="133" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TI6FEMZ2FiI/AAAAAAAAA3s/rOFCftmlSfQ/s320/apaulo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Amílcar Paulo -1956&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-1333296385420449519?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/1333296385420449519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/os-marranos-em-tras-os-montes.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/1333296385420449519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/1333296385420449519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/os-marranos-em-tras-os-montes.html' title='OS MARRANOS EM TRÁS-OS -MONTES'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TI6FEMZ2FiI/AAAAAAAAA3s/rOFCftmlSfQ/s72-c/apaulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7778005845580581999</id><published>2010-09-12T15:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T15:29:25.331-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>MIRANDA DO DOURO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Presos em Miranda do Douro em 1556&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;quando cozinhavam uma panela de carne.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 de Fevereiro de 1556. Caiu nesse dia a primeira sexta-feira da Quaresma. E foi na tarde desse dia que o provisor e vigário geral da diocese de Miranda do Douro, o licenciado Amadeu Rebelo assinou uma ordem para que fossem prender Lopo de Leão, por culpas de judaísmo, as quais lhe tinham contado em visita que fizera na freguesia da cidade. A ordem foi passada ao meirinho do eclesiástico Francisco Pires que se fez acompanhar de outro Francisco Pires que era o carcereiro da comarca.&lt;br /&gt;A casa de Lopo era na rua da Costanilha, a mais central da cidade, fazendo a ligação entre o castelo, a praça do município e a sé episcopal. Era uma casa de dois pisos e no r/chão funcionava uma oficina de sapateiros. Sim, que Lopo e seus 3 irmãos eram todos sapateiros e todos eram ainda solteiros, morando e trabalhando em casa. Tinham ainda duas irmãs, mais novas, uma das quais contava apenas 12 anos, mas já estava esposada, ou seja, prometida em casamento.&lt;br /&gt;Chegaram os homens da justiça e ainda antes de exibirem o mandato de prisão, foram apanhados por um forte cheiro a cozedura de carne, com fortes temperos, que vinha do andar de cima. E logo fizeram tenção de subir, sendo-lhe barrada a escada pelos irmãos Lopo e António de Leão. Em resposta o meirinho pôs-se a gritar a d´el-rei, pedindo ajuda, em nome da Inquisição.&lt;br /&gt;Acudiu gente e o mais rápido e decidido foi o padre João Cavaleiro que logo trepou escada acima e foi deparar com Isabel e Álvaro de Leão, especados na cozinha, brancos como a cal e aterrorizados. No chão, entre as pernas de Isabel, escondida pela sua saia e tapada com um pano de avental, estava “uma panela cheia de chacina de carne de vaca e de cabrão e muitos grãos a qual estava fervendo”.&lt;br /&gt;Era um crime de extrema gravidade e por isso foram imediatamente buscados e conduzidos à cadeia todos os 6 irmãos, filhos de Diogo de Leão da Costanilha e de sua mulher Branca Gonçalves.&lt;br /&gt;Façamos aqui uma pausa para apresentar estas duas personagens. Diogo de Leão da Costanilha era tido como uma espécie de líder ou rabi na comunidade cristã-nova de Miranda do Douro e a sua oficina de sapateiro era local de reunião muito frequentado. Ali se juntavam para “fazer sinagoga” e ouvir o mestre Diogo de Leão a explicar as escrituras sagradas e a pregar a vinda próxima do Messias. Acabou feito prisioneiro da Inquisição em Abril de 1542 e foi queimado na fogueira, em Lisboa, dois anos depois. Quando o prenderam, encontraram-lhe em uma arca uns quantos papéis escritos em latim e dois pergaminhos em hebraico, além de um pedaço de “pão asmo” e uns ossinhos – o que foi interpretado como sendo restos da celebração da Páscoa judaica e prova de crime. Os dois pergaminhos foram lidos e traduzidos e transcritos para o processo em 21 de Outubro de 1542 por um outro cristão-novo (Pedro de Santa Maria) que fora já sentenciado pelo mesmo tribunal e estava aprendendo a doutrina cristã. Em um dos pergaminhos estava registado um contrato de casamento redigido em Castela em 1490 e no outro o testamento de um tal Don Salomon Navarro, igualmente feito em Castela em 1484. Os papéis eram de cartas, declarações de dívidas e registos de contratos.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TI1S59e_UzI/AAAAAAAAA20/2LcA4s4BYwk/s1600/pelourinhodemirandadodouropq.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TI1S59e_UzI/AAAAAAAAA20/2LcA4s4BYwk/s320/pelourinhodemirandadodouropq.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Sua mulher Branca Gonçalves foi também presa pela Inquisição, em 1544, saindo penitenciada no auto-de-fé realizado em Évora em 12.4.1549. Veio a falecer pouco tempo depois, em Miranda do Douro. Uma referência também para o pai de Branca, o qual se chamou André Gonçalves Pimparel, figura mítica do movimento messiânico desencadeado por David Reubeni (este judeu originário da Índia foi aclamado como o Messias prometido, recebido pelo papa de Roma e pelos reis de Espanha e Portugal com todas as honras) e que abalou toda a comunidade judaica pelos anos de 1530. Com efeito, logo que a Miranda chegou a notícia, André Gonçalves meteu-se a caminho de Lisboa disposto a seguir o Messias na sua missão de reunir o povo de Israel e construir o construir o novo Reino Judeu. O Pimparel terá sido um dos 6 homens do séquito de Reubeni para os quais o rei D. João III passou um salvo-conduto em 21.6.1526. E depois que o “judeu do çapato” (alcunha dada a Reubeni) foi declarado “persona non grata” em Portugal e feito prisioneiro da Inquisição espanhola de Lerena, o Pimparel terá partido para o Golfo (Turquia?) e publicamente regressado ao judaísmo, ele que havia nascido judeu e fora um dos “baptizados em pé”.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Voltemos agora a Miranda do Douro onde, ao tempo em que o pimparel dali se abalou, nascia o seu neto Lopo de Leão. E esta andaria pelos 16 anos quando o seu pai foi relaxado em Lisboa e a sua mãe presa em Évora. E, ou por recear ser também preso ou por ter ficado “ao deus dará” ele e os irmãos, Lopo foi viver para Castela, para casa de sua avó.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Estamos pois em Miranda do Douro no dia 21 de Fevereiro de 1556. Como soprada pelo vento, a notícia da “panela da chacina” de imediato percorreu a cidade e muita gente acudiu logo à rua da Costanilha e dali, por ordem do vigário geral que entretanto fora chamado ao local do crime, todo o mundo seguiu na direcção do aljube. Parecia uma procissão, com o padre Cavaleiro todo impante, transportando a panela. Começava o calvário para os filhos do Costanilha, que todos acabariam processados pela Inquisição de Lisboa e saíram penitenciados em Maio de 1558.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Antes, porém, ficaram encarcerados em Miranda do Douro e, por ordem do bispo D. Rodrigo de Carvalho (antes de ser bispo de Miranda fora inquisidor em Évora e membro do conselho geral da Inquisição) foram-lhe instaurados os respectivos processos, os quais foram conduzidos pelo decano do cabido da Sé, o deão Gil do Prado.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;As condições de segurança da cadeia é que não seriam as melhores e Lopo e os irmãos fugiram para Castela. A fuga em nada veio ajudar a sua causa pois que logo ao cabo de dois dias foram novamente presos e levados de volta ao aljube de Miranda do Douro. Lopo explicará mais tarde que a fuga se deveu à muita fome que padeciam no cárcere e que em Castela, a duas léguas de Miranda, tinham um pouco de trigo e pensavam com ele prover às suas necessidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Não vamos agora analisar os processos de Lopo de Leão e seus manos, que isso daria para vários artigos como este. Diremos apenas que, apesar de tais processos decorrerem em Miranda do Douro e sob a responsabilidade legal do bispo da diocese, o conselho geral da Inquisição foi informado de tudo e, por determinação assinada pelos inquisidores Jerónimo de Azambuja e Ambrósio Campelo em 7 de Outubro de 1556, foi dado poder ao dr. Gil do Prado para despachar os ditos processos “como lhe parecer de justiça guardando em tudo a forma do direito e a bula da Santa Inquisição”.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Concluiu-se o processo de Lopo de Leão e ficou provado que ele tinha “em sua casa uma panela de carne de chacina de vaca e cabrão a cozer com garbanzos e adubos na primeira sexta-feira da Quaresma” e de suas alegações se ficou entendendo que a intenção era comer carne em dia proibido, incorrendo no crime de heresia e “mormente constando ser o réu cristão-novo e de má fama, filho e neto de pessoas que apostataram de nossa santa fé católica … e consta outrossim ele dito réu guardar os sábados”.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O pior, no entanto, não foram os crimes e as heresias. O pior foi que Lopo de Leão não quis reconhecer os seus crimes e deles pedir perdão, antes “confessava ser judeu até ao presente e como judeu até agora viveu só naquelas coisas que ele entendia que eram de judeu … e que os dois irmãos mais moços e as duas irmãs faziam o que ele mandava”. E então, “não se querendo converter ao grémio da santa madre igreja, sendo por muitas vezes admoestado”, o despacho não podia ser outro senão a sua condenação à morte na fogueira.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Apesar da comissão atribuída pelos Inquisidores Azambuja e Castilho ao deão Gil do Prado, aquele despacho tem também a assinatura do bispo Rodrigo de Carvalho e do vigário geral Amadeu Rebelo. Mas um tal despacho teria de ser ratificado pelo conselho geral e não podia ter execução em Miranda do Douro. Por isso, Lopo de Leão e seus irmãos e irmãs foram remetidos para o tribunal da Inquisição de Lisboa, em 21 de Outubro de 1557, juntamente com os respectivos processos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;E se em Miranda do Douro ele tudo negava e nenhum arrependimento mostrava e nenhum perdão implorava, em Lisboa entrou de confessar e mostrar-se arrependido para alcançar misericórdia. E as suas confissões e o seu processo ganham capital importância para o estudo do ambiente que então se vivia entre a comunidade cristã-nova de Miranda do Douro e da onda de Messianismo que então alimentava os sonhos de muitos deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Lopo de Leão saiu penitenciado no auto-de-fé celebrado em 15 de Maio de 1559 e em 19 de Junho seguinte foi mandado de regresso a Miranda do Douro.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;FONTE:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;IANTT – Inquisição de Lisboa, processo 2181, de Lopo de Leão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7778005845580581999?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7778005845580581999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/miranda-do-douro_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7778005845580581999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7778005845580581999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/miranda-do-douro_12.html' title='MIRANDA DO DOURO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TI1S59e_UzI/AAAAAAAAA20/2LcA4s4BYwk/s72-c/pelourinhodemirandadodouropq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7217907197664770771</id><published>2010-09-12T05:40:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T05:40:11.482-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EFEMÉRIDES'/><title type='text'>EFEMÉRIDES</title><content type='html'>1383-09.13 - O Rabi Santo, de Mogadouro, arrematou a cobrança das sisas do vinho nas províncias de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1468-09-10 -Carta régia concedendo especiais privilégios a 40 oficiais sapateiros e alfaiates "cristãos ou judeus de Castela" que quisessem ir morar para Freixo de Espada à Cinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1642-09-06 - A câmara municipal de Mogadouro concedeu o privilégio de besteiro exclusivo na área do concelho a Pero Gonçalves, cristão-novo, oficial de bestas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7217907197664770771?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7217907197664770771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7217907197664770771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7217907197664770771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/efemerides.html' title='EFEMÉRIDES'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-3072437044117539440</id><published>2010-09-10T09:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T09:53:29.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>VINHAIS E O TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;NOTAS SOBRE A COMUNIDADE MARRANA&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;1 . Inquisição e Judaísmo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Numeramento de 1530.&lt;/i&gt; Assim ficou conhecido o primeiro recenseamento geral da população feito em Portugal. Veja-se o que, acerca da vila de Vinhais, nele foi registado:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIpg3iR8D1I/AAAAAAAAA1o/XM4Bs52bIhI/s1600/Vista+Zona+Historica-Vinhais.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="128" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIpg3iR8D1I/AAAAAAAAA1o/XM4Bs52bIhI/s200/Vista+Zona+Historica-Vinhais.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- A vila de Vinhais é cercada e a cerca em partes derribada; D. Afonso de Ataíde leva direitos e rendas dela e chama-se senhor dela; e vivem na dita vila e seus arrabaldes 84 moradores.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Numeramento&lt;/i&gt; não diz quantos desses moradores seriam de ascendência judaica. Mas, certamente, era uma boa percentagem, talvez a maioria, a avaliar por algumas informações que chegaram até nós. Vejam uma delas, retirada dos livros das denúncias da Inquisição:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- No dia 30 (de Maio de 1543) compareceu Rodrigo Bernardes, morador em Tuizelo, termo de Vinhais e disse (…) que em Vinhais há, dos muros para dentro, 50 moradores e desses só 3 ou 4 são cristãos-velhos…&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Esta informação aparece corroborada, logo de seguida, por duas outras pessoas, moradoras na mesma vila.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Por mais dúvidas que tenhamos sobre os números apresentados, uma conclusão se impõe: a comunidade marrana de Vinhais era muito forte, possivelmente mais numerosa e mais instruída e rica do que a comunidade dos cristãos-velhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E naturalmente que uma tal situação despertava a animosidade destes, especialmente dos homens do clero e da nobreza da terra, aqueles que costumavam assegurar o governo da câmara e controlar a execução da justiça e da política fiscal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E entre as duas comunidades entrou de desenvolver-se uma intensa luta política cujo palco se estendeu até ao governo do reino e ao tribunal da Inquisição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A liderar a comunidade cristã-velha encontrava-se o ouvidor (representante do senhor da terra) – João de Morais, o velho, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;homem de mui nobre geração, fidalgo de cota de armas,&lt;/i&gt; com filhos e filhas casados nas mais nobres famílias de Bragança, Vimioso, Miranda do Douro… como eram os Madureira, Sapico, Ferreira, Sousa…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Um dos episódios dessa luta consistiu em afastar os cristãos-novos dos empregos públicos e dos cargos de chefia e governança da terra. A começar pela câmara municipal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A comunidade marrana, porém, liderada pelo almotacé (oficial da câmara que fiscalizava pesos e medidas, taxava os preços dos géneros e tratava da conservação de pontes, calçadas e caminhos) Nuno Rodrigues fez uma exposição dos factos perante a Corte e conseguiu do rei D. Manuel sentença contra a câmara municipal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Claro que esta vitória dos marranos não significou o fim da luta e o apaziguar das tensões. Antes pelo contrário, terá contribuído para que ela ganhasse nova intensidade e mudasse de palco. E que melhor maneira podia haver de afastar dos cargos públicos e de governo da terra os marranos do que denunciá-los por judeus? O santo tribunal se encarregaria de os prender, roubando-lhe cargos e empregos e comendo-lhe teres e haveres.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E assim terá o Santo Ofício efectuado, em Maio de 1541, em Vinhais, a sua primeira incursão, fazendo prender e conduzir a Lisboa o almotacé Nuno Rodrigues que, em Março do ano seguinte, foi libertado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIpgagjNOoI/AAAAAAAAA1g/mMKsnHoH6bc/s1600/Pelourinho+Manuelino.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIpgagjNOoI/AAAAAAAAA1g/mMKsnHoH6bc/s200/Pelourinho+Manuelino.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;As denúncias, porém, continuaram. E mais incisivas. Como aquela que vimos ao início, feita por Rodrigo Bernardes que, depois de dizer que os 50 moradores da vila só 3 eram cristãos-velhos, acrescentou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- Os restantes guardam os sábados e, como um deles fosse preso, e se espalhasse a notícia de que a Inquisição os queria prender a todos, esteve a vila despovoada durante 8 dias porque fugiram. É voz pública que a sinagoga é em casa dum Francisco Lopes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Seguiu-se nova leva de prisioneiros, desta vez para as cadeias da Inquisição de Évora. Entre esses prisioneiros lá foi, de novo, o mesmo almotacé Nuno Rodrigues. Desta vez a estadia nas masmorras prolongou-se por 4 anos e ele e os outros foram libertados por graça e mercê de um perdão geral decretado pelo Papa que ordenou a libertação de todos os prisioneiros da Inquisição portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Há, porém, um facto estranho no meio desta luta político – religiosa. É que o primeiro homem que nos aparece a ser denunciado como herege na Inquisição foi exactamente João de Morais, o escudeiro fidalgo cristão-velho. Foi ele o primeiro a ser denunciado (em Março de 1541) e mais repetidamente (em 1543 e 1546). E denunciado como autor de crimes da maior gravidade e mais concretos como dizer que não havia céu nem inferno nem vida para além da morte; que era tolice ir em romaria à Senhora da Serra; que não havia excomunhões; que comia carne às sextas-feiras mesmo de Quaresma…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Acresce que a primeira denúncia foi feita por alguém de muito prestígio – Martim Trigueiro, capelão da rainha e abade de Vinhais!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Estranhamente e apesar de toda a gravidade dos factos e a acumulação de testemunhos, não o prenderam. Ou melhor: foi preso, mas 30 anos depois, em 1573, quando contava já uns 100 anos de idade!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Não podemos explicar as razões que terão determinado o desenrolar deste caso, pois não estudámos o processo de João de Morais, o Velho, patriarca da poderosa família trasmontana dos Morais Sarmento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Voltemos atrás, ao ano de 1554, em que Nuno Rodrigues foi levado pela 3ª vez para o tribunal da Inquisição, de novo para Lisboa, de companhia com outros Vinhaenses, sendo todos libertados em Março do ano seguinte, condenados em penas espirituais, cárcere e hábito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Nas duas décadas seguintes, aliviou-se a pressão inquisitorial sobre os marranos de Vinhais, como de resto em todo o país. Mas, a partir de 1583, depois de uma visita do inquisidor Jerónimo de Sousa, abade de Vila Flor, parece que todos os poderes do inferno se abateram sobre esta terra do Alto Trás-os-Montes, destruindo famílias, comendo haveres, liquidando empresas. Cerca de 164 homens e mulheres de Vinhais foram presos, em levas sucessivas, por década e meia, para as cadeias da Inquisição. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Alguns encontraram a morte nas bolorentas masmorras. Outros pereceram queimados nas fogueiras acesas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;para glória de Deus&lt;/i&gt; e diversão do povo, em festivos autos-de-fé. Muitos voltaram doidos, estropiados, cheios de doenças e os corações desfeitos. E dos que voltaram, apesar de tudo, os mais fortes, de corpo e espírito, conseguiram ganhar novas forças e fugir para o estrangeiro, aí reconstruindo suas vidas. E assim se arruinou a vila de Vinhais naquele findar do século XVI.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Tal como a Fénix, porém, a nação marrana de Vinhais haveria de renascer das cinzas das fogueiras da Inquisição. E de novo as forças do mal haveriam de conjurar-se contra ela, em renovadas e mais ferozes perseguições, em nome de um Deus a quem os inquisidores usurpavam o papel de juiz das consciências.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Numa terra em que o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Numeramento de 1530&lt;/i&gt; assinalava 84 moradores e onde o autor da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Corografia Portuguesa&lt;/i&gt; contava, em 1706, 150 vizinhos, a Inquisição portuguesa (em Espanha se contarão mais alguns) instruiu uns 484 processos que se encontram na Torre do Tombo à espera de ser estudados para que se possa reescrever a história da vila e do povo de Vinhais e para que os Vinhaenses tomem verdadeira consciência das suas raízes e reclamem finalmente a herança de seus ancestrais e a transformem em uma rota de turismo cultural.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Este será o caminho do progresso, verdadeiro e sustentado. E por monumento primeiro dessa rota devem eleger a emblemática igreja de São Fagundo, porque era no seu adro que os marranos preferiam enterrar os seus mortos porque ali havia terra virgem, beijada pela sombra de um enorme sardão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 2. Inquisição e maçonaria.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Não entrando em académicas análises, podemos afirmar que a Inquisição portuguesa foi criada como um tribunal religioso para defender a pureza da doutrina católica contra as heresias e comportamentos escandalosos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Cedo se transformou, porém, em instrumento do poder político, detido pelas classes da nobreza e do clero, voltado contra a classe mercantil e burguesa, essencialmente constituída por marranos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Com a ascensão do marquês de Pombal à chefia do governo do rei D. José, a Inquisição virou polícia política muito motivada contra as ordens religiosas, em especial os Jesuítas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Caído em desgraça o Marquês, a Inquisição foi colocada na dependência do Intendente Geral da Polícia, Diogo Inácio Pina Manique e o alvo privilegiado do mesmo tribunal passou a ser a Maçonaria, o clube dos livres-pensadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Por uma estranha casualidade, o último processo instruído pela Inquisição a gente de Vinhais foi ao cónego D. André de Morais Sarmento, por ser membro da seita dos pedreiros - livres. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Quando o prenderam e revistaram a casa, no dia 31 de Outubro de 1791, encontraram –lhe &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dentro de um pequeno baú encoirado&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;um manuscrito com o título seguinte: Explicação da maçonaria aos recém recebidos&lt;/i&gt;, o qual será o mais antigo texto maçónico português – segundo afirma o historiador Oliveira Marques.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;No auto de apreensão do manuscrito, incluído no processo, pode ainda ler-se:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- E igualmente lhe foram achados no dito baú quatro embrulhos, em cada um dos quais se achava um pedaço de peliça branca à maneira de pequeno avental, com umas fitas azuis nas pontas, tendo todos os ditos quatro aventais as insígnias e dísticos seguintes estampados nos mesmos, a saber:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;De um lado a figura do sol e do outro a lua e no meio um compasso e um triângulo e por baixo o dístico: lux mundi.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E da outra parte nas costas dos mesmos aventais, a figura de uma caveira com dois ossos que demonstra a morte e por baixo o dístico: memento mortis…&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Nas comemorações do centenário da fundação da República, acto que muitos atribuem à Maçonaria e à Carbonária, terminamos este texto com a seguinte afirmação produzida pelo principal denunciante de André de Morais e seus companheiros de Loja:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- E disse o dito José Inácio que desconfiava que a revolução de França principiara na Grande Loja de França da dita seita, porém que cá não sucederá porque os portugueses não eram capazes para isso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;FONTES: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;IANTT, Inquisição de Lisboa, processo 5321, de Nuno Rodrigues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8725, de João de Morais, o Velho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;IANTT, Inquisição de Lisboa, processo de D. André de Morais Sarmento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Fotos cedidas pela &lt;strong&gt;Câmara de Vinhais&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-3072437044117539440?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/3072437044117539440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/vinhais-e-o-tribunal-da-inquisicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3072437044117539440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3072437044117539440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/vinhais-e-o-tribunal-da-inquisicao.html' title='VINHAIS E O TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIpg3iR8D1I/AAAAAAAAA1o/XM4Bs52bIhI/s72-c/Vista+Zona+Historica-Vinhais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-6520664163253897301</id><published>2010-09-08T11:18:00.000-07:00</published><updated>2012-01-17T12:30:17.001-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>OS MARRANOS EM TRÁS OS MONTES de  AMÍLCAR PAULO</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="Style1" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: widow-orphan; text-align: center;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;A GUISA DE ABERTURA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="Style2" style="line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.7pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.7pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.7pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIfSg-T3SkI/AAAAAAAAA0g/09RBhwVZnYU/s1600/ap+.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIfSg-T3SkI/AAAAAAAAA0g/09RBhwVZnYU/s320/ap+.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;O éxodo israelita e sua fixação na Iberia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;iniciaram-se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;em recuados tempos, e os audaciosos imigrantes conseguiram coexistir com os diferentes povos que, sucessivamente, e no decurso de séculos, ocuparam o territorio peninsular, sem nunca se fundirem na amalgama de vencedores e oprimidos, mantendo intacta e sempre viva a antiga crença de Adonai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0.25pt 0pt 0.95pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.3pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Portentosa acção, reveladora de singulares qualidades, de argucia, tena­cidade, sacrificio, de inquebrantável poder de adaptação, com que oportuna­mente os dotara a adversidade, que desde o principio, em todos os tempos, os perseguira sem indulgencia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0.25pt 0pt 0.5pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 23.05pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Não causa estranheza que, com tais atributos, ao fundarse a nova nacio­nalidade lusitana, o importante elemento se evidenciasse na constituição do agregado populacional e os primeiros monarcas, seguindo sensata e tolerante politica, lhe concedessem certas garantias de estabilidade, privilegios e isenções.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0.5pt 0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 23.05pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Na região bragançana, naquela época de liberalidade religiosa, existiram judiarias em terras de alguma importância, como foram as de Bragança, Bemposta, Mogadouro e Moncorvo, chegando o Rabino da sinagoga desta última comuna a ter jurisdição sobre os sequazes residentes em toda a pro­vincia trasmontana, facto deveras significativo da sua densidade e influência, nesse período, no recôndito e afastado rincão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 1.2pt 0pt 0.25pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.8pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;No entanto, foi, possivelmente, quando os reis católicos, Fernando e Isabel, escorraçaram os judeus dos seus estados, que inúmeras familias de raça hebreia se disseminaram por toda a faixa fronteiriça, da estrema norte até ao Douro e dali pela Beira além, avizinhados da saudosa terra forçada­mente abandonada, onde haviam já nascido e prosperado seus maiores.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.8pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;Estacionaram em diferentes lugares, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT;"&gt;estabeleceram-se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;em diversas povoa­ções, formaram a par da população autóctone, núcleos diferenciados de relativa importância, cujos adestrados componentes se dedicavam, na quase &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;totalidade, por habitual mister ou obrigatória disposição, às artes, aos ofícios mecânicos, ao comércio de toda a espécie, à usura e contrabando, mas obri­gados ao pagamento de pesados impostos, além da antiga sisa judenga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt 1.2pt; mso-pagination: widow-orphan;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;O povo oriundo, católico, de rudimentar preparação mental e precária economia, como lhes invejava a prosperidade, odiou-os sempre, mas os réprobos, intelectualmente superiores e voluntariosos, resistiram estoicamente a impostas conversões, a todos os vexames e ataques, suportando sucessivos roubos e extorsões, com impressionante persistência e resignação. Nem os bárbaros processos de Santo Oficio, perpetrados nas pavorosas masmorras, nem os ferinos autos-de-fé, executados com lúgubre publicidade, conseguiram obliterar, no ânimo perseverante dos pei seguidos, a obstinada ideia religiosa, mantida com custo constante e doloroso, com a oferta suplicante da própria e preciosa vida, em verdadeiro holocausto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.7pt 0pt; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.3pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Apesar de tamanhas perseguições e desgraças, conseguiram sobre­viver, e ainda hoje, em algumas dessas localidades, Bragança, Vimioso, Carção, Argozelo, Asinhoso, Vilarinho dos Galegos, Lagoaça... se apontam muitas pessoas, como portadoras da ominosa mácula e, mesmo, como devo­tados praticantes da antiga fé.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.7pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;Seus usos privados, práticas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;O éxodo israelita e sua fixação na Iberia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;iniciaram-se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;em recuados tempos, e os audaciosos imigrantes conseguiram coexistir com os diferentes povos que, sucessivamente, e no decurso de séculos, ocuparam o territorio peninsular, sem nunca se fundirem na amalgama de vencedores e oprimidos, mantendo intacta e sempre viva a antiga crença de Adonai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0.25pt 0pt 0.95pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.3pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Portentosa acção, reveladora de singulares qualidades, de argucia, tena­cidade, sacrificio, de inquebrantável poder de adaptação, com que oportuna­mente os dotara a adversidade, que desde o principio, em todos os tempos, os perseguira sem indulgencia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0.25pt 0pt 0.5pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 23.05pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Não causa estranheza que, com tais atributos, ao fundarse a nova nacio­nalidade lusitana, o importante elemento se evidenciasse na constituição do agregado populacional e os primeiros monarcas, seguindo sensata e tolerante politica, lhe concedessem certas garantias de estabilidade, privilegios e isenções.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 0.5pt 0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 23.05pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: ES-TRAD;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Na região bragançana, naquela época de liberalidade religiosa, existiram judiarias em terras de alguma importância, como foram as de Bragança, Bemposta, Mogadouro e Moncorvo, chegando o Rabino da sinagoga desta última comuna a ter jurisdição sobre os sequazes residentes em toda a pro­vincia trasmontana, facto deveras significativo da sua densidade e influência, nesse período, no recôndito e afastado rincão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 1.2pt 0pt 0.25pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.8pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;No entanto, foi, possivelmente, quando os reis católicos, Fernando e Isabel, escorraçaram os judeus dos seus estados, que inúmeras familias de raça hebreia se disseminaram por toda a faixa fronteiriça, da estrema norte até ao Douro e dali pela Beira além, avizinhados da saudosa terra forçada­mente abandonada, onde haviam já nascido e prosperado seus maiores.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style2" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12.25pt; margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.8pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;Estacionaram em diferentes lugares, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT;"&gt;estabeleceram-se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="FontStyle11"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;em diversas povoa­ções, formaram a par da população autóctone, núcleos diferenciados de relativa importância, cujos adestrados componentes se dedicavam, na quase&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.95pt 0pt 0.25pt; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;e rezas, mantêm-se vivos, na actualidade, em muitas famílias onde a indiferença ou a apostasia não puderam vencer; modificadas pelo tempo, deturpadas pelo receio do ouvido atento de pro­fanos delatores, transmitem-se, quase sempre, de uns a outros, por tra­dição verbal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.7pt 0pt 0cm; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 23.05pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;O conhecimento destes e outros pormenores interessa fundamentalmente aos estudos etnográficos e folclóricos, constituindo precioso material de difícil aquisição, pela manifesta relutância, que os adeptos sentem em transmiti-las, para pública revelação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.7pt 0pt 0cm; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 23.05pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Assunto interessante, mas pouco versado, bem merece a atenção dos entendidos, para que possa narrar-se a verdadeira acção deste povo estranho, sempre malquisto e atacado, na colectividade nacional.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt 0.7pt; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.8pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;O consciencioso e vasto trabalho, que Amílcar Paulo conseguiu elaborar, ê muito curioso e útil, e abrange, em grande parte, o leste trasmontano, onde nasceu e a que muito quer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.7pt 0pt 0.95pt; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.3pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Mostra, claramente, inteligente e penoso esforço de investigação oral, realizado em ambiente fechado e receoso, em diferentes e distanciadas povoa­ções, que nem sequer possuem os indispensáveis recursos para regular estadia, ião necessária a fatigado peregrinador.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.5pt 0pt 0.7pt; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.3pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Trata-se de valioso estudo monográfico, que o Autor completou com esclarecedoras notas e citações, comprovativas de vincada origem hebraica, de preceitos e orações, ainda em uso naqueles núcleos de provecta idade, mas de feliz lembrança e memória pronta.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.7pt 0pt; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.3pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Um boa hora, o apreciável jornalista se inclinou para esta especialidade, e tesolveu revelar, a todos aqueles a quem agrada o conhecimento da nebulosa matéria, o resultado das suas indagações.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0.7pt 0pt 0cm; mso-pagination: widow-orphan; text-indent: 22.8pt;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Afinal, quero anotar o facto invulgar de, com a publicação destas «novas achegas», se ter realizado o voto do erudito escritor, distinto polígrafo, Doutor Eugénio da Cunha e Freitas, expresso em artigo publicado neste acolhedor «Boletim», e manifestar o desejo de que o Autor continue a árdua tarefa de salvar do esquecimento o copioso manancial de noticias ainda existente na nossa região.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0pt 24.25pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: widow-orphan; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="Style5" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: normal; margin: 1.2pt 0cm 0pt 24.25pt; mso-pagination: widow-orphan; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="FontStyle15"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Porto, 1956.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Style6" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 2.4pt 0cm 0pt 149.75pt; mso-pagination: widow-orphan;"&gt;&lt;span class="FontStyle17"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Constantia;"&gt;Casimiro de Moraes Machado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-6520664163253897301?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/6520664163253897301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/os-marranos-em-tras-os-montes-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6520664163253897301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6520664163253897301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/os-marranos-em-tras-os-montes-de.html' title='OS MARRANOS EM TRÁS OS MONTES de  AMÍLCAR PAULO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIfSg-T3SkI/AAAAAAAAA0g/09RBhwVZnYU/s72-c/ap+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-5446596135145988946</id><published>2010-09-06T14:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T14:18:15.872-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>JOSÉ ANTÓNIO PINTO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;Originário de Torre de Moncorvo, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;circuncidado em Livorno e judaizante em Tetuão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Livorno é uma cidade da costa ocidental da península itálica. Ao findar do século XVI, quando os judeus e os cripto-judeu eram escorraçados de Portugal e Espanha e mal aceites na maioria dos restantes estados europeus, o grão-duque Fernando I convidou os perseguidos a fixar-se em Livorno. E, por lei promulgada em 1593, concedeu e esses imigrantes alargados privilégios entre os quais a isenção de taxas e impostos e a mais absoluta liberdade religiosa. No caso dos judeus permitia-lhes até a criação de tribunais próprios para resolver os processos surgidos entre eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIVZ1XABiPI/AAAAAAAAAzA/qfsMQV-Zch0/s1600/84+VVM.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIVZ1XABiPI/AAAAAAAAAzA/qfsMQV-Zch0/s200/84+VVM.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Naturalmente que, abrindo-se-lhe uma tal porta, um grande número de cristãos-novos portugueses escolheram Livorno para viver. Este fluxo migratório acentuou-se a partir da queda do conde de Olivares, famoso ministro de FilipeIV, em 1643 e da bancarrota da Coroa espanhola em 1647, altura em que as inquisições redobraram o seu ímpeto persecutório, primeiro em Espanha, depois em Portugal. Como testemunho deste movimento migratório, ficou célebre o comentário feito pelo embaixador de Veneza naquela cidade quando, em 4.6.1655, assistiu à chegada de um navio que ali desembarcou 40 novos imigrantes: - São uma espécie de cristãos que quando aqui chegam imediatamente se tornam judeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E foi assim que, por 1670, a comunidade sefardita de Livorno rivalizava com a de Amesterdão, não havendo outra que se lhe comparasse, tanto no cômputo populacional (cerca de 300 membros), como do movimento comercial. Amesterdão era a grande praça comercial no Norte da Europa e Livorno desempenhava idêntico papel na bacia do mar Mediterrâneo, destronando Veneza. A Livorno chegavam os produtos que os barcos traziam da Índia, da China, da África e das Américas (escalando ou não os portos de Lisboa e Sevilha) e os comerciantes Livornenses os encaminhavam depois para os países da Europa central e meridional e também para o império Otomano e mais partes do Médio Oriente. Segundo António Carlos Carvalho, foram os Livornenses “os primeiros europeus a apreciar o sabor do café, o gosto do chocolate e o prazer do tabaco”. E nos trilhos da emigração de cristãos-novos portugueses para Livorno, ficou famosa a nau Jerusalém e a família Mogadouro, sua proprietária, de que alguns membros foram processados e mortos pela inquisição como “passadores de judeus”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ao contrário das outras cidades italianas, em Livorno não existia qualquer “ghetto” e os judeus misturavam-se livremente com o resto da população e ostentavam com orgulho seus brasões nos documentos. A comunidade era dirigida por um colégio de 60 membros hereditários e as actas das suas reuniões eram redigidas em português, mantendo-se esta língua como oficial da “nação hebreia” de Livorno até 1787.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No sentido de controlar o comércio da região do Magrebe (Norte de África), a “nação” de Livorno cedo abriu uma sucursal em Tunes e, em 1685, estavam ali registadas umas 50 famílias, num total de 300 indivíduos. Filippini calcula que entre 83% e 94% das exportações de Livorno para o Norte de África estivessem então nas mãos dos judeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Também com o Império Otomano Livorno conseguiu estabelecer relações privilegiadas e aceder ao comércio do Levante. E para fortalecer essa posição, estabeleceu também uma sucursal em Alepo, no Noroeste da Síria, ponto de partida das caravanas na famosa rota da seda e entreposto das mercadorias do Oriente. O mesmo Filippini calcula que os judeus de Livorno tinham entre 11% e 35% das exportações para o Levante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;De entre as firmas comerciais dos sefarditas de Livorno, destacava-se a da família Mogadouro – Vila Real, liderada por Gabriel Medina. De resto, predominavam as pequenas e médias empresas e a família era a base da organização social e empresarial entre a “gente da nação”, o que mantinha a confiança entre eles e permitia a tomada de decisões em tempo oportuno, condições essenciais para o sucesso no mundo dos negócios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vamos então até Livorno, ao ano de 1660, onde acabou de chegar Jorge Pinto, homem de seus 35 anos, originário de Torre de Moncorvo, com sua família que era constituída pela mulher (Beatriz Gonçalves, 6 anos mais velha que ele, natural da cidade da Guarda) e dois filhos, ambos nascidos em Cótimos, termo de Trancoso. O mais velho chamava-se Luís e tinha uns 15 anos e o mais novo, António, nascido em 14.4.1647.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estes não viajaram na nau Jerusalém, mas em um navio inglês (ou seria holandês?) que apanharam em Alicante, Espanha, pagando 2 mil pesos pelo frete. À chegada a Livorno foram recebidos por seus parentes Daniel França e Jacob França, em cuja casa ficaram alojados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Contaram que, depois de casar, foram residir em Cótimos e dali saíram por 1650 com destino a Málaga, em Espanha, onde já morava o pai e um irmão de Jorge. Aí, este e o pai acabaram por ser presos pela inquisição de Granada. Despachado o seu processo e cumprida a pena, Jorge dirigiu-se com a mulher e os filhos para Orihuela, uma terra do sul de Espanha, próximo de Alicante, onde permaneceram cerca de 4 meses “valendo-se da confiança e amizade de Jerónimo Fernandes, um português que tem sua mulher e filhos em Livorno onde são públicos judeus”, antes de embarcarem também para ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em Livorno, os novos imigrantes fizeram-se “imediatamente” judeus , sendo circuncidados e adoptando nomes hebreus: Isaac Pinto, o pai; Sara Pinto, a mãe; Jacob Pinto o filho Luís e David Pinto, o mais novo, que em Cótimos fora baptizado com o nome de António e que, a partir de agora, vamos chamar de José António Pinto. Este é o protagonista do processo que estamos seguindo da inquisição de Lisboa, registado com o nº 2583.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É um processo deveras interessante para o estudo da vivência religiosa da comunidade sefardita de Livorno. Além da descrição pormenorizada da sua própria circuncisão, (berit-milá), José António fala das orações (shemá, amidá…) que rezavam na sinagoga onde iam 3 vezes ao dia, dos objectos ali usados e vestidos (kippa, taled, tefelin…), das cerimónias e dos oficiantes, dos jejuns (da rainha Ester, do dia grande, da guedalia…), dos rituais da matança dos animais e fabrico do pão ázimo, da celebração da Páscoa, etc…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em Abril de 1668, José António saiu de Livorno para Argel, dali passou a Tânger “a tratar de negócios de seu pai” e a Tetuão “onde reside um irmão deste, Luís de Saldanha, com o qual o pai tinha negócios”. E este é um exemplo prático do que atrás dissemos sobre a estrutura empresarial familiar dos sefarditas. Refira-se também que a comunidade judaica de Tetuão vivia em um bairro próprio que chamavam Melaj (Salgadeira, acaso pelo tratamento de salga que ali faziam de couros e peles) e possuía 16 sinagogas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ficou por uns tempos em casa do irmão, que já era casado e em Tetuão tinha a família. E depois, de acordo com este, partiu novamente em viagem de negócios, rumo a Cádis e Antequera, cidades do sul de Espanha. Àquela parece que ia com ideias de comprar tecidos que remeteria ao irmão e a esta disse que ia cobrar “um vale de 8 mil e 500 réis”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estranhamente (ou talvez não), de Cádis dirigiu-se a Sevilha e, no dia 8 de Janeiro de 1670, foi apresentar-se ali no tribunal da inquisição. Contou a história da sua vida (com algumas mentiras) dizendo que era “judeu de sinal” em Livorno, mas que “resolveu passar-se a Espanha para ser cristão e baptizar-se”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pensaria ele que assim o aceitariam e lhe dariam qualquer documento para livremente poder andar por Espanha, sem receio de possíveis denúncias, já que era fácil, em qualquer esquina, encontrar quem o conhecesse de garoto ou o tivesse visto por Itália ou pelo Norte de África a entrar nas sinagogas e a assumir-se publicamente como judeu. Para que a história ganhasse consistência, mentiu quanto ao local de seu nascimento e nome de baptismo, disse que de Cádis escreveu ao irmão contando-lhe o seu propósito de “redução” ao cristianismo e que este reagira dizendo que “gastaria a sua vida e fazenda para o matar” se levasse avante seu intento. Esta informação fora-lhe dada em Tânger por um primo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Claro que os inquisidores tinham muito calo já, disseram que iam estudar o seu caso e mandaram que podia ir em Paz e negociar à vontade, mas que não saísse de Sevilha sem ordem do tribunal até o seu processo de redução ser despachado. E por Sevilha andou ele alguns meses e várias vezes ele se terá dirigido ao tribunal em busca do despacho que… nunca mais vinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Desconfiado de que alguma coisa se passaria, abandonou a cidade de Sevilha e o reino de Espanha e foi-se a Lisboa. Ali, ao cabo de 22 dias, em 29 de Agosto de 1670, foi preso e “posto em custódia nos cárceres da penitência”. Era uma espécie de detenção ou prisão preventiva – como hoje dizemos. Efectivamente não havia denúncia alguma de qualquer crime cometido contra a fé cristã. Na base desta detenção estará o édito que, de imediato, a inquisição de Sevilha pôs a circular e onde se avisava:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Foi determinado que o réu fosse buscado com diligência e fosse castigado por inobediente e transgressor dos mandatos deste tribunal o qual manda que se escreva a todos os portos para que se buscasse este réu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E logo depois de preso, colhidas as primeiras declarações e detectadas algumas contradições, começou a organizar-se o processo contra José António Pinto que, em 28 de Fevereiro de 1671, foi formalmente entregue ao alcaide dos cárceres secretos da inquisição, onde foi metido. Vejamos agora as provas testemunhais que depois apareceram contra ele:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;* Jacome Assucar, natural de Ishafan, na Arménia, disse que viveu em Tetuão e ali conheceu José António Pinto e o irmão, este nascido no Porto e aquele em Málaga – segundo diziam. E que em Tetuão sempre os viu frequentar as sinagogas e viver como judeus. Que depois se encontrou com José António em Salé em Tânger, em negócios, ali se apresentando igualmente como público judeu “posto que não mudava de traje como não costumam mudar os que vão só negociar” Que o encontrou depois em Lisboa e que até lhe deu novas de seu irmão que vira há 2 meses. E estranhou que, dando-lhe a morada em Lisboa, numa estalagem “junto aonde faziam as comédias” ali o não tenha já encontrado dias depois quando o foi procurar, depreendendo ele “que andava disfarçado, com receio de ser conhecido, porque nesta cidade não se trata como judeu público, antes o encobre”. Em prova de seu testemunho, ele indicou Toros Minos, também mercador da Arménia, um Monsieur Vicente, francês de nação e dois homens de Faro que estiveram cativos dos Mouros em Salé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;* Toros Minos, aliás, Teodoro Inácio, que por Tetuão e Salé andou negociando com Assucar, confirmou tudo e acrescentou que, ao vê-lo em Lisboa, lhe perguntou como se atrevia a vir a esta terra sendo judeu. Ele respondeu que viera fazer umas cobranças e comprar umas fazendas para enviar ao irmão e “se aqui soubessem que ele era judeu, havia de dizer que era filho de pai judeu e que se queria fazer católico (…) e que por isso fugira ao seu pai (…) quando o procurasse na estalagem (ao beco das Comédias) fosse com o nome de Joseph, dizendo que era sargento (…) se lhe perguntassem quem ele era dissesse que o não conhecia porque era italiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;* Dos homens de Faro cativos em Salé não se achou rato. Mas em Lagos residia temporariamente (“por ocasião do contrato dos atuns”) o tal Vicente David, mercador francês da cidade de Marselha, cuja vida se repartia ainda por Tetuão e Lisboa. Também ele disse conhecer os irmãos Pinto como judeus que frequentavam as sinagogas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;* João Pires Rodrigues estava preso em Lisboa e foi na cela onde ele estava que, às tantas, meteram o José António. E depois de falarem, João concluiu que, afinal, conhecia os seus pais. E, confiado na sua amizade e discrição, o moço com ele desabafou, contando-lhe tudo e de como foi de Sevilha para Madrid e dali passou à Guarda, cidade onde esteve em casa de seu tio Belchior Mendes, antes de vir para Lisboa e ser preso. Acrescentou que ao sair da prisão haveria de levar uma prima, filha daquele seu tio, para Itália e com ela casar e havia de tornar a viver na lei de Moisés “que quem era judeu não tornaria a ser bom cristão” e que à religião cristã “não havia mais que mamá-la e calá-la”. Como era de esperar, João Pires não demorou a pedir audiência e a contar tudo aos inquisidores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;De posse do relatório da inquisição de Sevilha que entretanto viera e destes depoimentos, fácil foi aos inquisidores fazer o José António cantar tudo, explorando muito bem as suas contradições, de modo a clarificar a sua posição de judeu circuncidado que se queria “reduzir” ou de cristão baptizado que virou judeu e pretendeu “enrolar” a santa inquisição, “mamar e calar” os ensinamentos da igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na primeira audiência, em 1 de Setembro de 1670, ainda ele estava muito confiante, continuou a dizer que queria sinceramente “reduzir-se” ao cristianismo e se abandonou Sevilha foi por pouco tempo, por necessitar muito de vir a Lisboa fazer um negócio mas logo voltaria para Sevilha, até porque deixara em depósito no santo ofício uma caução de 11 mil “reales” que esperava lhe fossem devolvidos, com o despacho do seu processo de “redução”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mais tarde diria que em Sevilha ganhou estreita amizade com o capitão Don Henrique de la Torre que lhe dava “dinheiro, vestidos e cavalos em que andava” a quem foram dizer que ele era judeu e a inquisição o iria prender e o mesmo capitão ficou desapontado, considerando-se desonrado por antes o apresentar como seu parente. E foi essa intriga o motivo por que fugiu e rumou a Lisboa, com ânimo de embarcar para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Correu o processo e, provada a acusação de judaísmo, os inquisidores estavam também interessados em recolher o máximo de informações sobre outros cristãos-novos portugueses que andavam por Itália, Magrebe e outras terras fugidos da inquisição e a viver como judeus. E neste particular o processo de José António é bem interessante, dando informações como estas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;*Gabriel Medina é em Livorno o homem forte da empresa dos Mogadouro, de Lisboa e são todos passadores de cristãos-novos portugueses para Itália onde se fazem judeus e, como passadores, usam falsos nomes de mercadores italianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;* Entre as famílias saídas da região de Torre de Moncorvo para Livorno e que ali vivem como judeus praticantes contam-se as de Simão Henriques Pimentel, aliás, Abraão Henriques Pimentel e sua mulher Brites Guterres, pais de António, aliás, Isaac Pimentel, de Manuel, aliás, Jacob Pimentel e de Ana e Brites Pimentel; Cristóvão Vaz França, aliás, Jacob Vaz França, casado com brites Nunes, pais de Jorge, aliás, David França e Daniel França; Rafael de Sousa; um homem que em Portugal era conhecido por Santilhano e que em Livorno se chama Aaron Franco de Albuquerque…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;* Também em Veneza ele referenciou cristãos-novos de Torre de Moncorvo, processados pela inquisição e dela fugidos e que por lá são judeus: Jacob de Carvalho e seu irmão Daniel de Carvalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bem espremido foi José António Pinto pelos inquisidores que, para acabar de deitar tudo cá para fora, o sujeitaram a duplo tormento – um trato esperto e outro corrido. Finalmente e depois de mil juras de arrependimento e pedidos de misericórdia e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;perdão, o seu processo ficou concluído, saindo no auto-de-fé de 10.12.1673, condenado a cárcere e hábito perpétuo, confisco de bens e desterro por 3 anos para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em Abril de 1674, ainda ele esperava embarque e encontrava-se doente, tolhido dos braços e das mãos. Mandado para o hospital de Todos os Santos, os médicos que o atenderam logo informaram que não conseguiriam curá-lo e pô-lo em condições de proximamente embarcar para o degredo. Doente e sustentado por misericórdia, escreveu aos inquisidores uma carta muito sofrida em que desabafava “ser melhor que o embarquem nas naus e no mar morra por doença, que de fome em terra” o matem. Acabou por ser-lhe comutada a pena, sendo desterrado para Almeida onde se apresentou em 13.6.1674.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Refira-se, finalmente, que José António Pinto era um poliglota que sabia ler e escrever em espanhol, francês, português. Italiano e hebraico e tinha 27 anos quando saiu da inquisição de Lisboa, certamente com ânimo de refazer sua vida.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-5446596135145988946?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/5446596135145988946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/jose-antonio-pinto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/5446596135145988946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/5446596135145988946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/jose-antonio-pinto.html' title='JOSÉ ANTÓNIO PINTO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIVZ1XABiPI/AAAAAAAAAzA/qfsMQV-Zch0/s72-c/84+VVM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7778519314849182709</id><published>2010-09-02T13:32:00.000-07:00</published><updated>2012-01-08T13:38:52.554-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>PATRIMÓNIO  CONSTRUÍDO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIAIhRH4rwI/AAAAAAAAAwQ/SvgEdGtF0ds/s1600/Digitalizar0009.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIAIhRH4rwI/AAAAAAAAAwQ/SvgEdGtF0ds/s320/Digitalizar0009.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7778519314849182709?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7778519314849182709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/patrimonio-construido.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7778519314849182709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7778519314849182709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/patrimonio-construido.html' title='PATRIMÓNIO  CONSTRUÍDO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TIAIhRH4rwI/AAAAAAAAAwQ/SvgEdGtF0ds/s72-c/Digitalizar0009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2209221553573017200</id><published>2010-09-01T06:10:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T06:10:48.449-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>VILA FLOR</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TH5QdCbl9jI/AAAAAAAAAuo/SZyTf87A_nk/s1600/Digitalizar0008.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TH5QdCbl9jI/AAAAAAAAAuo/SZyTf87A_nk/s320/Digitalizar0008.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Click&lt;/em&gt; na imagem para aumentar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2209221553573017200?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2209221553573017200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/vila-flor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2209221553573017200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2209221553573017200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/09/vila-flor.html' title='VILA FLOR'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TH5QdCbl9jI/AAAAAAAAAuo/SZyTf87A_nk/s72-c/Digitalizar0008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2122291343689474498</id><published>2010-08-30T10:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T10:53:53.682-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>FREIXO DE ESPADA À CINTA</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THvvx_KVnjI/AAAAAAAAAtQ/c3NX2pGUz7I/s1600/Digitalizar0007.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THvvx_KVnjI/AAAAAAAAAtQ/c3NX2pGUz7I/s320/Digitalizar0007.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Click&lt;/em&gt; na imagem para aumentar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2122291343689474498?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2122291343689474498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/freixo-de-espada-cinta.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2122291343689474498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2122291343689474498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/freixo-de-espada-cinta.html' title='FREIXO DE ESPADA À CINTA'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THvvx_KVnjI/AAAAAAAAAtQ/c3NX2pGUz7I/s72-c/Digitalizar0007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2951088354667960838</id><published>2010-08-29T10:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T10:47:11.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>LUCIANO CORDEIRO</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THqcuirG5QI/AAAAAAAAAsQ/L5Cebgb4LGM/s1600/luciano+cordeiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THqcuirG5QI/AAAAAAAAAsQ/L5Cebgb4LGM/s320/luciano+cordeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Click&lt;/em&gt; na imagem para aumentar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2951088354667960838?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2951088354667960838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/luciano-cordeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2951088354667960838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2951088354667960838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/luciano-cordeiro.html' title='LUCIANO CORDEIRO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THqcuirG5QI/AAAAAAAAAsQ/L5Cebgb4LGM/s72-c/luciano+cordeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-3948940440588409649</id><published>2010-08-28T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T13:22:55.829-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Miranda do Douro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THlvprjGkFI/AAAAAAAAAro/5P2rwcn9MN4/s1600/miranda_douro___rua_costanilhaThumb.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THlvprjGkFI/AAAAAAAAAro/5P2rwcn9MN4/s200/miranda_douro___rua_costanilhaThumb.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;JOÃO DE MIRANDA – Rabi da comuna de judeus &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;Não conseguimos encontrar o processo que a Inquisição de Lisboa certamente instruiu contra o cristão-novo João de Miranda. Acaso ele desapareceu. E talvez por isso nunca este homem mereceu especiais referências dos estudiosos da comunidade marrana de Miranda do Douro. Dessas referências registamos a de Maria José Ferro Tavares (haverá outras?) que é do seguinte teor:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- “Sinagoga” era a tenda de Diogo de Leão da Costanilha, sapateiro, instruído na religião judaica, pelo que teve uma influência marcante em Miranda do Douro, juntamente com João de Miranda. (1)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Sim: tal como o Costanilha, João de Miranda era pessoa de muita influência no seio da comunidade cristã-nova da terra, pois terá sido um dos últimos, senão o último rabi da comuna de judeus de Miranda do Douro. Vamos então ver o que sobre ele conseguimos encontrar, alertando para a possibilidade de mais elementos aparecerem em outros processos que não consultamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A fazer fé no testemunho de Diogo de Leão, da rua Nova, que em 1542 lhe atribuía 90 anos, João terá então nascido por 1452. (2)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Quando o rei D. Manuel publicou o decreto de expulsão dos judeus, teria ele uns 44 anos, sendo casado com Isabel Garcia e dela tinha um filho – Diogo de Miranda – ao qual dedicaremos um dos próximos capítulos. E tinha, pelo menos, outros 3 filhos, de um primeiro casamento, cuja consorte ignoramos, e que eram:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Amador de Miranda que mais tarde foi casar em Castela e lá fixou residência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Filipe de Miranda que foi preso pela Inquisição de Lisboa, como se verá. (3)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Francisca de Miranda que casou com António Lopes, irmão de Diogo de Leão da Costanilha, atrás apresentado. Por 1558 era já viúva e residia em Alcanices, Castela. (4)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Claro que todos estes nomes foram por eles tomados pela Páscoa de 1497, na altura em que receberam a água do baptismo cristão, ignorando-se os nomes judeus que antes tinham. Sim: João de Miranda e sua mulher e filhos fizeram parte da multidão de baptizados em pé, ou seja, os que então foram obrigados por decreto do rei D. Manuel a abandonar a religião judaica e abraçar o cristianismo fazendo-se baptizar. Imagina-se quanto isso terá sido doloroso para um homem que foi rabi, mestre da lei. E percebe-se também que, apesar de todos os esforços, por mais vontade que tivesse, não seria fácil alterar as suas convicções religiosas. Percebe-se que João de Miranda, como a generalidade dos que receberam o baptismo forçado, continuaria a ser judeu, muito embora se comportasse exteriormente como cristão. Se as águas baptismais lavaram facilmente os nomes e as caras dos judeus, não lavaram as suas almas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;40 anos depois, quando foi criado o tribunal da Inquisição para julgar os que, tendo recebido o baptismo, eram apanhados a rezar, a fazer cerimónias ou realizar actos próprios da religião judaica… tinha João de Miranda uns 84 anos e, anos depois, logo que o tribunal entrou de funcionar regularmente, ele foi encarcerado e acabou queimado na fogueira, em data que ignoramos, mas antes de 1544. Acaso terá sido ele o primeiro dos cristãos-novos de Miranda de Miranda do Douro a experimentar tão trágica punição. (5)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Não sabemos qual o comportamento de João de Miranda no decorrer do processo. Mas, entre as acusações feitas pelo promotor de justiça contra Diogo de Leão da Costanilha, ficou registada a seguinte declaração:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- João de Miranda disse que o réu judaizava largamente falando sempre em hebraico com outros cristãos-novos (…) o dito João de Miranda afirma publicamente que em casa do dito réu se faziam ajuntamentos de cristãos-novos que andavam alvoroçados em fazer cerimónias judaicas e que jejuavam o jejum do kipur e disputava sobre a vinda do Messias tendo e afirmando que não era vindo e nas coisas que praticava falava hebraico com os outros cristãos-novos nas profecias e autoridades que alegava (…) e diz mais o dito João de Miranda que rezava o réu as orações judaicas e praticava sobre o que haviam de fazer nas Páscoas dos judeus… (6)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Em resposta a estas acusações, a defesa de Diogo de Leão ficou assim registada no mesmo processo, a folhas 68:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- É de pouca fé e crédito que se deva dar a João de Miranda, notório que foi um grande judeu vestindo um nome de cristão, como lobo com pele de ovelha e por tal foi julgado e queimado (…) o dito João de Miranda foi rabi e judeu…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;No mesmo processo estão ainda registadas outras referências a João de Miranda. Numa delas, (folha 1) Diogo de Leão, o da rua Nova declarou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Que sabiam quando caía o dito jejum (do kipur) por João de Miranda e pela sua mãe dele Diogo de Leão que é falecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Outra confissão do mesmo, feita em Abril de 1543 e registada na folha 72 reza o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Disse ele Diogo de Leão que era verdade que haverá 7 ou 8 anos, em um dia, estando ele com João de Miranda nas ferrarias do espírito Santo junto à vila de Miranda, ele João de Miranda lhe dizia que o Messias não era ainda vindo e que ainda havia de vir e que a lei dos judeus era boa e que fora primeiro dada e não a dos cristãos e que quando o Messias viesse Roma havia de ser tomada e que se haviam de juntar todos em Jerusalém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Ainda no mesmo processo, a folhas 75, está registada uma confissão semelhante mas feita por um outro prisioneiro, o que reforça a sua credibilidade sobre a liderança religiosa de João de Miranda. Vejam:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Aos 23 de Maio de 1543, no colégio da doutrina da fé, estando ali o inquisidor João de Melo, mandou vir perante si a André Gavilão e entre outras coisas disse que haveria 6 anos, estando ele Andrá Gavilão na vila de Miranda onde é morador e que um João de Miranda ia com ele e com Diogo de Leão, da rua Nova e outros ao campo a umas eiras que estão junto à ermida do Santo Cristo e lhes dizia que o Messias não era vindo e que quando viesse havia de Roma ser destruída e que os judeus haviam de tornar a Jerusalém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;De entre os Mirandeses que naquela altura foram hospedados nas masmorras da Inquisição de Lisboa, e para além dos já citados, contavam-se dois filhos de João de Miranda: o Diogo e o Filipe de Miranda. Com o primeiro não sabemos se ali se cruzou alguma vez. Com o segundo, sim, esteve cara a cara, na sala de audiências, na presença e por iniciativa do inquisidor João de Melo. Antes de relatarmos o encontro, atentemos no estado de espírito de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;João de Miranda, a esse tempo, tinha já confessado as suas culpas e denunciado os seus companheiros. Tinha também declarado que dera uma educação judaica aos filhos, carregando assim a culpa deles. Pensaria, naturalmente, que essa era a única forma de alcançar o perdão e ver-se livre da cadeia. E entre outras coisas confessou que, já na cadeia, jejuara no kipur e que recomendara ao filho que fizesse o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Filipe de Miranda, ao contrário, continuava negando todas as acusações que lhe faziam, que não tinha qualquer culpa a confessar, que nunca judaizara e, em concreto, que nem sequer soube quando caiu o kipur nem fez qualquer jejum, ao contrário do que o pai afirmara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E foi com esta disposição de espírito que pai e filho foram postoa cara a cara. Vejamos agora como as coisas se passaram nesse encontro, conforme o registo então feito pelo notário da Inquisição e que consta do processo de Filipe de Miranda:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1542, aos 22 de Março, nas casas do despacho da santa Inquisição, estando ali preso João de Miranda, o senhor dr. João de Melo apresentou ao dito João de Miranda Filipe de Miranda, mancebo, solteiro, seu filho. E o dito João de Miranda pedira para que viesse falar com ele, sabia que isso era necessário e que cumpria para sua salvação. E estando ali o dito João de Miranda viu diante de si o seu filho e em presença do senhor inquisidor e mais testemunhas disse que ele réu pedia perdão e que havia ensinado a Filipe de Miranda e aos outros filhos o Kipur e as festas das Cabanas e da Páscoa do pão asmo para as guardarem e que fizessem o que ele seu pai fazia e as guardava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- E logo o dito seu filho Filipe de Miranda disse ao dito seu pai que não sabia o que dizia, no que falava, que estava tornado do miolo, que estava louco e que nunca tal lhe ensinara nem lhe disse o que havia de fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Ao que o dito seu pai lhe disse que não estava louco e que falava a verdade e que havia de pedir ao senhor inquisidor que mandasse vir a sua mulher e outras pessoas da sua casa para os reconciliarem e pedir perdão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Filipe de Miranda disse que o pai estava louco e que não sabia o que dizia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- E João de Miranda (voltou a dizer) que mandara dizer-lhe que jejuasse o jejum do Kipur este Outubro passado e o mesmo fizera Dinis Álvares a um seu filho, e que ele disse que o faria… E João de Miranda disse a Filipe de Miranda que o olhasse, que não fugisse ao que dizia… (12)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E terminamos este capítulo com as declarações de mais um prisioneiro de Miranda do Douro onde se reafirma que João de Miranda era um doutrinador messiânico:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;- Aos 23 de Maio de 1543, no colégio da doutrina da fé, estando ali o inquisidor João de Melo, mandou vir perante si a André Gavilão e entre outras coisas disse que haveria 6 anos, estando ele André Gavilão na vila de Miranda onde é morador e que um João de Miranda ia com ele e com Diogo de Leão, da rua Nova e outros ao campo a umas eiras que estão junto à ermida do Santo Cristo e lhes dizia que o Messias não era vindo e que quando ele viesse havia de ser Roma destruída e que os judeus haviam de tornar a Jerusalém. (13)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;NOTAS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;1- MARIA JOSE PIMENTA FERRO TAVARES, Para o Estudo dos Judeus de Trás-os-Montes Sec. XVI, in: Cultura História e Filosofia, vol. VI, p. 380, Lisboa, 1985&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;2- IANTT, Inquisição de Lisboa, pº 4532, de Diogo de Leão, f 15: - “Entende provar que João de Miranda era judeu e herege, sendo homemde 90 anos e muito falho de juízo”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;3- IANTT, Inquisição de Lisboa, pº 12112, de Filipe de Miranda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;4- Em 1544, quando António Lopes estava preso no tribunal de Évora, disse que tinha 3 filhos, a saber: Diogo, de 7 anos; Álvaro, de 4 anos e Isabel, de (?) idade. – pº 2945&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;5- Para além de João de Miranda e dos primos Diogo de Leão, na primeira leva de presos de Miranda contar-se-iam ainda os seguintes cristãos-novos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Jácome Valentim&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Duarte Navarro&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;André Gavilão&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Dinis Álvares de Carvajales&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Luís Fernandes&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Jácome Valentim (IANTT, Inquisição de Lisboa, pº 4642). - &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Tinha 40 anos e era filho de Valentim de Barros e de Leonor Gonçalves.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Duarte Navarro (IANTT, Inquisição de Lisboa, pº 12770). Pensamos que nem chegou a estar preso e o seu processo consiste em um simples auto de declarações. Traz apenso um documento raro, que é uma sentença proferida pelo juiz dos órfãos de Miranda em 14.3.1496. Este documento foi lido e publicado pelo DR. HUGO MIGUEL CRESPO, no jornal Terra Quente de 15.8.2008, sob o título: Uma descoberta única: uma sentença da comuna judaica de Miranda do Douro nas vésperas da conversão geral.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* André Gavilão era casado com Isabel Gonçalves, Pimparel, uma irmã da mulher do Costanilha, a qual foi também processada e de quem se falará mais à frente. Por agora, refira-se que quando ela foi presa, era já viúva há mais de 10 anos, podendo desconfiar-se que André Gavilão terá morrido nas prisões do Santo Ofício, ou ter sido relaxado. Não conhecemos o seu processo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;* Dinis Álvares residia já em Bragança. O seu nome é referido em vários processos sempre aliado aos de João de Miranda e Diogo de Leão da Costanilha, mas “era muito mais douto”. Quando o Costanilha e o Miranda não sabiam responder a alguma questão, mandavam perguntar a Dinis Álvares “o qual vivia a 10 ou 12 léguas da dita vila”, segundo refere uma testemunha. De resto, sabe-se que Dinis Álvares veio de Zamora e que era casado com Isabel de Castro. Uma filha do casal, residente em Bragança, viria a ser presa pela Inquisição de Évora em 1545 – Pº 11641.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Luís Fernandes (IANTT, Inquisição de Lisboa, pº 13199 e pº 12298).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;6- IANTT, Inquisição de Lisboa, pº 4532, de Diogo de Leão, f. 64 e seg.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-3948940440588409649?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/3948940440588409649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/miranda-do-douro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3948940440588409649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3948940440588409649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/miranda-do-douro.html' title='Miranda do Douro'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THlvprjGkFI/AAAAAAAAAro/5P2rwcn9MN4/s72-c/miranda_douro___rua_costanilhaThumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-6929278690712340475</id><published>2010-08-24T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:55:26.799-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor  - XII</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;FAMILIA ALVARENGA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THQHRJ-C6hI/AAAAAAAAAn8/MOE4YSPGDt0/s1600/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+014.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THQHRJ-C6hI/AAAAAAAAAn8/MOE4YSPGDt0/s200/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+014.jpg" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Recordam-se do boticário Manuel de Alvarenga Cabral que, 20 anos atrás, se fartou de denunciar mulheres cristãs-novas da família Pereira que via judaizar, espreitando da sua casa? Pois, na vaga de 1667, também na sua família houve prisões, sob a acusação de judaísmo e foram as seguintes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – Belchior Coelho de Meireles, filho de Manuel Alvarenga Cabral e de Maria Coelho Meireles, solteiro, estudante em Coimbra. (1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2 – Ângela Coelho, irmã do anterior, solteira. (2)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – Sebastião Coelho Meireles, irmão dos antecedentes. Tinha 45 anos e mantinha-se solteiro. Era formado em cânones (advogado) e ocupava o honroso e proveitoso cargo de ouvidor dos Senhores de Sampaio. (3)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Fotografia cedidas pelo Museu Municipal Berta Cabral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 620, de Belchior Coelho Meireles&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8746, de Ângela Coelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 9021, de Sebastião Coelho Meireles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-6929278690712340475?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/6929278690712340475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-xii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6929278690712340475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6929278690712340475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-xii.html' title='Retalhos da História de Vila Flor  - XII'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/THQHRJ-C6hI/AAAAAAAAAn8/MOE4YSPGDt0/s72-c/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7962080005624608563</id><published>2010-08-22T12:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-22T12:53:23.973-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor  - XI</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;FAMÍLIA AZEVEDO MADUREIRA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – António Domingos de Madureira. Tinha 32 anos e era casado com Ana do Sil Carneiro. Filho de Manuel de Azevedo, escrivão das sisas e de Luísa de Madureira, a sua família era, talvez, a mais nobre de todas. Seu avô paterno viera de Castela e desempenhara o cargo de almoxarife em Ocaña. Foi casado 3 vezes, com mulheres de indiscutível nobreza: Domingas do Sil, Maria Coelha e Ana de Lobão. Uma tia paterna (Maria de Madureira) estava casada em Mogadouro com o capitão-mor Belchior Pinto Pereira, os quais tinham um filho, Gaspar Pinto Pereira, casado em Mirandela, em família de igual nobreza. Em Torre de Moncorvo estavam muitos tios e tias, nomeadamente António Domingos de Madureira, do tronco da família Carvalho e Castro. (1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;De seus bens sobressaem olivais nos sítios de Santa Luzia, da Cruz da Senhora da Veiga e da Ribeira, bem como uma vinha à Fonte do Seixo, que produzia 70 almudes de vinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E tinha a terça parte da herança de seu pai, que ainda não fora partida e incluía uma casa na rua da Fonte, uma vinha, 4 olivais e 5 terras de pão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2 – Catarina de Azevedo, prima do anterior, pelo lado paterno. (2)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – Simão Vaz, sapateiro e curtidor, marido da antecedente. (3)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8755, de António Domingos de Madureira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8752, de Catarina de Azevedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 643, de Simão Vaz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;António Júlio Andrade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Fernanda Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 7.5pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7962080005624608563?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7962080005624608563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-xi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7962080005624608563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7962080005624608563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-xi.html' title='Retalhos da História de Vila Flor  - XI'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-516992549592855448</id><published>2010-08-21T00:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T00:03:46.266-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor  - X</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;FAMÍLIA MONTES DE ALMEIDA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os Montes de Almeida eram outra das famílias mais nobres de Vila Flor, ligados com os Borges, os Lemos, os Madureira--- Vejamos os membros desta família que foram na leva de 1667:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – Francisco Montes de Almeida, filho de Manuel Montes e de Isabel de Almeida, viúvo de Maria Borges. Ocupava o cargo de escrivão dos órfãos de Vila Flor, tal como e desempenhou seu pai, seu avô e seu bisavô paternos. (1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TG957ZTJvLI/AAAAAAAAAlk/xaGstHj9D4s/s1600/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+015.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="125" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TG957ZTJvLI/AAAAAAAAAlk/xaGstHj9D4s/s200/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+015.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando foi preso, residia em Torre de Moncorvo, na rua das Barreiras. Tinha propriedades agrícolas no sítio das Casas Queimadas, na Laranjeira e na Fonte do Carvalho. E tinha bens de uma capela, nomeadamente um pomar à Fonte do Carvalho, que valia 80 mil reis e um olival em S. Paulo que dava 25 almudes de azeite e valia 30 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E em Vila Flor tinha umas casas de sobrado na rua de Santa Luzia “que foram dadas em folha por preço de 80 mil reis”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na mesma rua tinha um palheiro e mais uma casa térrea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tinha terras nos sítios do Paio Correia, Seixo, Soutinho, portela da Junqueira, cabeço do Bensaúde, portela de S. Paio, Casa da Mouroa, carrasco, Vale da Pala… Sobressaindo uma vinha ao Paio Correia “tapada sobre si que dá 100 almudes de vinho e vale 80 mil reis”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2 – Joana Borges. Era filha do anterior e de sua mulher Maria Borges. Tinha 22 anos e estava solteira. Também ela denunciou o pai como judaizante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – Francisco Montes de Almeida. Meio irmão da anterior, filho de Francisco Montes e de uma Ana Gomes. Tinha 23 anos e era soldado a cavalo na praça de Chaves.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;4 – Ana Montesa, ou Ana de Almeida. Da mesma idade do anterior e filha do mesmo pai mas de outra mãe, uma tal Isabel Nunes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;5 – Ângela de lemos. Estava casada com Paulo Montes de Maduraira, filho de Diogo Montes (irmão do primeiro Francisco) e de Jerónima de Madureira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo_4758, de Francisco Montes de Almeida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por alvará de 9.6.1641, foi Manuel Montes nomeado para o cargo de escrivão dos órfãos, com faculdade de, em sua vida, ou por sua morte, poder nomear um de seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Idêntico alvará foi publicado em 18.12.1658, nomeando Gregório Montes Botelho para o mesmo cargo, “por falecimento de Manuel Montes”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 6054, de Joana Borges.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8757, de Francisco Montes de Almeida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;4 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 10291, de Ana Montesa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;5 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 5956, de Ângela de Lemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;António Júlio Andrade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Fernanda Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Fotografias cedidas pelo Museu&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt; Municipal Berta Cabral&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-516992549592855448?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/516992549592855448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/516992549592855448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/516992549592855448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-x.html' title='Retalhos da História de Vila Flor  - X'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TG957ZTJvLI/AAAAAAAAAlk/xaGstHj9D4s/s72-c/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4102522326312293885</id><published>2010-08-18T12:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:06:55.261-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VULTOS JUDAICOS BRAGANÇANOS'/><title type='text'>VULTOS  JUDAICOS  BRAGANÇANOS  III</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGwtHkJYNpI/AAAAAAAAAko/LrrciuP4udc/s1600/carvajal2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGwtHkJYNpI/AAAAAAAAAko/LrrciuP4udc/s200/carvajal2.jpg" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Luis Carvajal y de la Cueva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Os colonizadores que deram vida ao nordeste mexicano, têm a sua história enraizada nos movimentos sociais que surgem em Espanha e Portugal, imediatamente após o descobrimento da América.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;No ano de 1493, precisamente depois da conquista de Granada e da partida do porto de Palos das naves comandadas por Colombo, os reis católicos de Espanha expulsaram todos os mouros e judeus dos seus domínios. Os mouros mudaram-se principalmente para África, de onde tinham vindo sete séculos antes. E os judeus para o norte da Europa e Portugal. Descendente destes judeus emigrantes para Portugal em terceira geração, foi &lt;strong&gt;Luís Carvajal y de la Cueva, que nasceu na vila de Mogadouro, Trás-os-Montes&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;no ano de 1539&lt;/strong&gt;. Os seus pais foram Gaspar de Carvajal de Carvajal e Catalina de León de la Cueva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando jovem, o seu tio materno, Duarte de León, enviou-o para Cabo Verde, no ano de 1549, onde permaneceu treze anos, chegando a ocupar o posto de tesoureiro do rei de Portugal e ocupando-se principalmente do comércio de escravos negros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Em 1562 regressou a Lisboa e depois foi para Sevilha, onde conheceu Guiomar Nuñez de Rivera, dama endinheirada, com quem se casou em 1564, e da qual teve dois filhos: Francisca e Andrés.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Viveu em Lisboa durante dois anos, após o que viajou sozinho para a Nova Espanha (México), num navio com um carregamento de vinhos, sob o comando do capitão Cristóbal de Erazo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ficou no México, na região de Pánuco, até ao ano de 1578. Durante a sua estada comprou uma herdade de gado, tornando-se um empresário de sucesso. No ano seguinte foi eleito alcaide de Tampico Ver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Durante esta sua primeira visita ao México, ao agora alcaide de Tampico é prestado reconhecimento por combater bandos de piratas ingleses capitaneados pelo corsário Hawkings e também por sufocar as rebeliões dos índios Xalpa. Isto segundo a narração da sua autodefesa apresentada em processo inquisitório a seguir à sua morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Em 1573, durante as campanhas de repressão dos nativos da região de Xalpa, Luís Carvajal participou numa expedição comandada pelo capitão Francisco de Puga ao norte do México até à povoação de Mazapil, actual San Luís Potosí.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Esta viagem é de grande importância, porque foi nela que Carvajal travou conhecimento com um grupo de aventureiros, principalmente de nacionalidade portuguesa, que já habitavam naquela região. Estas pessoas eram, na sua maioria, cristãos-novos, como ele. Desse grupo faziam parte, entre outros, Alberto do Canto, Diogo de Montemor, Gaspar Castanho de Sousa e Manuel de Medeiros. Todos estes colonizadores se dedicavam ao trato de escravos indígenas. O seu trabalho consistia em surpreender os índios nas suas comunidades, capturá-los e depois vendê-los como trabalhadores forçados para as minas de ouro e prata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O conhecimento da região, e especialmente dos imigrantes judeus portugueses que habitavam a zona, foram-lhe de grande utilidade para organizar o plano de conquista e colonização, que levaria a cabo depois da sua segunda viagem à Nova Espanha, oito anos depois.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;É curioso que, embora Portugal e Espanha estivessem à época ainda imersos na idade média, os indivíduos que povoavam a zona nordeste do México eram mais parecidos com os futuros cow-boys do farwest americano do que com os colonizadores de Hernán Cortés, apesar de estarem separados por mais de 300 anos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ao contrário da crença popular, que diz que os colonizadores do Novo Reino de Leão eram pacíficos lavradores, estes primeiros imigrantes eram um bando de revoltados. O seu interesse principal era encontrar minas de prata, escravizar os índios, violar as índias e enriquecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Por outro lado não eram gente totalmente inculta. Todos sabiam ler e escrever e eram conhecedores de alguns livros, especialmente da Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;É certo que uma percentagem importante destes colonizadores era cristã-nova ou cripto-judaica (que fingia ser cristã). Mas veremos mais adiante que à maioria não interessava muito este conflito entre o cristianismo e a sua religião de origem. E realmente estavam dispostos a converter-se ao cristianismo, desde que pudessem continuar com as suas actividades de pilhagem. Por esta razão a cultura israelita desapareceu por completo destas terras durante as primeiras décadas da colonização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;F&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;oto: estátua de Carvalhal na&amp;nbsp;Av. Constitución em&amp;nbsp;Monterrey ,México&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: xx-small;"&gt;Nota: texto traduzido do espanhol ,de autoria de V.R. Palacio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4102522326312293885?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4102522326312293885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/vultos-judaicos-bragancanos-iii.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4102522326312293885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4102522326312293885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/vultos-judaicos-bragancanos-iii.html' title='VULTOS  JUDAICOS  BRAGANÇANOS  III'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGwtHkJYNpI/AAAAAAAAAko/LrrciuP4udc/s72-c/carvajal2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7098813625822619412</id><published>2010-08-15T13:54:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T13:54:09.909-07:00</updated><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor - IX</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 35.4pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; A FAMÍLIA DO CAPITÃO-MOR ALVARO MORAIS ATAÍDE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Na grande leva de Fevereiro de 1667, foram pelos menos 7 membros da família do capitão-mor e que passamos a apresentar, acrescentando sobre alguns curtas notas retiradas dos processos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;1 – Pedro de Morais. 52 anos, escrivão da câmara de Torre de Moncorvo, filho de Diogo de Morais, feitor mor das alfândegas de Trás-os-Montes. Dizia-se cristão-velho, mas os inquisidores descobriram-lhe ¼ de cristão-novo, pela parte de sua avó paterna, Catarina Álvares. Aliás, ele próprio saberia disso, como sabia que seu pai e dois tios paternos (Francisco e Pedro de Morais) haviam já passado pelas cadeias do Santo Ofício. (1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Da extensa lista de seus bens imóveis, vamos apenas referir dois, que têm particular interesse para o estudo das quintas e propriedades agrícolas com história na região:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* O sítio de Nossa Senhora da Teixeira, que valeria 100 mil reis e que lhe tinha deixado em herança uma irmã de sua avó materna, D. Ana Borges, com obrigação de 2 missas em cada ano pela alma de Nicolau de Lobão, igualmente irmão de sua avó.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* A quinta do Rego da Barca, que valia uns 200 mil reis, herdada igualmente de sua tia-avó, com obrigação de 2 missas e vínculo de capela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;De referir também que à data de sua prisão, tinha 5 vacas de renda em mãos de lavradores no termo da Torre de Moncorvo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Vendo-se acusado de judaísmo, Pedro do Sil começou por dizer que isso não passava de uma invenção dos cristãos-novos seus inimigos, especialmente de Diogo Henriques Julião e seus manos, que lhe tinham raiva por muitos motivos e concretamente por ter vindo a Vila Flor como meirinho do corregedor, aquando da prisão e fuga de um Manuel da Mesquita, parente dos Juliões. As vejam as próprias palavras do processo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- Provará que os contraditados Diogo Henriques Julião e seus irmãos Luís Henriques e Rodrigo Fernandes e seus filhos e parentes de Vila Flor, estimulados do réu ir por meirinho do corregedor João de Medeiros Correia tirar uma devassa por provisão de Sua Majestade e da fugida de Manuel da mesquita, parente do dito Diogo Henriques Julião, que estava preso pelo pecado da bestialidade, andando em duas facções todas as pessoas da dita vila, de uma parte os da nação e da outra parte os homens nobres, buscando os da nação ocasiões para defrontarem os parentes do réu; e com efeito se fez grave rixa, sendo Gonçalo de Morais, irmão dele réu, juiz ordinário da dita vila, de que resultou ficarem culpados alguns deles (…) donde ficaram com maior ódio contra ele réu e mais seus parentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Do seu processo, retiramos ainda esta curta declaração de uma testemunha de defesa, João Borges de Morais que, depois de confirmar a cena da burra e da rixa, concluiu:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- E também sabe que os da nação andavam em dúvidas com os homens nobres sobre as varas do palio e governo da república.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;2 – António do Sil, irmão do anterior, rendeiro, 45 anos. Foi denunciado por 22 testemunhas. (2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não vamos analisar o seu caso nem fazer quaisquer comentários. Apenas observar a relação de seus bens, no que interessa para a história local. Assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* Tinha umas casas sobradadas em que vivia, com seu quintal, na rua da Fonte, foreiras ao concelho da vila, pagando um vintém de foro anual e que valiam 5 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* No sítio da Fonte tinha um terreno de semeadura de 2 alqueires com 2 pedaços de olival e uma vinha que valia 30 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* Um olival e terra de cereal (10 alqueires) no sítio da Serra, com o valor de 25 ou 30 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* Mais umas propriedades em diversos sítios, que ele comprou de 4 anos a esta parte no montante de 160 mil reis. Seriam as tais propriedades sequestradas a cristãos-novos e leiloadas na praça, de que atrás se falou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* Em Benlhevai, tinha também 2 vinhas, 2 lameiros, uma casa de sobrado e terras de pão e tudo valeria uns 30 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* Domingos Martins, cristão-velho, tendeiro, devia-lhe 30 mil reis que “ele declarante lhe entregou para lhe comprar na cidade do Porto uns ornamentos para a ermida de S. Jorge que ele declarante mandou fazer junto às suas casas, em Vila Flor”. E esta é uma nota bem interessante para o estudo do património da vila e da evolução urbana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* Na qualidade de rendeiro, trazia arrematada a cobrança das rendas da Mitra de Braga, no montante de 160 ou 170 mil reis e uns foros do conde de Miranda, na área de Vila Flor, que ascendiam a 42 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;* E também tinha 12 ou 13 bois “dados de renda a diversas pessoas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;3 – Maria de Aguirre, mulher do anterior, natural de Sambade, filha de Luís de Escobar Roubão e de Ana Aguirre. (3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;4 – António de Morais do Sil. Sobrinho de Pedro e António do Sil, filho de seu irmão Gonçalo e de Branca Teixeira. Certificaram os inquisidores que ele tinha 1/8 de cristão-novo. Tal como certificaram a sua morte no cárcere, 5 anos e meio depois de nele ser encerrado, em 27.8.1672. (4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;5 – Francisco de Morais Ataíde. Era igualmente sobrinho dos outros Sil, filho de sua irmã Ângela de Morais e do capitão-mor Álvaro de Morais de Ataíde. Tinha 28 anos quando foi preso. Era casado e pai de 4 filhas, a mais velha de 8 anos. Foi denunciado por muitos cristãos-novos de Vila Flor e também por gente de Vimioso (Vicente de Gambôa) e de Freixo de Numão (Ferreira Isidro). (5)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Defendeu-se destes e doutros denunciantes dizendo que foram instruídas por Diogo Henriques Julião, o qual foi ter com eles quando “estavam presos e depositados em Freixo de Numão”, na ida para Coimbra. De resto, os argumentos de defesa apresentados pelo réu constituem um verdadeiro tratado de sociologia de Vila Flor naquela época, repleto de episódios picarescos e caciqueiros. Vejam uma amostra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pêro da Costa era um advogado cristão-novo, solteiro, que foi na leva de presos de 1664. Em certa altura constou que ele andava metido de amores com uma mulher casada. E uma noite, a desoras, Francisco de Morais e o seu bando, foram bater-lhe à porta, feitos polícias, a saber da mulher. Levantou-se o advogado e veio em camisa abrir a porta. O filho do capitão-mor deitou-lhe as unhas “o puxou para fora pelas gadelhas e o lançou no chão lançando-lhe muitos coices”, exigindo que fosse buscar a mulher. Respondeu que a não tinha em casa, mas estava em um lagar sito à Fonte do Olmo. Alguns ficaram a guardar a porta e outros seguiram com ele, que foi assim, descalço e me camisa de dormir, a buscar a mulher, conforme lhe ordenaram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mas já de outra vez o tinham levado à força para um olival sito nas bandas da Portela e ali o espancaram e ameaçaram matar se ele não lhes entregasse a tal mulher. E claro que Francisco, depois de contar o episódio, não deixou de frisar que Pêro da Costa era parente e advogado de Diogo Henriques Julião “e de sua casa comia e bebia e o servia como criado”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Da denúncia de João Lopes, o surdo, defendeu-se dizendo que ele “é inimigo do réu porque tendo um macho muito formoso e de preço e que não andava na estrada, o réu, necessitando de cavalgaduras para ir a Mirandela buscar pão, à força lhe tomou o macho”. E o pior é que o macho ficou com uma ferida no lombo, de tão carregado que foi. Assim, o testemunho daquele não deveria ser aceite porque foi motivado por ódio e espírito de vingança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;De igual modo argumentou acerca de possíveis denúncias de Pedro Guterres e Manuel Pinto. É que, tendo a Inquisição mandado ordem para se prender a mulher do primeiro, ela desapareceu. Mas o Francisco Ataíde tanto espiolhou que foi dar com ela em casa do Pinto, metida na cama, com a cabeça tapada, entre este e a sua mulher e ali a prendeu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGhSbsyPgeI/AAAAAAAAAig/W_Kg837iX7k/s1600/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+015.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGhSbsyPgeI/AAAAAAAAAig/W_Kg837iX7k/s320/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+015.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E vindo também ordem da Inquisição para prender a mulher do mesmo Pinto e sendo necessário juntar 20 mil reis, o capitão-mor pôs em leilão os seus bens. E entre esses bens “eram duas canastras encouradas novas com duas fechaduras cada uma, que bem valiam 4 para 5 mil reis e um primo do réu, António de Morais Sil lhe lançou nelas e valendo o dito preço se arremataram em 5 tostões”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E também o Manuel Pinto foi preso pelo Santo ofício e então foram à praça seus bens que incluíam “as casas de sua morada, umas vinhas e um lagar de azeite e nesta fazenda toda lançou Jerónimo de Morais Beça, cunhado do réu, 2 mil reis e por não haver quem se atrevesse a lançar mais, nisso lhe foi arrematada”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mais casos do género podíamos apresentar, que a defesa de Francisco Morais de Ataíde se estende por uma centena de fólios do processo. Vamos porém concluir, transcrevendo dois parágrafos do mesmo processo, bem elucidativos da luta política que então se travava entre Diogo Henriques e o capitão-mor de Vila Flor:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- O pai do réu, capitão-mor, e seus parentes e homens nobres e graves de Vila Flor vendo que Diogo Henriques e seus parentes se queriam intrometer em quererem tomar em si o governo da terra, assim no secular e quererem e quererem servir nos ofícios da justiça e nas prisões, com muita ousadia e atrevimento pegarem e tomarem as varas do palio (…) se juntaram o pai do réu e os mais homens cristãos-velhos e nobres de Vila Flor e aí jogaram muitas pancadas e cutiladas, aonde os acutilaram a todos e a cada um deles, e fizeram à força recolher e meter em suas casas e com efeito nunca mais nenhum homem deles pegou em vara de palio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- E além disso o pai e parentes do réu e todos os homens nobres de Vila Flor, vendo a soltura com que o dito Diogo Henriques e seus irmãos e parentes e todos os cristãos-novos se haviam e com muito atrevimento e ousadia se intrometiam para servir nos ofícios principais da república e governança, como também quererem tomar as varas do palio, o pai do réu, que nisso mais insistiu, obteve uma provisão de Sua Majestade para que nenhuma pessoa que fosse cristã-nova ou tivesse parte alguma da nação não servissem mais na dita vila ofícios da igreja nem da governação, de sorte que os privaram das varas do palio como de servirem ofícios da governação. Nem de juízes, nem vereadores, nem outros semelhantes (…) do que ficaram todos com grande ódio contra o pai do réu e contra ele réu e contra outros homens principais da vila, cristãos-velhos e sobre isso houve muitas diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E agora, como o leitor imagina, seria bem interessante analisar o inventário dos bens de um homem tão rico como era Francisco de Morais de Ataíde. Limitamo-nos apenas a apresentar dois itens desse longo inventário:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Tinha uma quinta que ele declarante havia comprado cujas casas estavam principiadas no sítio que chamam as Gamonitas, junto à quinta do Carrascal, que constava de terras de semeadura e olivais, a qual propriedade crê valer 100 mil reis e é livre e parte de uma banda com terras de Domingos de Morais das Flores e da outra com a estrada do concelho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um cavalo rocim de 4 anos selado e enfreado que vale 30 mil reis e 2 bois de arado que valiam 10 mil reis e tudo se vendeu, cavalo e bois, para alimento dele declarante, em preço de 40 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;6 – Maria de Morais de Ataíde, irmã do anterior, 26 anos, casada com Jerónimo de Morais Beça. Toda a estrutura do processo (acusação e defesa9 é idêntica à do irmão e dos restantes nobres, tentando provar que se trata de uma conjura urdida pelos cristãos-novos e que “ o autor e conselheiro” era Diogo Henriques Julião. E naturalmente que também este processo e os demais são fonte essencial para quem quiser estudar a sociedade de Vila Flor naquela época.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mesmo sendo acusada pela própria irmã e sumetida a tormento, ela nunca confessou seu judaísmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Na parte final do processo, aparece uma petição feita por seu marido ao inquisidor geral para que lhe sejam perdoados os 149 mil e 900 reis que lhe foram exigidos por despesas de alojamento e alimentação na cadeia e custas do processo. Chamados a pronunciar-se os inquisidores de Coimbra ditaram o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- Parece-nos que, em razão dos serviços que fez a esta Inquisição o seu sogro, o capitão-mor de Vila Flor, pode Vossa Senhoria mandar ao suplicante que pague 80 ou 100mil reis e lhe perdoe o mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E 12 anos depois que foi libertada, precisando seu neto José de Morais Beça uma certidão atestando que sua avó “que foi presa por esta Inquisição, saiu pura, sem condenação alguma”, a mesma foi negada porque ela “tinha parte de cristã-nova por seu avô materno, Diogo de Morais e como tal foi confrontada na sentença”. Além de que, sendo julgada por culpas de judaísmo, ela saiu em auto onde abjurou de leve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;7 – Catarina do Sil, irmã dos anteriores, 23 anos, solteira mas prometida em casamento a Gonçalo de Morais Beça quando foi presa. Do seu processo transcrevemos apenas um excerto dizendo que uma camisa de linho que fosse tecida e costurada por 9 Marias tinha o poder de livrar as pessoas de morte violenta. Mas vejam este naco saboroso de prosa:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- E estando as 10, por conselho de sua tia Maria de Morais, ficaram esta e as ditas pessoas e mandaram tecer e cortaram e fizeram no mesmo dia uma camisa de pano de linho cru, por se dizer que era boa para preservar de morte violenta e de outros males a quem a trouxesse vestida, sendo fiada e tecida por 9 Marias (…) era para a darem ao dito seu irmão dela confidente, Francisco de Morais, agora preso, o qual naquele tempo andava muito receoso que o matasse ou mandasse matar Domingos Afonso Galegos, governador da cavalaria da província de Trás-os-Montes, por se dizer que entrara em casa deste a ter conversação ilícita com uma mulher mulata, do mesmo (…) e depois da dita camisa feita e acabada, a levaram ela confidente e as outras 9 mulheres no mesmo dia à noite à igreja da Misericórdia da própria vila, onde tocaram com ela nos pés de uma imagem de Cristo Nosso Senhor que costuma ir com a cruz às costas na procissão dos Passos e depois a mandaram ao dito seu irmão que naquele tempo assistia homiziado no mosteiro dos frades de S. Francisco da Torre de Moncorvo. (7)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt;António Júlio Andrade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt;Fernanda Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt;Fotografias cedidas pelo Museu&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: ES;"&gt; Municipal Berta Cabral&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 2804, de Pedro de Morais do Sil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O tio Francisco de Morais era feitor e recebedor da alfândega de Freixo de Espada à Cinta, terra onde casou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O avô materno, Pedro do Sil, foi meirinho da correição de Torre de Moncorvo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A origem da família Sil é exactamente o lugar de Sil, junto à ribeira do Sil, na Galiza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8749, de António de Morais Sil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 2040, de Maria de Aguirre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;4 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 501, de António de Morais Sil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;5 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 2672, de Francisco de Morais de Ataíde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;6 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 9302, de Maria de Morais de Ataíde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;7 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 8753, de Catarina do Sil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7098813625822619412?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7098813625822619412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-ix.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7098813625822619412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7098813625822619412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-ix.html' title='Retalhos da História de Vila Flor - IX'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGhSbsyPgeI/AAAAAAAAAig/W_Kg837iX7k/s72-c/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4693873493580403382</id><published>2010-08-13T10:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T10:24:45.520-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor  - VIII</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A PRISÃO DOS NOBRES CRISTÃOS-VELHOS &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assistimos no capítulo anterior àquela enorme vaga de prisões efectuada em Novembro de 1664. Escusado será dizer que alguns daqueles homens e mulheres tinham fortes casas comerciais, negócios rendosos, indústrias florescentes de sedas e curtumes e boas casas agrícolas. Escusado será também dizer que muitas delas se arruinaram de repente e outras ficaram paralisadas ou meio abandonadas. Imaginem que até a própria casa de habitação era fechada e “selada” (quando se decretava prisão com sequestro de bens), ficando impedidos de nela entrar o próprio cônjuge e os filhos. Reparem que, por vezes, se prendiam ambos os pais e ficavam filhos de tenra idade completamente abandonados na rua, dependentes de algum familiar ou de uma boa alma que lhe deitasse a mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGV-ZqMFsOI/AAAAAAAAAhI/Hz_OVXIMAa0/s1600/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+018.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGV-ZqMFsOI/AAAAAAAAAhI/Hz_OVXIMAa0/s320/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+018.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E certamente houve muita gente que, receando ser presa, decidiu abandonar a terra e seguir para o estrangeiro. Também Diogo Henriques e seu mano Luís Henriques Julião tentaram a fuga mas foram surpreendidos nessa hora pelo filho do capitão-mor que andava de olho em cima deles e não conseguiram abalar. Tal como não conseguiu a mulher de Filipe Dias que ia ter com o marido a Castela, levada por dois “passadores” mas o filho do capitão-mor seguiu-a até Gouveia, nas proximidades de Alfândega da Fé e ali prendeu a mulher e os “passadores” e lhe tomou “uma espada, uma espingarda, uma mula, um rocim e duas jumentas, que se venderam por ordem da justiça”. (1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;De outra vez, um parente muito chegado de Diogo Henriques terá vindo de Castela, onde estava emigrado, a buscar sua mulher a Vila Flor. Mas foi também surpreendido e preso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Todos estes episódios são reveladores da intensa luta política entre as comunidades cristã-nova e cristã-velha de Vila Flor. E as prepotências dos nobres (verdadeiros caciques, como hoje se diz) e do “partido da Inquisição” estendiam-se a outros campos, como o da política tributária:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sim: em cada concelho, em cada ano, em reunião de câmara, era nomeada uma “junta de repartidores da décima” – uma comissão de 3 homens que definiam o montante que cada morador devia pagar de contribuição. E, naturalmente, que tal junta era constituída por gente da feição dos homens da governança da terra e que a “décima” atribuída aos cristãos-novos era sempre bem mais carregada que a dos outros. Não bastava os bens que lhe arrematavam por 5 reis de mel coado quando os prendiam, que também os carregavam no pagamento das décimas. Caso idêntico se passava com o pagamento das sisas e outras taxas e impostos fiscais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Outra vexação que muito incomodava os cristãos-novos de Vila Flor vinha das “boletas dos soldados” e funcionários do Estado. Significa isto que, quando à vila chegava uma partida de soldados, ou qualquer alto funcionário do estado ou da igreja, com sua comitiva, era preciso proporcionar-lhe alojamento e refeições, não apenas para eles mas também para as cavalgaduras. E era ao capitão-mor e às estruturas de poder municipal dele dependentes que competia tomar as providências necessárias. E agora o leitor já sabe que, em tais circunstâncias, os castigados eram geralmente os mesmos, os seja as casas mais abonadas dos cristãos-novos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E “aboletavam” também juntas de bois, machos e os burros dos cristãos-novos. Expliquemos. Era relativamente frequente haver necessidade de transportar cereal, palha, lenha e muitas outras coisas e então… requisitavam-se aos cristãos-novos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vai longa esta exposição sobre os procedimentos criminais da Inquisição e seus sequazes, procedimentos que não seriam muito diferentes dos adoptados por outros poderes e outras autoridades, devendo isto ser encarado como reflexo do pulsar da sociedade de então, um aspecto do modo de viver quotidiano. Nem esta exposição tem por objectivo fazer qualquer juízo de valor, mas tão só tentar compreender a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Voltemos àquelas ondas de prisões em Vila Flor e a outras que seguiram ainda. Não vamos analisar os respectivos processos – que isso daria trabalho para uma vida. Vamos tão só focar um aspecto que vai levar a novas e extraordinárias prisões, a um estranho e fantástico episódio da luta política em Vila Flor, arbitrada pelos inquisidores de Coimbra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGV_V43brKI/AAAAAAAAAhQ/K6HQV6Yk3ZA/s1600/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+083web.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGV_V43brKI/AAAAAAAAAhQ/K6HQV6Yk3ZA/s320/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+083web.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O caso é que todos aqueles prisioneiros, ao longo das audiências, foram contando que realmente tinham feito práticas judaicas e se tinham declarado crentes na lei de Moisés. E citavam as pessoas e relatavam as circunstâncias e os pormenores. No fundo, todos se denunciavam uns aos outros e acabavam por mostrar-se arrependidos e pedir perdão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Desta vez, porém, certamente combinados entre si, eles denunciaram, como seus companheiros de jejuns e orações e cerimonias e declarações de judaísmo, todas as figuras gradas de Vila Flor, os homens de maior nobreza da terra, sempre tidos por cristãos-velhos, a começar pela família do capitão-mor do concelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E o caso é que tais testemunhos não eram contraditórios, antes concordavam nos pormenores, tornando-se credíveis. Até apareceram pessoas de Vimioso, Ventuselo, Freixo de Numão e Vilarinho dos Galegos a ajudar em tais denúncias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não restou outra saída aos inquisidores que não fosse a abertura de novas fichas e a instauração dos respectivos processos e… em Fevereiro de 1667, a Vila Flor foi submersa de todas as vagas de prisões. Mais de 30 pessoas foram então enjauladas, a grande maioria pertencentes à mais distinta nobreza da terra e que sempre se afirmaram cristãos-velhos, alguns dos quais tinham até certidões de pureza de sangue. Aliás, e depois de minuciosas investigações, concluiu-se que, afinal, em todas elas corria sangue judeu, nem que fosse ¼ ou 1/8 ou 1/12 avos, significando isso que tinham pelo menos um avô, um bisavô ou um trisavô que era da nação hebreia. E todos eles, ao cabo de longos anos de estada nas masmorras da Inquisição, muitos deles submetidos a tormento, acharam melhor confessar que, afinal, tiveram práticas judaicas e se declararam seguidores da lei mosaica. Verdade? Mentira? Pelo menos assim veriam abrir-se-lhe a porta de regresso à liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Deve dizer-se que, exceptuando algum que morreu no cárcere, todos passaram uns 6 anos nas infectas masmorras, saindo no auto-de-fé realizado em 12-13 de Março de 1673.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nos capítulos seguintes apresentaremos alguns desses presos que se diziam cristãos-velhos e pertenciam à nobreza da terra, como eram os Madureira, os Montes de Almeida, os Morais de Ataíde, os Azevedo, os Lemos, os Borges, os Sil, os Lobão, os Coelho de Meireles…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 209, de Francisco de Morais de Ataíde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Fotografias cedidas pelo Museu Municipal Berta Cabral.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4693873493580403382?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4693873493580403382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-viii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4693873493580403382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4693873493580403382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-viii.html' title='Retalhos da História de Vila Flor  - VIII'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGV-ZqMFsOI/AAAAAAAAAhI/Hz_OVXIMAa0/s72-c/IMAGENS+DE+VILA+FLOR+018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-859877105319864576</id><published>2010-08-13T08:25:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T08:25:18.467-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ROSTOS'/><title type='text'>Velha Judia</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGViv_u3KlI/AAAAAAAAAgw/fDSf82UcXEo/s1600/Velha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGViv_u3KlI/AAAAAAAAAgw/fDSf82UcXEo/s320/Velha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fundo do Prof. Santos Júnior&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-859877105319864576?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/859877105319864576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/velha-judia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/859877105319864576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/859877105319864576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/velha-judia.html' title='Velha Judia'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGViv_u3KlI/AAAAAAAAAgw/fDSf82UcXEo/s72-c/Velha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4683877415717661319</id><published>2010-08-12T07:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T07:42:20.795-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor - VII</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;PRESOS NA CASA DA MISERICÓRDIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 70.8pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ao tempo da morte prematura do rei D. João IV, em 1656, tinha o príncipe herdeiro do trono apenas 13 anos de idade. Ficou, por isso, a governar o país sua mãe, a rainha D. Luísa de Gusmão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ainda para mais, o futuro rei era paraplégico e falho de juízo. E andava metido com grupos de jovens arruaceiros. Saíam em bandos, à noite, montados a cavalo pelas ruas de Lisboa, partiam vidros de janelas, atacavam à espadeirada quem lhes aparecia pela frente e assustavam sobretudo mulheres indefesas. De entre esses energúmenos, destacava-se um valentão italiano que vendia quinquilharias numa tenda montada no Rossio, chamado António Comti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O País atravessava então uma enorme crise. Internamente, do ponto de vista da economia, era a ruína completa e, do ponto de vista político, a sociedade estava completamente dividida, sobretudo as classes dirigentes da nobreza e do povo. No plano externo era a guerra com a Espanha que tudo consumia, enquanto as colónias da Índia, África e Brasil eram atacadas por ingleses, franceses e holandeses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Face a uma tal situação e porque os conflitos sociais e políticos, mesmo no interior do conselho real, eram cada vez maiores, pareceu a muitos homens de influência que só o casamento de D. Catarina, irmã do jovem rei D. Afonso VI, com o rei Carlos II de Inglaterra, poderia salvar o País. E nisso se empenharam a fundo, particularmente os cristãos-novos portugueses, não apenas os que residiam no País mas também (e sobretudo) os que estavam emigrados pelo Norte da Europa. (1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Realizaram-se as bodas em Londres, em Maio de 1662. E, no mês seguinte a rainha mandou prender Comti e o seu bando de marginais, que logo foram metidos em um barco e despachados para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A rainha aparecia então com poderes reforçados e em seu redor capitaneavam velhos nobres cheios de condecorações e gente das cúpulas da Inquisição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O jovem rei ficou furioso com a prisão de Comti e um grupo de jovens da nobreza, chefiados pelo conde de Castelo Melhor, que tinha apenas 26 anos, cercou o rei e fez com que ele assumisse o poder e demitisse o governo, enquanto a rainha-mãe fundava um convento e nele se encerrava. Escusado será dizer que o novo governo era chefiado por Castelo Melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Perdedor ao nível do governo, o “partido da Inquisição” redobrou de actividade e cresceu a fúria contra os cristãos-novos. Assistiu-se então a enormes vagas de prisões, como antes nunca se vira, nomeadamente em Trás-os-Montes.&lt;br /&gt;fixemo-nos então em Vila Flor, uma terra em que andavam “divididas em duas facções todas as pessoas da dita vila, de uma parte os da nação e da outra parte os homens nobres, buscando os da nação ocasiões para se defrontarem”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta afirmação não é nossa, mas foi feita por alguém que se viu metido no meio daquele turbilhão e de quem falaremos mais à frente – Pedro de Morais do Sil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Muitas afirmações de idêntico teor se encontra, em diferentes processos ali instaurados então pelo Santo Ofício e que chegaram até nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E esta luta não era só motivada pelos cristãos-novos “que se queriam intrometer em quererem tomar em si o governo da terra” mas também “andavam em dúvidas com os homens nobres sobre as varas do palio” – como também se afirma nos ditos processos. Quer isto dizer que a luta entre cristãos-novos e cristãos-velhos em Vila Flor visava o controlo do governo da república e do governo da igreja, que a luta não era apenas de carácter religioso, mas também social e político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E se os cristãos-novos queriam tomar conta do governo e da igreja, os nobres e os partidários da Inquisição procuravam, por todos os meios, barrar-lhes o caminho. E um dos meios utilizados foi exactamente a obtenção de alvarás régios proibindo os cristãos-novos de exercer quaisquer cargos de administração pública e municipal, de frequentar a universidade e receber ordens eclesiásticas ou condecorações militares. E se essas leis discriminatórias dos cristãos-novos se estenderam depois a todo o país, é preciso não esquecer que elas começaram por se aplicar apenas em Vila Flor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E quem eram os cabeças desta luta, os chefes de cada uma das facções? Exactamente as mesmas famílias de há 20 anos atrás, os filhos e herdeiros de Julião Henriques e Lopo Machado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Recordam-se da prisão e da fuga de Lopo Machado da cadeia de Torre de Moncorvo? Certamente que, logo que a conjuntura o permitiu, ele regressou a Vila Flor e foi recebido pelos seus partidários como um verdadeiro herói. E certamente que as cúpulas da Inquisição de Coimbra se empenharam na recuperação da honra e do poder do seu familiar, pois era também a honra e o poder da própria instituição que estava em causa. E Lopo Machado e os seus certamente juravam que se haviam de vingar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E o facto é que ele logo foi promovido ao mais elevado posto do governo do concelho, sendo empossado no cargo de capitão-mor, que ocupava no início da década de 1650. A ele competia a manutenção da ordem pública e a segurança dos cidadãos, para além da fiscalização da fé. (1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGQGKaibgYI/AAAAAAAAAgA/ZNB17Z4td_Y/s1600/VILA+FLOR+005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGQGKaibgYI/AAAAAAAAAgA/ZNB17Z4td_Y/s320/VILA+FLOR+005.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E depois dele foi o cargo desempenhado por Álvaro de Morais de Ataíde e em seguida por um filho desta (Francisco de morais de Ataíde) e pelo genro Jerónimo de Morais Beça, que todos se ligaram na família de Lopo Machado. (2)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por seu turno, com a morte do pai, Diogo Henriques Julião assumiu a liderança da comunidade cristã-nova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estamos então em Vila Flor, naquele mês de Junho de 1662 em que o conde de Castelo Melhor montou o cavalo do poder. Ao início desse mês, em Vila Flor, 8 cristãos-novos foram presos pela Inquisição de Coimbra e mais 4 se seguiram naquele ano. E no ano seguinte o número subiu para dezena e meia, numa espiral medonha de prisões. Era como se todas as forças do inferno se tivessem libertado e caíssem sobre Vila Flor, em feroz perseguição aos cristãos-novos. E o clímax foi atingido no ano de 1664 com mais de 30 prisões, sendo que umas 23 foram efectuadas de uma só vez, ao início do mês de Novembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fácil será imaginar, mas torna-se impossível descrever o que em Vila Flor se terá passado naquele dia. Desde logo, a violência do acto. Sim, não seria fácil prender duas ou três dezenas de pessoas. Certamente que foi preciso planear muito bem as coisas e mobilizar muitas autoridades e “polícias”. Calculem quantas tentativas de fuga se ensaiaram, quantas resistências se opuseram às vozes de prisão, quantas pauladas e encontrões e palavrões… Imaginem a gritaria destemperada que correu a vila como língua de fogo. Recordem o choro convulsivo de avós, pais, irmãos, filhos e netos dos prisioneiros, enquanto estes eram metidos a ferros e estrebuchavam e berravam insultos e promessas de vingança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois foi preciso arranjar prisões, que a do concelho não chegava. Requisitou-se a casa da Misericórdia e lá se meteram. Eram 35, segundo se diz em alguns processos. Noutros se diz que ali ficaram apenas as mulheres e nesse caso seria requisitada (ou posta pelo dono à disposição) alguma adega ou palheiro. Também não sabemos se era apenas gente de Vila Flor ou se tinham vindo alguns presos de Mirandela e outras terras, que os homens da Inquisição não quereriam gastar suas energias e perder seu tempo com pequenas manadas. Aliás, uma grande manada de prisioneiros chamava muito mais a atenção das populações que ficavam mais temerosas e respeitadoras do Santo Ofício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Executadas as prisões, era preciso arranjar 20 mil reis por cada um, para custear as despesas de viagem e alimentação, que os presos até os próprios grilhões pagavam e as jornas a quem os prendia e conduzia à cadeia. E para isso sequestravam-se bens dos prisioneiros e punham-se a leilão na praça pública. Ora, quem é que iria então licitar naqueles bens? Os lanços seriam altos ou baixos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Muitas vezes eram os próprios familiares e amigos que os arrematavam, de modo que o dono ou seus herdeiros podiam reavê-los mais tarde. Desta vez… a comunidade cristã-nova estava completamente dizimada e quase todos aqueles bens foram arrematados por gente da nobreza da vila, gente ligada ao capitão-mor Álvaro de Morais de Ataíde, que era quem presidia à execução das prisões e ao leilão dos bens dos prisioneiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não sabemos quantas horas ou dias foram necessários para organizar a marcha em direcção a Coimbra. Também não sabemos quantos machos e burros se alugaram para transportar a cama, mesa e cozinha dos prisioneiros, que tudo eles tinham que levar, pois a cadeia não fornecia essas coisas. E também para levar algum prisioneiro que mal podia andar: Ignoramos ainda o número e a qualidade dos homens que foram requisitados para guardar os prisioneiros na viagem, mas não será difícil imaginar a sua índole e cariz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem agora no espectáculo deprimente daquelas dezenas de homens e mulheres agrilhoados e presos por cordas uns aos outros, pondo-se em marcha, açoitados pelos guardas, vaiados por grupos de populares arregimentados por frades e beatas, enxotados como se fossem cães danados pela raiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não sabemos se foram ainda parar às cadeias da sede da comarca ou se a manada seguiu logo o caminho da Vilariça para a Beira, a eles se juntando presos vindos de Chacim (que foram muitos) e outras terras. Sabemos é que a manada esteve “depositada” (o termo é dos processos) em Freixo de Numão, ali se acrescentando outros presos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1 – ALVES, Memórias, VI-499&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;2 – ALVES, Memórias, VI-501&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foto cedida pelo Museu Municipal Berta Cabral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4683877415717661319?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4683877415717661319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-vii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4683877415717661319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4683877415717661319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-vii.html' title='Retalhos da História de Vila Flor - VII'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TGQGKaibgYI/AAAAAAAAAgA/ZNB17Z4td_Y/s72-c/VILA+FLOR+005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4461029982488648004</id><published>2010-08-10T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T10:01:11.893-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor -VI</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;A RESPOSTA DOS INQUISIDORES&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Que voltas o mundo deu, não o sabemos, mas não é difícil adivinhar. A fuga de Lopo Machado Pereira certamente foi apoiada e ajudada por muitos homens grados de vila Flor e Torre de Moncorvo e o caso terá funcionado como uma espécie de aviso, um toque a cerrar fileiras entre o “partido da Inquisição”. Por toda a parte o caso seria apresentado como se de um infame atentado contra o Santo Ofício se tratasse. Muitas preces se ouviriam nas igrejas pedindo a Deus protecção para os familiares e comissários da Inquisição e muitas promessas de apoio e planos de actuação se fariam nas altas esferas do poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O certo é que, dois meses depois, a Inquisição de Coimbra mandava proceder a uma rigorosa devassa sobre “a prisão de Lopo Machado, que se fez em ódio ao Santo Ofício”, dela encarregando o licenciado Domingos Carneiro, comissário da Inquisição, reitor de S. Miguel de Nogueira que, em 28 de Novembro de 1644, abriu escritório na ermida de S. Luzia, em Vila Flor, onde ouviu em declarações várias testemunhas, fazendo lavrar os competentes autos que enviou para Coimbra. Vejamos alguns pormenores desses depoimentos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Manuel Rebelo de Abreu disse que viu pessoalmente o “assalto” e contou como foi, referindo os nomes de vários dos “assaltantes” e “outros mais que não conheceu que andavam embuçados e armados e entende e tem por certo que todas estas vexações se fizeram ao sobredito Lopo Machado pelo ódio que têm e má vontade ao Santo ofício e aos seus ministros”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Francisco Montes acrescentou que “se ele testemunha e outras pessoas nobres que ali estavam lho não impedissem e estorvassem para que lhas não atassem (as mãos) e lhe queriam lançar uma corda para o levarem bem arrematado (…) e todos logo entenderam que o faziam por ódio que lhe tinham de executar as ordens e mandados do Santo Ofício”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Manuel Lopes, ferreiro, confirmou a história, indicou os nomes dos protagonistas “e outros mais que por ser de noite e estarem embuçados e arrimados às paredes com suas armas se não conheceram”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Estas foram as testemunhas presenciais. O comissário, porém, não estaria satisfeito com os depoimentos recolhidos em Vila Flor e transferiu sua mesa de audiências para o vizinho concelho de Vilas Boas. Acaso alguns teriam receio que os vissem ir apresentar-se em Vila Flor. Nesta vila recolheu então mais depoimentos, das seguintes pessoas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Luís Borges de Macedo, tabelião, contou que a história da prisão corria por todo o lado e acrescentou mais um episódio comprometedor para Julião e seu filho Luís Henriques dizendo “que ele testemunha, estando no lugar de Samões, em casa do padre frei Pêro Esteves (recordam-se do episódio do copo de vinho?) que ao tempo vivia em casa de sua mãe, falando com Julião Henriques e seu filho Luís Henriques, eles ambos disseram a ele testemunha que, já que Lopo Machado lhe tinha preso seu filho e seu irmão, que era o mal que lhe podia fazer a eles, o haviam de destruir e pôr portas e para isso se haviam de fintar os da nação (…) e de quantos há em Vila Flor, só 5 ficaram por fintar (…) e que tudo determinaram por ódio ao Santo Ofício e seus ministros”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* O capitão Francisco Lopes disse que ouviu contar a história do assalto a pessoas de fé e de crédito. Sobre a finta, disse que “cada cristão-novo contribuiu com 5 mil reis”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Francisco Nunes também ouviu contar a história e acrescentou que Rodrigo Fernandes se gabava de ter lhe atado as mãos atrás das costas e lhe dissera que “por Lopo machado lhe ter prendido o irmão, nunca mais havia de ser juiz, nem pôr os pés na terra e que para esse intento que tinham de o desterrar, haviam de fazer finta com os demais da nação da dita Vila Flor”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* O padre Domingos Fernandes Trigo, esse contou ainda uma outra história segundo a qual, 6 meses antes, os mesmos assaltantes “com muitas armas de fogo” tinham montado uma emboscada na Portela da Forca, à saída de Vila Flor para Vilas Boas, para matar Lopo Machado que ali tinha ido. E a emboscada só não resultou porque eles mandaram um moço por espia para que viesse à frente avisá-los da saída de Lopo Machado “o qual moço achando-o a ele testemunha, lhe contou tudo em segredo, pedindo-lhe que o não descobrisse” e depois ele testemunha “levou Lopo de noite por um outro caminho extraordinário até o meter em sua casa, para o livrar de que o não matassem”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Como atrás se disse, apareceram efectivamente pessoas de Vila Flor a dar seus depoimentos em Vilas Boas. Certamente que não gostavam que se soubesse e possivelmente receavam represálias. Mas vejamos esses depoimentos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Gonçalo Ribeiro Teixeira disse que naquela noite, logo em seguida ao “crime”, foi com Jacinto Machado, filho de Lopo Machado, a casa de Francisco de Sampaio, a contar tudo e, naturalmente, a pedir a intervenção deste, na qualidade de senhor da terra e que no dia seguinte “o viu (Lopo Machado) em uma besta de albarda com grilhões nos pés e o quiseram arrematar com uma corda”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* O licenciado Lucas de Gouveia de Madureira referiu que a história era do conhecimento público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Gregório Gomes Botelho também não adiantou mais pormenores, o mesmo acontecendo com Francisco de Leão que, nessa mesma noite, também foi preso e metido na mesma cadeia, mas por ordem do ouvidor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Feitas estas diligências, não demorou o comissário Domingos Carneiro a enviar o sumário para a Inquisição de Coimbra. E, no dia 23 de Dezembro de 1644, na Mesa do Santo Ofício e a requerimento do promotor “pareceu a todos os votos que eram as culpas bastantes para serem presas nos cárceres do Santo Ofício os seguintes:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Luís Henriques e Rodrigo Fernandes, filhos de Julião Henriques;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Branca Rodrigues, mulher do dito Julião Henriques e que só a dita Branca Rodrigues seja presa com sequestro de bens, visto ter culpas de judaísmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;E a maior parte dos votos pareceu também que fossem presos nos cárceres do Santo Ofício:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Rodrigo Fernandes, tio dos ditos Luís Henriques e Rodrigo Fernandes;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Francisco Vaz, o ganâncias;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Jerónimo Guterres, o indiano;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Jorge Fernandes, filho de Henrique Dias;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Manuel, neto do dito Henrique Dias e sem sequestro de bens, visto serem todos cristãos-novos e acharem-se presentes à prisão de Lopo Machado, que se fez em ódio ao Santo ofício, de que houve escândalo em Vila Flor”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Não vamos aqui analisar os processos instaurados a estes réus, pois alguns deles dariam matéria para trabalho de maior fôlego. Vamos apenas apresentá-los e indicar a respectiva sentença. Antes, porém, deverá reparar-se para as datas, verificando-se que os dois filhos de Julião, protagonistas do “assalto” a Lopo Machado, só foram presos uns 10 anos depois. E parece que o filho e o neto de Henrique Dias nem sequer foram presos, pois se não encontram seus processos. Certamente que fugiram para o estrangeiro. Vejamos então:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Branca Rodrigues – processo 6102 – 55 anos, filha de Diogo Henriques, rendeiro e de Genebra Alvim, casada com Julião Henriques. Presa pelo familiar da Inquisição Francisco de Gouveia de Vasconcelos, de Torre de Moncorvo, foi entregue em Coimbra em 31.1.1645. Saiu no auto de fé de 24.2.1647 condenada em 3 anos de degredo para Amarante e penas espirituais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Ainda antes do “assalto”, a “ficha” de Branca Rodrigues na Inquisição de Coimbra apresentava já outras denúncias. Vamos transcrever uma, feita por Manuel Alvarenga, boticário de Vila Flor, em 25.4.1642, perante o vigário geral da comarca de Torre de Moncorvo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;- Disse que defronte dele mora Maria Henriques, cristã-nova, mulher de Diogo Henriques Julião, a qual esteve escondida dois ou três meses antes do auto de fé último que se celebrou em Coimbra, temendo-se que dessem dela as Eminentas que lá estavam presas e não apareceu até que veio um neto do Eminente e lhe deu aviso e logo apareceu; em casa da qual Maria Henriques vê ele testemunha ajuntar de 5 anos a esta parte por muitas vezes, principalmente à sexta-feira à noite como tem reparado, Mécia Coutinho, cristã-nova, viúva do Gigante e sua irmã Leonor Coutinho cujo marido não sabe o nome e Beatriz Pereira e sua filha Branca Pereira mulher de António Mendes e Branca Rodrigues, mulher de Julião Henriques e Ângela Henriques, filha da Castelhana, que veio de Mogadouro, todas cristãs-novas as quais depois dele testemunha se recolher, vê que ficam na dita casa a qual vê mais alumiada que nos outros dias da semana e ao sábado vê ele testemunha algumas das sobreditas na dita casa…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Refira-se que o testemunho deste Manuel Alvarenga foi contestado e considerado suspeito porque “está casado com uma parenta de Lopo Machado e tem grande ódio a todas as pessoas da nação da dita vila porque lhe não compram suas mezinhas e mandam a Mirandela, a 3 léguas de distância, buscá-las a casa de outro boticário”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Luís Henriques Julião – processo 1093 – 42 anos, mercador, filho de Julião Henriques e Branca Rodrigues, morador em Orense, Galiza, casado com Filipa Dias. Foi preso em 14.5.1656, em Castro Laboreiro, quando se preparava para passar a fronteira de regresso a Orens, conduzindo um “rocim negro que vale 8 mil reis” o qual lhe foi sequestrado juntamente com 17 arrobas e 3 arráteis de cera que tinha, comprados em Castro Laboreiro e ia levar para Orense. Saiu no auto de fé de 23.5.1660, condenado em 2 anos de degredo para Castro Marim. De seu “curriculum vitae” consta que estivera 5 ou 6 meses em Lisboa onde levara carneiradas para vender; que estivera outro tanto tempo em Lagos, como guarda dos almandravas (armazéns de pesca do atum); que estivera 3 meses em Coimbra, por “demandas do fisco” e em Braga e Porto por razões de comércio. No seguimento da prisão de Lopo Machado fugiu com a mulher para a Galiza e foi para Pontevedra a tomar conta das salinas. Depois fixou-se em Orense viajando por Madrid, Valladolid e outras terras de Castela, em negócios. Na altura em que fugiu sequestraram-lhe os bens e entre eles contava-se uma vinha no sítio da Fonte do Olmo “que valia 10 mil reis e levava 16 jeiras de cava”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Rodrigo Fernandes Julião – processo 6981 – 37 anos, mercador, irmão do anterior. Preso em 20.6.1654, saiu no auto de fé de 18.4.\655, sentenciado em 2 anos de degredo na fronteira de Valença e ao pagamento de 20 mil reis para despesas do Santo Ofício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Rodrigo Fernandes Portelo – processo 6861 - tio dos anteriores, 66 anos, filho de João Rodrigues Portelo, mercador de panos e de Filipa Dias, casado com Catarina de Baeça. Preso em 6.2.1645, ouviu sua sentença em Mesa em 26.11.1646, sendo absolvido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Francisco Vaz, o ganâncias – processo 4016 – 52 anos, filho de António Lopes Faro e Branca Gomes, mercador e rendeiro, preso em 1645, morreu nos cárceres da Inquisição e teve sepultura religiosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;* Jerónimo Guterres, o indiano – processo 3996 – 47 anos, filho de Manuel Rodrigues e Ana Jerónima, casado com Leonor Gomes, preso em 1645. Foi absolvido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4461029982488648004?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4461029982488648004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-vi_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4461029982488648004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4461029982488648004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-vi_10.html' title='Retalhos da História de Vila Flor -VI'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8523882175674163531</id><published>2010-08-05T11:21:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T11:25:27.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOTAS'/><title type='text'>Antes do Santo ofício</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 14pt"&gt;D. Afonso V concede carta de contrato a Ben Venyste Piecho, judeu, mercador, morador em Torre de Moncorvo. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 14pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Datas 1455-03-20 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 14pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Localização física Chancelaria de D. Afonso V, liv. 15, fl. 156&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8523882175674163531?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8523882175674163531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/antes-do-santo-oficio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8523882175674163531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8523882175674163531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/antes-do-santo-oficio.html' title='Antes do Santo ofício'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8719181049798923907</id><published>2010-08-04T09:26:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T09:41:47.028-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor V</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLITICA?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A PRISÃO DO FAMILIAR DA INQUISIÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Tinha-se o sol já posto e a noite começava a cerrar-se sobre Vila Flor, naquele dia primeiro de Setembro de 1644. O tempo mantinha-se morno e, apesar do escuro, muitos moradores seroavam na rua, sentados nos poiais e soleiras das portas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Lopo Machado Pereira atrasou-se um pouco lá pelos cabeceiros da Vilariça onde tinha ido ver a vinha, que as vindimas estavam à porta. Regressava a casa, montado no seu esplêndido cavalo castanho. Vinha pela rua da Fonte e entrou na vila pela porta sul, seguindo pela rua Direita, também chamada rua Nova desde a altura em que a sinagoga dos judeus se fechou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Aquela não era a rua mais direita para sua casa, sita lá para as bandas da Portela. Mas vinha por ali com intenção de deitar um olho a ver como as coisas andavam. É que ele, além do estatuto de nobreza e do rendoso ofício de juiz dos órfãos, ostentava o colar de familiar da Inquisição e sentia-se investido na santa obrigação de zelar pela pureza da fé e dos costumes, numa terra que todos sabiam estar infestada de cristãos-novos judaizantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vinha por aquela rua, que era onde morava a maioria dos marranos da vila. E, muito em especial, queria manter apertada vigilância sobre a família de Julião Henriques que ele despachou há quase um ano para a cadeia de Coimbra, assim como a seu filho Diogo Henriques Julião.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Aliás, ele andava um tanto intrigado desde há uns tempos, pois lhe constara que os cristãos-novos de Vila Flor se quotizaram, dizendo-se que cada um entrou com 5 mil reis. Constava que esse dinheiro se destinava a conseguir em Lisboa um bom advogado ou alguém poderoso que fosse capaz de lhes alcançar da corte d´el-rei D. João IV um despacho favorável. Que despacho e que favor tão importante seria esse?! – perguntaria Lopo Machado a si próprio naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E também lhe vinham à memória as ameaças proferidas contra ele por Julião Henriques e seus filhos e parentes de que o haviam de destruir e não havia de prender mais gente. E muitos amigos lhe estranhavam que, dadas as inimizades com os Juliões, ele lhe andasse sempre a passar à porta, em nítida atitude de provocação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;De repente, saídos de uma esquina, um grupo de homens, todos cristãos-novos, saltaram-lhe à frente e, segurando-lhe as rédeas do cavalo, derrubaram o cavaleiro. E apareceu uma mulher, com um archote de palha, a alumiar-lhe bem a cara e a gritar-lhe insultos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ladrão! Agora pagarás pela prisão do meu homem e do meu filho, que foi injusta!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Chamava-se Branca Rodrigues e, enquanto proferia insultos, chegava a luminária bem à frente da cara do fidalgo. E continuava despejando insultos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ladrão! Mostra bem essa cara de malvado! Deixa-me ver esses olhos de maroto! Agora pagarás pelo meu homem e pelo meu filho, que mos tens presos, falsamente!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Acorreu gente, destacando-se entre todos o alcaide António do Sil, o juiz ordinário e presidente da câmara Agostinho Valente Pinto e o ouvidor do conde de Sampaio, Manuel Correia da Fonseca – as autoridades maiores da terra – naturalmente seguidos pelos quadrilheiros ou homens do regimento, que cumpriam as tarefas de policiamento da vila. E acorreram também familiares e amigos de Lopo Machado, gritando “aqui d´el-rei, que matam D. Lopo!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFmVbCeXbUI/AAAAAAAAAcw/yvTI62Ypf9M/s1600/vilari%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501592711563013442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFmVbCeXbUI/AAAAAAAAAcw/yvTI62Ypf9M/s320/vilari%C3%A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fotografia do vale da Vilariça, que une Vila Flor e Torre de Moncorvo.LB&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Branca Rodrigues não se amedrontou com a chegada das autoridades e dos “polícias! E muito menos o seu filho Luís Henriques, que capitaneava os agressores. Antes, orgulhoso, face à intimidação do alcaide que lhe dava ordem de prisão, ele levantou a vara da justiça que todos reconheceram pertencer ao meirinho da correição de Torre de Moncorvo enquanto tirava do bolso um pergaminho que deu a ler ao juiz, declarando:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Veja vossa senhoria que isto é um mandato de prisão e que, como aí se diz, tem vossas senhoria e todas as autoridades o dever de me ajudar a meter este homem na cadeia e guardá-lo até ser entregue ao meirinho da correição. Juntamente com o juiz, o ouvidor e o alcaide debruçaram-se sobre o escrito e leram, com Branca Rodrigues a fazer luz com o archote. A letra era bem familiar àqueles homens da governança da vila, bem como a assinatura e o selo que a autenticava. E a ordem era bem clara:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Eu, André Barreto Ferraz, corregedor desta comarca de Torre de Moncorvo, por este meu escrito e assinado, dou poderes a Luís Henriques Julião, morador na vila de Vila Flor, para que, como meirinho desta correição, possa prender a Lopo Machado, morador na dita vila, por culpas mui graves que dele há neste juízo e preso o trará à cadeia desta vila e poderá o dito Luís Henriques, com este mandato, requerer para isso todo o favor e ajuda às justiças desta comarca, a qual lhe darão da maneira que ele requerer, sob pena de suspensão de seus ofícios; e feita a dita prisão não poderá o dito Luís Henriques usar o dito mandato em outra diligência porque só por esta vez lhe dou este poder, por assim convir ao serviço de Sua majestade; e para o trazer preso á cadeia desta vila poderá pedir ajuda às pessoas que lhe convier, à custa do dito Lopo Machado. Dado nesta vila de Torre de Moncorvo, feito e assinado por mim, de minha letra e sinal, aos 30 dias de Agosto de 1644. Ferraz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E assim se procedeu. O juiz mandou buscar as chaves da cadeia e para lá seguiram. E mandou também chamar o tabelião António Borges de Castro, para que lavrasse o competente auto de prisão. No auto queria ele anexar o mandato de prisão, mas Luís Henriques pediu-lhe que o deixasse ficar com ele, para sua própria defesa. O juiz concedeu. E porque não houvesse carcereiro ou ele não garantisse a segurança da prisão, o juiz ordenou que ficasse Luís Henriques e seu irmão Rodrigo Fernandes de guarda à cadeia durante a noite. Entretanto, já o filho de Lopo Machado tinha ido ter com Francisco de Sampaio intercedendo com ele para que acudisse a seu pai. E também o seu ouvidor tinha ido contar-lhe o sucedido e dizer-lhe que a prisão fora executada por ordem do corregedor e com aviso de Sua Majestade. E Luís Henriques, por seu turno, teria já despachado um amigo para Torre de Moncorvo a informar o corregedor e o meirinho que o homem estava preso aguardando transferência para a cadeia da sede da comarca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Efectivamente, ao outro dia, apareceu o meirinho com 3 ou 4 homens e, também na presença do juiz Agostinho Valente Pinto, o preso foi colocado em cima de um jumento, com grilhões nos pés. Queriam também prender-lhe as mãos atrás das costas e arrematá-lo com cordas à albarda do jerico. Porém, e por insistência do capitão de milícias Jerónimo de Morais e do fidalgo Gregório Montes Botelho, foi poupado a esse vexame.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Imagine o leitor a multidão de mirones à porta da cadeia e pelas ruas da vila e os comentários que correram a terra sobre o caso. Um homem da nobreza, juiz dos órfãos e familiar do Santo Ofício feito prisioneiro de um cristão-novo e judaizante, insultado e vilipendiado pelos “judeus” da terra!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Para além do mais, era um golpe tremendo no prestígio de uma instituição tão sagrada e temida como o Santo Ofício, que tinha o poder do papa e de Deus para julgar não apenas os actos mas até a consciência das pessoas! O caso vinha minar a sua autoridade e enfraquecer a segurança dos familiares e comissários da Inquisição, que de futuro, se esquivariam a executar as prisões e outras ordens vindas de Coimbra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Sigamos agora para o Torre de Moncorvo onde Lopo machado foi metido na prisão, esta dotada já de carcereiro que garantia a segurança e às ordens do corregedor. Porém e estranhamente, não foi longa a sua estadia no cárcere, que logo na primeira noite fugiu, certamente ajudado e por intervenção de alguém muito poderoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Aqui fazemos um parêntese para dizer que em Portugal se travava então uma feroz luta pelo poder, entre o rei D. João IV e a Inquisição, com a nobreza, o povo e a própria igreja católica completamente divididos. Na verdade, por detrás da capa da religião e dela se servindo, assistia-se a uma verdadeira guerra política e a sociedade agrupada em dois blocos: o partido dos cristãos-novos e o partido da Inquisição. A prisão do Inquisidor Mor e a morte na fogueira do capitão Manuel Fernandes Vila Real foram os dois episódios mais marcantes dessa luta cujos efeitos se sentiam também na Torre de Moncorvo e particularmente em Vila Flor. (1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;1 – ANDRADE, António Júlio e GUIMARÃES, Maria Fernanda, A Tormenta dos Mogadouro na Inquisição de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8719181049798923907?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8719181049798923907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-v.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8719181049798923907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8719181049798923907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/retalhos-da-historia-de-vila-flor-v.html' title='Retalhos da História de Vila Flor V'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFmVbCeXbUI/AAAAAAAAAcw/yvTI62Ypf9M/s72-c/vilari%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2831786767925177991</id><published>2010-08-03T10:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T10:48:12.312-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>HA - LAPID 1931</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFhWGpF1cNI/AAAAAAAAAcQ/L2IJ306KIl4/s1600/had.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 280px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501241616942592210" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFhWGpF1cNI/AAAAAAAAAcQ/L2IJ306KIl4/s400/had.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2831786767925177991?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2831786767925177991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/ha-lapid-1931.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2831786767925177991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2831786767925177991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/08/ha-lapid-1931.html' title='HA - LAPID 1931'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFhWGpF1cNI/AAAAAAAAAcQ/L2IJ306KIl4/s72-c/had.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8298901858474206972</id><published>2010-07-31T10:34:00.001-07:00</published><updated>2010-07-31T10:44:07.847-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor IV</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 70.8pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;IV - O PROCESSO DE JULIÃO HENRIQUES&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Acaso receando tempestade, no seguimento da prisão de seu filho Diogo, Julião Henriques começou a vender alguns dos numerosos bens imobiliários, espalhando-se a notícia de que ele se preparava para fugir para o estrangeiro. E então, Lopo machado e outros esbirros da Inquisição e inimigos daquele, terão convencido o vigário geral da comarca para que, em nome da Mesa do Paço de Braga, ordenasse a sua prisão na cadeia da comarca, ao mesmo tempo que se mandava relatório para a Inquisição de Coimbra, redigindo-se o competente sumário da prisão. O próprio vigário, depois de o ter preso, escrevia para Coimbra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Porque é rico e poderoso, será muito conveniente que Vossas Senhorias mandem brevemente quem o guarde (e leve) para que não possam, com dinheiro, corromper o carcereiro, sem embargo que o tenho segurado com ferros, porque sinto que os cristãos-novos, a peso de ouro, o poderão tirar dela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E foi ao início de Janeiro de 1644, que Julião Henriques foi entregue a Lucas de Andrade, morador em Fonte Arcada, actual freguesia do concelho de Sernancelhe, que “a bom recato” o levou para Coimbra, depois de lhe fazer sequestro de bens e tomar 20 mil reis em dinheiro para custear transporte, alimentação e alojamento, que a Inquisição não oferecia tais serviços aos prisioneiros. (1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Para além das denúncias de judaísmo feitas por Lopo Machado, a ordem de prisão era sustentada por uma outra, feita 21 anos antes (!), em 17.1.1623, por Brites da Costa, de 26 anos, cristã-nova, casada com Fernão Nunes, nos seguintes termos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Disse que haverá ano e meio se achou em casa de sua tia Marquesa da Mesquita, com Manuel de Valença, seu irmão e com Julião Henriques e se declararam. (2).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Por 3 longos anos permaneceu Julião Henriques nas masmorras da Inquisição, acabando por sair no auto de fé de 25.2.1647 abjurando “de leve”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Não vamos aqui analisar os trâmites do processo que nada de especialmente relevante apresenta, para além da extensa genealogia de sua família, das “contraditas” da defesa e da relação de seus bens, ambas do maior interesse para a história económica e social de Vila Flor naqueles tempos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Note-se, antes de mais, que ele se apresenta como rendeiro e saboeiro e estas actividades seriam a maior fonte de seus rendimentos. Uma segunda nota para referir que, afinal, esta gente também investia em propriedades rústicas e urbanas e não apenas no mundo dos negócios e da agiotagem, como muitas vezes se diz. E ainda uma referência para os olivais que possuía, referência esta bem significativa se nos lembrarmos que esta cultura só a partir do século XVI se espalhou pela região. E isso faz com que possamos considerar Julião Henriques como um dinâmico empresário agrícola. Mas vejamos então a relação que Julião Henriques ditou para o processo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Umas casas na rua da Fonte “sobradadas, 4 casas em cima e 4 lojas em baixo, que estima em 100 mil reis”, aonde morava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Outra casa ao Toural, sobradada, com 2 divisões em cima e 2 em baixo, avaliada em 30 mil reis. Estava emprestada a uma criada “sem pagar coisa alguma porque lha dava de amor e graça”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Um palheiro na rua da Fonte a que chamam Lagareta e que vale 4 ou 5 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Em Vilas Boas, na praça, tinha uma casa térrea que valeria 4 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Em Candoso, tinha parte de uma casa a qual estava vendida por 2 mil reis, mas ainda lhe não tinham pago.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- No sítio do Cardal tinha uma terra que costumava semear de cereal e que levava 25 alqueires e valeria uns 15 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- No Vale das Vinhas tinha uma vinha avaliada em 20 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Na freguesia de vale Frechoso possuía um casal que andava arrendado por 7 alqueires de centeio, valendo uns 7 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Em Vila Flor, no sítio do Jazigo, tinha um olival “todo tapado sobre si” que valia 70 mil reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Outro olival, também murado, no termo de Meireles, no valor de 20 mil reis. E por cima deste olival tinha uma “leirinha” de 7 oliveiras que valiam 1 500 reis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Outro olival, igualmente “tapado sobre si” que valeria 3 mil reis no termo de Vale da Sancha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Estes eram os bens imóveis de Julião Henriques. Dos móveis disse que sua mulher daria melhor conta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E se esta relação de bens tem interesse para o estudo da ocupação do espaço urbano de Vila Flor e da sua geografia económica, não menos interesse para a história da comenda da Ordem de Cristo na área de Torre de Moncorvo terá a relação dos cereais que ele tinha fornecido e cujo pagamento lhe deviam. Vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFRfAGxQ83I/AAAAAAAAAbI/WDRqS3RCuts/s1600/moncorvo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500125500348101490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFRfAGxQ83I/AAAAAAAAAbI/WDRqS3RCuts/s320/moncorvo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Dos frutos da comenda tinha vendido fiado 206 alqueires de cereal a moradores do Larinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Outros 200 alqueires de trigo, centeio e cevada em Açoreira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Outros 200 de centeio em Estevais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Também na Horta da Vilariça, 200 alqueires de trigo, centeio e cevada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Deixou nas tulhas da mesma comenda em Felgar e Felgueiras, uns 800 alqueires de cereal, enquanto na tulha da Torre de Moncorvo ficaram uns 300 alqueires.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Para além de rendeiro da comenda da Ordem de Cristo em Torre de Moncorvo, Julião Henriques trazia arrematadas outras rendas, nomeadamente na 2Fábrica dos Estevais” e no concelho do Vilarinho da Castanheira onde deixou pão “repartido” pelos moradores e ainda não pago, para além de 200 alqueires em tulha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Curioso que neste rol de devedores de Julião Henriques se incluía o juiz de fora de Torre de Moncorvo, dr. Manuel Correia Freire e o escudeiro Francisco de Almeida e ambas as dívidas respeitavam a cereal fornecido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Os restantes devedores eram todos lavradores e as dívidas provenientes de “bois de renda” e isso é interessante para o estudo da vida quotidiana de então. Vejam dois casos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Manuel Pinto, morador em Samões “lhe trás um boi castanho que vale 3 mil reis e dando o dito Manuel Pinto os ditos 3 mil reis é o boi seu, porque com essa condição lho comprou, com obrigação de cada ano lhe lavrar 3 jeiras de terra”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;António Queijo, lavrador de Candoso “tem em seu poder uma vaca que será de 4 anos, cor castanha, que vale 2 500 reis e lhe pagava cada ano 5 ou 6 alqueires de centeio e do aluguer lhe não deve nada porque lha comprou este ano”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 3869, de Julião Henriques.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 3857, de Brites da Costa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Fotografia de Torre de Moncorvo.A.P.L.B.&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8298901858474206972?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8298901858474206972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/retalhos-da-historia-de-vila-flor-iv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8298901858474206972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8298901858474206972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/retalhos-da-historia-de-vila-flor-iv.html' title='Retalhos da História de Vila Flor IV'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFRfAGxQ83I/AAAAAAAAAbI/WDRqS3RCuts/s72-c/moncorvo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7869069845218202224</id><published>2010-07-29T04:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-29T04:46:22.906-07:00</updated><title type='text'>Cátedra de Estudos Sefarditas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Helvetica, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Cátedra de Estudos Sefarditas faz referência, na sua página inicial, ao blog como um espaço a seguir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Helvetica, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Helvetica, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; color: rgb(32, 32, 32); font-size: 12px; "&gt;&lt;img height="85" alt="" src="http://www.catedra-alberto-benveniste.org/_fich/11/Capa_Jacob_de_Castro_Sarmento_1_.JPG" style="border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-style: initial; border-color: initial; float: left; margin-right: 4px; margin-bottom: 10px; height: 85px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: rgb(202, 202, 202); border-right-color: rgb(202, 202, 202); border-bottom-color: rgb(202, 202, 202); border-left-color: rgb(202, 202, 202); padding-top: 2px; padding-right: 2px; padding-bottom: 2px; padding-left: 2px; " /&gt;&lt;a href="http://www.catedra-alberto-benveniste.org/agendanoticias.asp?id=29" style="font-weight: bold; text-decoration: none; color: rgb(66, 107, 147); background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;strong&gt;Siga o Blog: OS JUDEUS EM TRÁS OS MONTES&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/&lt;br /&gt;Em destaque neste blog, entre muitos outros artigos de interesse, o Prefácio de Carla Vieira ao livro «Jacob de Castro Sarmento» de Maria Fernanda Guimarães e António Júlio Andrade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7869069845218202224?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7869069845218202224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/catedra-de-estudos-sefarditas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7869069845218202224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7869069845218202224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/catedra-de-estudos-sefarditas.html' title='Cátedra de Estudos Sefarditas'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7546903800702223917</id><published>2010-07-28T13:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T13:41:07.058-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor III</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFCT-RJ8YkI/AAAAAAAAAaQ/v7HI-o_1FTU/s1600/arcoDDinisGD.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499057842985656898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFCT-RJ8YkI/AAAAAAAAAaQ/v7HI-o_1FTU/s320/arcoDDinisGD.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;LOPO MACHADO - FAMILIAR DA INQUISIÇÂO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Lopo Machado era homem nobre de Vila Flor, juiz dos órfãos e familiar da Inquisição. Nesta última qualidade, ele era chamado a participar nas prisões que se efectuavam na terra em nome do Santo Ofício e esperava-se que mantivesse apertada vigilância sobre o procedimento dos cristãos-novos. E não desmerecia ele nesse papel de espião e informador, como se depreende da leitura de alguns processos, nomeadamente o de Julião Henriques, neto do físico / médico do mesmo nome de que atrás se falou. (1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Neste processo se apresenta uma longa exposição por ele enviada para Coimbra e que serviu de fundamento à ordem de prisão do citado Julião Henriques. (2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Começa o informador por contar que em Junho de 1638, foram presas em Vila Flor uma cunhada (Isabel Pereira) e uma sobrinha (Genebra Henriques) de Julião (mãe e filha) e que quem dirigiu tais prisões foi o corregedor da comarca, dr. António Cardoso de Sousa. Este, depois de efectuadas as prisões e “indo pousar a casa de um clérigo por nome Pêro Esteves, do lugar de Samões, meia légua da vila e dando-lhe o dito clérigo um copo de vinho com o qual morreu logo apressadamente, sem confissão e desde esse tempo até hoje a gente da nação, principalmente Julião Henriques, cabeça deles, corre com o dito clérigo e seus irmãos com muita amizade, o que deu muita suspeita a sua morte” (3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em Agosto seguinte, foi presa uma outra filha de Isabel, chamada Eva Pereira e outras prisões se seguiram em nome da Inquisição, sendo corregedor da comarca o dr. Jerónimo de Medeiros Correia. E, contava Lopo Machado, que Julião Henriques (“cabeça desta gente”) e seus filhos andaram “perturbando grandemente” as diligências do Santo Ofício “só a fim de intimidarem” o novo corregedor. (4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em Dezembro de 1642, foi presa uma Brites Gomes, mulher de Lopo Cardoso e quem executou a prisão e procedeu ao sequestro e inventário dos bens foi o provedor da comarca, dr. Bernardo de Morais e o familiar Machado que fora também o denunciante. Nesta prisão terá havido algumas irregularidades e terá sido feito por ordem da Mesa do Paço e não da Mesa do Santo Ofício. E esta e outras atitudes “irregulares” de Lopo Machado terão sido objecto de reclamação por parte de Julião Henriques e dos cristãos-novos de Vila Flor e será uma das razões que levarão estes a alcançar um mandato de prisão (nos tribunais civis, não nos da Inquisição) contra o mesmo Lopo Machado, como adiante se verá. Agora o familiar queixava-se de que andavam a pressionar e a intimidar o provedor da comarca. (5)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Depois, em data que não conseguimos apurar porque não foi possível encontrar o respectivo processo na Torre do Tombo, foi preso, estando lugar de Sampaio, pelo familiar Lopo Machado, um filho de Julião Henriques, Diogo de seu nome. E essa foi a gota de água que fez o copo extravasar. Vejamos só o comentário feito pelo próprio familiar e enviado para a Inquisição de Coimbra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Tanto que eu prendi Diogo Henriques, os mais logo se fintaram contra mim e todos os que nessa ocasião ajudaram dando 5 mil reis cada um, sendo que passam de 100, fazendo-se o dito Julião a cabeça deles, assinaram capítulos falsos que deram a Sua majestade de mim; e desta sorte escreveram com o corregedor desta comarca, André Barreto Ferraz, natural de Aveiro, que por respeito os favorece demasiadamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Registe-se a informação de que os cristãos-novos (agrupamentos familiares, certamente) eram mais de 100 e o facto de o familiar da Inquisição acusar o corregedor da comarca (a maior autoridade civil da região) de cumplicidade com os cristãos-novos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Lopo Machado concluía este ponto da sua exposição dizendo que por isso os cristãos-novos “se gabam poucamente que pois me hão-de destruir e não hei-de prender outros”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Apresentava, em seguida, dois casos concretos exemplificando como os cristãos-velhos se recusavam a exercer cargos e a servir de testemunha contra os cristãos-novos. Um deles, Francisco Gomes, de Santa Comba da Vilariça, recusou exercer o cargo de juiz da vara para que foi nomeado em Dezembro de 1643 pala câmara municipal, devido às ameaças que lhe fizeram por ter testemunhado contra o dito Diogo Henriques Julião. O outro “perseguido” foi Humberto Rodrigues Pimental, que ajudou a executar a mesma prisão e ficou depositário dos bens do prisioneiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E depois de apresentar estes dois casos, por ele considerados exemplares, escrevia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Tem dado nesta vila e comarca notável escândalo ver que as pessoas que fazem diligências do Santo Ofício e os que ajudam são desta sorte perseguidos pela gente da nação e por estas razões hão medo e não se atrevem a dizer as verdades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mais apresentava alguns casos de pessoas que testemunharam falsamente, em favor de cristãos-novos e duas denúncias de comportamento contrário à religião católica e merecedores de intervenção do santo tribunal. Uma deles, referente a Rodrigo Fernandes e outros que se puseram a zombar e a arremedar os clérigos à passagem de uma procissão, em Vilas Boas. A outra era contra Julião Henriques que, como rendeiro da vila de Frechas, tinha obrigação de dar “azeite para semear (acender) a lâmpada do Santíssimo Sacramento” e indo-lho o mordomo a pedir, ele terá respondido “com muito desprezo, que a semeassem com lama”. E que, sendo presente um António Rodrigues, sapateiro, este lhe aconselhou a que tivesse cuidado com o que dizia, respondendo Julião “que ele era judeu e disso se prezava”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Lopo machado terminava o seu relatório denunciando mais uma ameaça feita presumidamente por Julião Henriques e seus pares, nos seguintes termos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Pois os prenderam, hão-de fazer ir à Inquisição todos quantos há nesta vila, cristãos-velhos e cristãos-novos; gabando-se de serem poderosos e ter dinheiro, acabam por difamar a santa Inquisição, pois dizem que este Novembro próximo passado, mandaram um macho com uma carga de presuntos de peita (suborno) a um ministro da santa Inquisição da Mesa Grande, só a fim de que a gente de pouco entendimento lhe haja medo e não se atreva a dizer o que souberem. Porque este povo está tão intimidado e esta comarca tão escandalizada, que os homens de mais conta afirmam que na cristandade não aconteceu outro caso como este, pois estando em Portugal, haviam os homens de ser perseguidos por defender a lei de Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ao ler um relatório desta natureza, adivinha-se naturalmente uma luta bem renhida entre as comunidades cristã-nova e cristã-velha de Vila Flor, sendo cabecilhas desta luta o “judeu” Julião Henriques e o familiar da Inquisição Lopo machado Pereira. E se D. Lopo contava os dias à espera que a Inquisição de Coimbra mandasse ordem para se prender Julião Henriques, este alimentava forte esperança de que Sua Majestade, o recém aclamado rei D. João IV passasse alvará para o corregedor da comarca de Torre de Moncorvo meter na cadeia o juiz dos órfãos de Vila Flor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimães&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;1 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 3869, de Julião Henriques.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 3869, f. 16 e seguintes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo1841, de Isabel pereira, processo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Genebra Henriques (processo 21843) era casada com Diogo da Mesquita Munhós que então estava também preso na cadeia da Inquisição de Coimbra (processo 7067).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;4 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 2174, de Eva Pereira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;5 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 6105, de Brites Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7546903800702223917?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7546903800702223917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/retalhos-da-historia-de-vila-flor-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7546903800702223917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7546903800702223917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/retalhos-da-historia-de-vila-flor-iii.html' title='Retalhos da História de Vila Flor III'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TFCT-RJ8YkI/AAAAAAAAAaQ/v7HI-o_1FTU/s72-c/arcoDDinisGD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-1007303936565925359</id><published>2010-07-27T07:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T07:05:26.025-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>HA- LAPID II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TE7nE3t0lgI/AAAAAAAAAYw/5C_Fm7Dvj3M/s1600/bb.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 228px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498586265927587330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TE7nE3t0lgI/AAAAAAAAAYw/5C_Fm7Dvj3M/s320/bb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-1007303936565925359?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/1007303936565925359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/ha-lapid-ii.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/1007303936565925359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/1007303936565925359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/ha-lapid-ii.html' title='HA- LAPID II'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TE7nE3t0lgI/AAAAAAAAAYw/5C_Fm7Dvj3M/s72-c/bb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-4939255463859608460</id><published>2010-07-25T14:05:00.001-07:00</published><updated>2010-07-25T14:14:26.454-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>Retalhos da História de Vila Flor</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 70.8pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;II - JULIÃO HENRIQUES, MÉDICO EM VILA FLOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Julião Henriques pode ser considerado o patriarca de uma importante família de cristãos-novos de Vila Flor cujos membros forneceram fartura de carne aos inquisidores - para usar uma expressão que terá ganho foros de escândalo entre alguns cardeais da Cúria de Roma horrorizados com as notícias de abusos que lhe chegavam praticados pela Inquisição espanhola e preocupados com a determinação e teimosia do rei D. João III no estabelecimento do tribunal do Santo ofício em Portugal. (1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Da sua biografia pouco sabemos. Apenas o nome de seus pais e irmãos e que era casado com Branca Coutinho, filha de Leonel Fernandes, rendeiro, que foi preso pela Inquisição de Coimbra em 1558 (2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;De seus filhos, muito haverá que dizer, especialmente de Pêro Henriques Julião que casou em Torre de Moncorvo com Francisca Vaz e ambos tiveram hospedagem nas masmorras do Santo Ofício. Ele era, de certeza, um dos homens mais ricos e mais considerados da região trasmontana e só assim se compreende que fosse escolhido pelo “governo da comarca” (corregedor, provedor e almoxarife) para o cargo de “depositário do dinheiro das obras públicas do reino”. E também foi escolhido pelos seus confrades para repartidor da finta lançada entre “a gente da nação” para a compra do perdão geral concedido pelo rei Filipe e pelo Papa aos cristãos-novos portugueses; em 1605, que estavam presos nas cadeias das Inquisições de Espanha e Portugal.(3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Voltando ao patriarca, diremos que ele é apresentado como físico e médico e que a sua vida se repartia entre Castela e Trás-os-Montes, sobretudo entre as localidades de Vilvestre e Vila Flor, indicadas como terras de sua residência. E sabemos que foi denunciado como judaizante na visitação que fez a Torre de Moncorvo o dr. Jerónimo de Sousa, em Março de 1583, enviado pela Inquisição de Coimbra. (4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Estando então o dr. Jerónimo de Sousa em Torre de Moncorvo, na “casa da Inquisição”, no dia 23 daquele mês e ano, aí compareceu um tal Bartolomeu Fernandes, cristão-velho, de 35 anos, casado, porteiro, que fez a seguinte declaração: (5)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Disse que haverá onze anos pouco mais ou menos, morando ele com Álvaro Vaz, cristão-novo, mercador, morador nesta vila, que ora está casado com uma irmã de Julião Henriques (…) morando assim com ele vindo uma vez de Castela no dito tempo com panos, passaram a barca de Silvestre de noite e se vieram agasalhar em Freixo de Espada à Cinta, em casa de uma viúva que se chamava a de Burgos chama-se Branca Francisca Rodrigues cristã-nova, estalajadeira e aí veio ter com o dito seu amo Julião Henriques, físico, que então morava em Silvestre e agora mora em Vila Flor e dois filhos da dita estalajadeira (…) e depois de terem ceado, já muito de noite, ele denunciante se foi deitar em cima de uma carrega (sic) na mesma casa onde estavam e depois de ele denunciante se deitar, fez que dormia, e o dito seu amo com os mais cristãos-novos e a estalajadeira e duas filhas suas, mulheres, se ajuntaram junto do fogo e mandaram pôr uma mesa com um lambel por cima e puseram duas velas em dois castiçais, acesas na dita mesa, e entre estas velas puseram um livro de quarto que poderia ter duas mãos de papel, e o abriram e cada um deles lia pelo dito livro; e o primeiro que começou a ler foi Julião Henriques e o segundo foi o amo dele denunciante, e assim corria todos, e cada um lia seu pouco; e acabando cada um de ler, dava uma palmada no livro e o passava a outro; e ele denunciante não entendeu nem pode entender a língua do dito livro, somente entendia algumas vezes, mexiam, levantavam as mãos dando palmadas e que as mulheres não liam, mas iam tocar no dito livro e se tornavam a sentar; e depois se levantaram e estiveram todos em pé um grande pedaço, sem ele denunciante entender o que eles diziam; e acabando isto, cerraram o livro e a velha estalajadeira o foi meter em um cortiço em que tinha sal, a um canto do lar, em entrando à mão esquerda; e enquanto estiveram na dita cerimónia, um neto da dita estalajadeira ia a ver se dormia ele denunciante…(6)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEynTxi71sI/AAAAAAAAAYI/lqyalrtjvFI/s1600/igrejaMatrizNoiteGD.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497953203271751362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEynTxi71sI/AAAAAAAAAYI/lqyalrtjvFI/s400/igrejaMatrizNoiteGD.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimães&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;1 – HERCULANO, Alexandre – História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, tomo III, p. 268.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;2 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 2182, de Leonel Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;3 – IANTT, Inquisição de Coimbra, processo 5814, de Pêro Henriques Julião. Processo 5022, de Francisca Vaz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;4 – Antes de entrar ao serviço da Inquisição de Coimbra, o dr. Jerónimo de Sousa foi prior da igreja de Vila Flor. E já então revelava um extraordinário zelo inquisitorial, como se vê das actas dos interrogatórios que lhe mandavam fazer. A este respeito é exemplar o relatório que anexou no processo nº 458 da Inquisição de Coimbra, referente a Manuel Lopes, de Vila Flor. Nesse relatório, datado de 23.10.1577, ele permitia-se dizer que não interrogou algumas testemunhas, como lhe fora ordenado, “por não serem da terra, como também por não fazer estrondo (…) e eu porque trazem o olho em mim, não ouso de perguntar isto miudamente, somente noto o que acaso ouço sem perguntar”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E permitia-se até aconselhar os inquisidores escrevendo que “ deviam vossas mercês usar um pouco mais de rigor neste caso porque estão aqui casas que tiveram mãe e filha escondidas e ainda se presume que está a filha; se estas pessoas fossem presas diriam a verdade; e também a mulher do alcaide de que há culpas de fautoria não deixa com o poder do marido de contar tudo o que pode porque os dias passados morreu aqui um cristão-novo paralítico e começava de falar; morreu uma noite e subitamente; disseram que o mataram com peçonha”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E não bastando o relatório com tantas insinuações e conselhos, Jerónimo de Sousa escolheu então uma pessoa de toda a sua confiança para ir pessoalmente a Coimbra explicar todos os pormenores do processo – Gaspar da Rosa (tabelião, inimigo figadal dos cristãos-novos) e sua mulher.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;5 – Sobre esta visitação ver: ANDRADE, António Júlio e GUIMARÃES, Maria Fernanda – Subsídios para a História da Inquisição em Torre de Moncorvo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;6 – IANTT, Inquisição de Coimbra, liv. 662.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A mulher de Álvaro Vaz chamava-se Catarina Henriques. E eles foram os pais de Filipa Henriques, que casou com Vasco Pires Isidro e de Francisca Vaz, que casou com Pêro Henriques Julião, todos moradores em Torre de Moncorvo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;(foto da Junta de Freguesia de Vila Flor)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-4939255463859608460?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/4939255463859608460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/retalhos-da-historia-de-vila-flor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4939255463859608460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/4939255463859608460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/retalhos-da-historia-de-vila-flor.html' title='Retalhos da História de Vila Flor'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEynTxi71sI/AAAAAAAAAYI/lqyalrtjvFI/s72-c/igrejaMatrizNoiteGD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-6916292868675809847</id><published>2010-07-24T15:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T15:57:38.193-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>PORTO, HA - LAPID.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEtu5fASWmI/AAAAAAAAAXU/zGKRexpa6RM/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 282px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497609703990123106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEtu5fASWmI/AAAAAAAAAXU/zGKRexpa6RM/s400/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEtutQXdlCI/AAAAAAAAAXM/GRW4K12hh3U/s1600/2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 248px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497609493902365730" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEtutQXdlCI/AAAAAAAAAXM/GRW4K12hh3U/s400/2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-6916292868675809847?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/6916292868675809847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/porto-ha-lapid.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6916292868675809847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/6916292868675809847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/porto-ha-lapid.html' title='PORTO, HA - LAPID.'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEtu5fASWmI/AAAAAAAAAXU/zGKRexpa6RM/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-5138394951226421350</id><published>2010-07-23T15:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T15:11:18.483-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AMÍLCAR PAULO'/><title type='text'>FELGUEIRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEoTHYKCIpI/AAAAAAAAAWs/FExWzaRpA5Q/s1600/felg.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497227312623657618" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEoTHYKCIpI/AAAAAAAAAWs/FExWzaRpA5Q/s400/felg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Amílcar Paulo,1956&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-5138394951226421350?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/5138394951226421350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/felgueiras.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/5138394951226421350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/5138394951226421350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/felgueiras.html' title='FELGUEIRAS'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEoTHYKCIpI/AAAAAAAAAWs/FExWzaRpA5Q/s72-c/felg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2656033851081733410</id><published>2010-07-22T10:48:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T11:04:35.381-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>VILA FLOR</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;AS FAMÍLIAS HENRIQUES JULIÃO E LOPO MACHADO NA INQUISIÇÃO DE COIMBRA.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;QUESTÃO RELIGIOSA OU LUTA POLÍTICA?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 70.8pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Retalhos da História de Vila Flor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;I - INTRODUÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A comunidade judaica de Vila Flor remonta possivelmente à época da fundação do município, em 1286, pelo rei D. Dinis e da construção das suas muralhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Esta afirmação baseia-se no facto de a sua judiaria se situar dentro do pequeno recinto amuralhado, junto à porta sul, a única que ficou perdurando até aos nossos dias. A propósito, escreveu o autor de Portugal e Moderno – dicionário geográfico impresso a partir de 1873:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Também se vêem ainda junto da mencionada porta, intra-muros, bastantes casas velhíssimas, formando bitesgas que a tradição aponta como resto da judiaria que houve nesta povoação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt; (1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Por outro lado, há também a tradição popular, confirmada por muitos vestígios arqueológicos, que aponta para a rua do Saco como pertencendo à judiaria. Com efeito, ali se vêem várias casas com cruzes esculpidas nas ombreiras das portas. Tais cruzes serão marcas que procuravam evidenciar para o mundo exterior a adesão ao cristianismo, dos locatários das casas.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E também se diz que a porta do Rossio, mandada demolir pela câmara municipal em 1868, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;dava para a velha judoaria.&lt;/i&gt; (2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Para além disso, há muitos nomes de judeus moradores em Vila que nos aparecem em documentos régios do século XV. Só nos livros da chancelaria de D. Afonso V, são identificados mais de 3 dezenas, como mostra Maria José Ferro Tavares. (3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;De certo, será necessário proceder a criteriosos estudos de arqueologia judaica para esclarecer tudo isto mas estamos convictos de que a judiaria de Vila Flor não seria fechada sobre si e que desde muito cedo a população judaica ocupou largo espaço urbano, dentro e fora da muralha dionisíaca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A existência da judiaria de Vila Flor é também testemunhada por vários documentos, nomeadamente uma carta de D. Afonso V, de 1439, confirmando os privilégios da comuna dos judeus e uma certidão de 1525 de uma carta em que o rei D. Manuel faz mercê a Francisco Vaz de Sampaio de 30 mil reis de tença, cada ano, em sua vida, em satisfação das rendas das judiarias de Torre de Moncorvo e Vila Flor. (3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Acerca deste período da história da vila e da sua comuna de judeus, o abade de Miragaia deixou-nos o seguinte retrato:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Até o fim do século XV foi terra importante e rica. Era habitada então por grande número de judeus que a tornavam florescente pela indústria e trato comercial de todo o género, incluindo a ourivesaria e joalharia, mas, pela bárbara e mal entendida expulsão dos judeus (…) começou a decadência de Vila Flor, porque não só perdeu a actividade e o génio mercantil e industrioso que caracterizaram sempre os israelitas, mas também os capitais que ao tempo eram apanágio quase exclusivamente seu. Assim veio a diminuir consideravelmente a população desta vila e muitos dos seus edifícios caíram em ruínas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt; (4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Na verdade, aquando do recenseamento geral da população, efectuado em 1527 – 30, a situação era a seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- A vila de Vila Flor é cercada e cerca derrubada; é de Fernão Vaz de Sampaio, com direitos e rendas; e vivem na dita vila e arrabaldes 151 moradores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt; (5)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Por moradores deverá entender-se agrupamentos familiares, o que correspondia a uma população de mais de 500 habitantes. E se a cerca (muralha) se encontrava derrubada, isso não significaria ruína da terra, antes pelo contrário a terra seria então muito progressiva e a população continuava em crescimento extravasando os muros, pois no século de 600 o autor de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Poblacion General de España&lt;/i&gt; diz que nela se contavam 400 fogos (quase 2000 habitantes) (6)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A hecatombe virá de seguida e dela falaremos mais adiante. Agora voltemos atrás, aos tempos mais próximos da fundação, mais precisamente ao ano de 1329, em que aconteceu um caso deveras notável e que bem mostra a força da comunidade judaica de Vila Flor. Vamos relatar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Naquele ano, andando o arcebispo de Braga, D. Gonçalo Pereira em visitação ao arciprestado de Torre de Moncorvo, chegou a Vila Flor, acompanhado de numeroso séquito, como então era apanágio da gente ilustre da nobreza e do clero. E então, entre a criadagem do arcebispo e alguns judeus moradores da terra surgiram discussões e cenas de pancadaria de que resultaram mortos e feridos. E cercaram a casa onde se hospedava o arcebispo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;onde mataram alguns homens e matariam o próprio prelado, se não fugisse, pendurando-se de uma corda, que não lhe evitou cair de costas no terreiro e contundir-se gravemente. O descadeirado arcebispo&lt;/i&gt;, continua Camilo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;transferido a Braga, deitou-se para nunca mais se erguer. Quatro meses depois, adormeceu no Senhor”.&lt;/i&gt; (7)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Pelos anos de 500, houve um frade trinitário do convento da Lousa, aldeia das vizinhanças, chamado frei Bento da Conceição, que foi a Vila Flor pregar os sermões da semana santa. E terá feito um sermão contundente contra os judeus, que acusava de terem morto Jesus Cristo. O sermão não terá agradado à gente cristã-nova de Vila Flor que, em resposta, terá arranjado forma de lhe deitar veneno na comida e provocar a morte do frade que não pregou mais sermões. (8)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Estes episódios deixam adivinhar uma intensa luta e surda entre as comunidades cristã-nova e cristã-velha de Vila Flor. E aquela, depois que foi instituído o tribunal da Inquisição, terá sido alvo dos maiores vexames e humilhações. E a discriminação chegou a tal ponto que eram obrigados a ir à missa, ao domingo, presos uns aos outros por uma fita e a assistirem à missa de fora da igreja e comungarem por um buraco feito na parede! (9)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Não bastavam já os humilhantes sambenitos que os processados do Santo Ofício tinham de vestir e todos os apupos e insultos que o rapazio e as beatas lhe atiravam e as invectivas que frades fanatizados lhe lançavam dos púlpitos acusando-os da morte de Cristo…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Para mais, aconteceu em Vila Flor um cataclismo: no dia 31 de Janeiro de 1700, caiu a igreja matriz. Imagine-se que muita gente devota considerou logo aquilo como um castigo de Deus, naturalmente por a terra albergar aqueles ímpios hebreus. O facto ficou perpetuado na memória popular que repetia estes versos feitos a propósito:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vila Flor já não és vila,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Nem vila te chamarão;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Que te caiu a igreja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.2pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E tarde a levantarão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Levantaram sim e bem formosa que ficou, uma das mais belas e grandiosas do Nordeste Trasmontano. Mas levou anos e foram precisos muitos cabedais. De onde eles vieram?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Reza a tradição que tal obra só foi possível porque os cristãos-novos de Vila Flor resolveram abrir os cordões à bolsa e encarregar-se do seu financiamento. Em contrapartida exigiram que se acabasse com aquele vexame de irem à missa presos com a fita e comungarem pelo buraco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEiE1swMiII/AAAAAAAAAWc/Ip4MbcpkJpY/s1600/museuGD.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496789403286931586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEiE1swMiII/AAAAAAAAAWc/Ip4MbcpkJpY/s320/museuGD.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(museu.Foto da Junta de Freguesia)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vejamos, entretanto, como evoluía a população da vila que, em 1675, contava 400 fogos e quase 2000 habitantes, como atrás se disse e que, em 1706, contava apenas 300 fogos! A quarta parte de seus moradores terá, pois, abandonado a vila no curto espaço de duas décadas, conforme noticia o padre Carvalho da Costa que acrescenta:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Foi em algum tempo maior e mais rica povoação, porque os muitos homens da nação hebreia que a habitavam, a faziam mais populosa, e com seus tratos e comércios a enriqueciam, e ao presente, com a sua ausência, se acham arruinadas muitas casas (…) Ainda hoje tem algum trato e comércio de mercadores de loja, tenda e courames (…) Tem 300 vizinhos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt; (10)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E a hecatombe não ficou por aí. Antes continuou, por mais algumas décadas, enquanto a Inquisição prosseguia o seu trabalho. Vejam o que escreviam os vereadores da câmara em documento oficial, enviado à Academia Real da História, em 1721:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Tem um templo que se vai reedificando sumptuoso (…) Foi povoação de 500 vizinhos e hoje se acha tão diminuta que tem somente 259. A respeito dos inumeráveis cristãos-novos que dela se expulsaram, não sem notável detrimento dos mais moradores, de cuja perfídia hoje se acha tão livre, que não tem por habitador nem um só cristão-novo intra, que é digno de toda a admiração&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;. (11)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Então parece ter a vila batido no ponto mais fundo, iniciando-se a recuperação, que foi muito lenta, aliás. Isto porque, em 1768, contava apenas 274 fogos. A propósito deste número, vejam o comentário inserto no Portugal Antigo e Moderno:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Em 93 anos perdeu pois 126 fogos e 500 a 600 habitantes – e mais devia perder nos 179 anos que decorreram desde 1496, data da expulsão dos judeus, até 1675.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt; (12)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Neste ponto andará Pinho Leal enganado. É que, numa primeira fase e durante várias décadas, a população judaica de Vila Flor não diminuiu, antes terá crescido e muito, com o decreto de expulsão dos judeus de Espanha, em 1492. Com efeito, terá sido entre Vila Flor e Torre de Moncorvo, nos plainos da Vilariça, que então se estabeleceu um acampamento de refugiados para efeitos de controlo da população e pagamento do imposto estipulado pelo rei D. João II. Para este acampamento convergiram os judeus espanhóis que passaram a fronteira na parte sul de Trás-os-Montes, portos de Barca d´Alva, Freixo de Espada à Cinta, Lagoaça… E depois, uma grande porção desses refugiados, ficou-se, naturalmente por terras de Vila Flor e Torre de Moncorvo. (13)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Aliás, ainda mesmo depois do decreto de 1496, os cristãos-novos de Vila Flor obtiveram alguns favores e mercês reais. Com efeito, ainda em 20 de Março de 1520, o rei D. Manuel lhes concedeu uma carta de privilégios sobre fintas e aposentadorias e, 10 anos depois, o rei D. João III, lhes assinou outra carta confirmando todos os privilégios que possuíam. (14)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dissemos atrás que se adivinhava uma continuada luta entre cristãos-novos e cristãos-velhos da terra. Pois, isso mesmo se confirma em documentos régios, nomeadamente um alvará de D. Sebastião, datado de 1561, proibindo os cristãos-novos de vila Flor de servirem em cargos públicos. Idêntico alvará foi promulgado por Filipe II, em 1598. E até mesmo o rei D. João IV que tão apoiado foi pela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;gente da nação&lt;/i&gt; de Trás-os-Montes, se viu forçado a assinar uma carta proibindo-os de serem eleitos para a câmara municipal de Vila Flor. (15)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E não seria por acaso que uma nova medida anti-judaica começou por ser aplicada em Vila Flor (a título experimental, como hoje se diria), antes de se tornar extensiva a todo o País. Referimo-nos à prova da limpeza de sangue. De acordo com esta lei, qualquer pessoa, para desempenhar um cargo público, entrar numa universidade ou ordem religiosa, ser padre ou bispo, ou obter uma condecoração ou título de nobreza, tinha de provar que, em sua família, até à quinta geração, não havia gota de sangue judeu. Pois, foi precisamente em 1574 que foi publicado o primeiro alvará desta natureza e visando os cristãos-novos de Vila Flor. (16)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;De resto, os processos da Inquisição que vamos apresentar dão exactamente testemunho dessas luta (política, religiosa, económica e social) que assolou Vila Flor na segunda metade do século XVII. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Júlio Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernanda Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;1 – PINHO LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa – Portugal Antigo e Moderno dicionário geographico, estatístico, chorografico, heráldico, archeologico, histórico, biographico e etymologico de todas as cidades, vilas e freguesias de Portugal, vol. XI, p. 732.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;2 – MORAIS, Cristiano de – Cronologia Histórica de Vila Flor 1286 – 1986, p.10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;3 – TAVARES, Maria José Ferro – Os Judeus em Portugal no séc. XV, vol II.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;4 – IANTT, Corpo Cronológico, parte II, mç 126 nº 169.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;5 – PINHO LEAL, ob. cit. P.732&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;6 – ARCHIVO HISTORICO PORTUGUEZ, vol. VII, p. 255&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;7 – MENDES DA SILVA, Rodrigo – Poblacion General de España, p. 144v.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;8 – GRANDE ENCICLOPEDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA, VOL. 35, P. 508.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;9 – ALVES, Francisco Manuel – memórias Arqueológico Históricas do Distrito de Bragança, vol. V, p. XLII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;10 – PINHO LEAL, ob. cit. P. 733&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;11 – COSTA, P. António Carvalho da – Corografia Portugueza e Descripçam Topográfica do Famoso Reyno de Portugal, tomo I, p. 471.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;12- Esta Memória encontra-se transcrita no arquivo municipal de Vila Flor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;13 – PINHO LEAL, ob. Cit. P. 732.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;14 – Este acampamento terá dado origem às povoações das Cabanas (de Baixo e Cabanas de Cima), actual freguesia de Cabeça Boa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;No termo de Pinelo, concelho de Vimioso, se terá organizado o campo de refugiados que entraram pela parte Norte, fronteiras de Bragança e Miranda do Douro, restando hoje o topónimo de Vale das Cabanas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;15 – MORAIS, Cristiano de – ob. cit. P.12&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;16 – Idem, p. 14.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;17 – ANDRADE, António Júlio e GUIMARÃES, Maria Fernanda – Caminhos Nordestinos de Judeus e Marranos, in: Jornal Terra Quente de 15 de Dezembro de 1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2656033851081733410?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2656033851081733410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/vila-flor_22.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2656033851081733410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2656033851081733410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/vila-flor_22.html' title='VILA FLOR'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEiE1swMiII/AAAAAAAAAWc/Ip4MbcpkJpY/s72-c/museuGD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-5621465760634053032</id><published>2010-07-21T14:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T14:08:54.870-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>TORRE DE MONCORVO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEdhroYgIZI/AAAAAAAAAVs/92EVkSdjCyI/s1600/MARRANOS019.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 222px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496469272431436178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEdhroYgIZI/AAAAAAAAAVs/92EVkSdjCyI/s320/MARRANOS019.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEdhfhmSA-I/AAAAAAAAAVk/uimqq0IUS84/s1600/MARRANOS018.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 222px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496469064451752930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEdhfhmSA-I/AAAAAAAAAVk/uimqq0IUS84/s320/MARRANOS018.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-5621465760634053032?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/5621465760634053032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/torre-de-moncorvo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/5621465760634053032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/5621465760634053032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/torre-de-moncorvo.html' title='TORRE DE MONCORVO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEdhroYgIZI/AAAAAAAAAVs/92EVkSdjCyI/s72-c/MARRANOS019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8987849071708693576</id><published>2010-07-20T09:38:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T09:43:06.511-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>VILA FLOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEXR7scXaLI/AAAAAAAAAVM/aydJw_qtFwQ/s1600/Castelo+Vila+Flor+-+Braganca+-+www_monumentos_pt%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496029743748180146" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEXR7scXaLI/AAAAAAAAAVM/aydJw_qtFwQ/s200/Castelo+Vila+Flor+-+Braganca+-+www_monumentos_pt%5B11%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Trebuchet MS','sans-serif';color:#777777;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Faro, João Rodrigues / Liarte, João de / Faro, Aarão Gabay/ Richart&lt;br /&gt;(séculos XVI-XVII)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de André Lopes e de Maria Vaz, de Vila Flor, João Rodrigues Faro era neto de João Rodrigues Isidro. Do lado paterno, era sobrinho dos mercadores Manuel Rodrigues Isidro e Vasco Peres Isidro, além de Isabel Vaz e Francisca de Sousa. Irmão de Francisco de Paz Isidro, João casou-se com a prima Beatriz Lopes (filha de Manuel Rodrigues).&lt;br /&gt;Durante a primeira metade do século XVII, João Rodrigues Faro foi uma figura de relevo no meio das comunidades sefarditas dispersas pelo continente europeu. Na década de 20, João e a sua família encontravam-se em Madrid, mas no decénio seguinte, já estavam em Amesterdão.&lt;br /&gt;Quando foi denunciado na Inquisição de Toledo, percebeu-se o quão abrangente era a sua rede de negócios, espalhada por cidades como Lubeque, Hamburgo, Amesterdão, Bayonne, Bordéus e Londres. Nesta última cidade, o mercador era também conhecido pelo nome de Richart. É possível que o biografado correspondesse a um Joan Luarte que Gérard Nahon refere na sua obra.&lt;br /&gt;Apesar das acusações que recaíam sobre ele, o Tribunal do Santo Ofício não conseguiu prendê-lo e acabou por ser relaxado em estátua.&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Estudos&lt;br /&gt;Gérard Nahon, Métropoles et Périphéries Sefarades d’Occident, Paris, Les Éditions du Cerf, 1993.&lt;br /&gt;Maria José Pimenta Ferro Tavares, Los Judíos en Portugal, Madrid, MAPFRE, 1992, p. 336.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: ES;font-family:'Trebuchet MS','sans-serif';color:#777777;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Markus Schreiber, Marranen in Madrid, 1600-1670, Estugarda, Franz Steiner Verlag, 1994, p. 287.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Trebuchet MS','sans-serif';color:#777777;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fontes&lt;br /&gt;ANTT, Inquisição de Coimbra, proc. n.º 448 (Manuel Rodrigues Isidro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;M. Fernanda Guimarães&lt;br /&gt;A.J. Andrade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8987849071708693576?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8987849071708693576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/vila-flor_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8987849071708693576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8987849071708693576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/vila-flor_20.html' title='VILA FLOR'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEXR7scXaLI/AAAAAAAAAVM/aydJw_qtFwQ/s72-c/Castelo+Vila+Flor+-+Braganca+-+www_monumentos_pt%5B11%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-2771086152054821839</id><published>2010-07-20T04:41:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T04:48:18.998-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VULTOS JUDAICOS BRAGANÇANOS II(a)'/><title type='text'>VULTOS JUDAICOS BRAGANÇANOS II (a)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEWLvQ5WwlI/AAAAAAAAAU0/DjKc6_Voy58/s1600/orobio.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 270px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495952564381205074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEWLvQ5WwlI/AAAAAAAAAU0/DjKc6_Voy58/s400/orobio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ver o post Vultos Judaicos Bragançanos II&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-2771086152054821839?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/2771086152054821839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/vultos-judaicos-bragancanos-ii_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2771086152054821839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/2771086152054821839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/vultos-judaicos-bragancanos-ii_20.html' title='VULTOS JUDAICOS BRAGANÇANOS II (a)'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEWLvQ5WwlI/AAAAAAAAAU0/DjKc6_Voy58/s72-c/orobio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-8691392216711215913</id><published>2010-07-19T14:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T14:31:07.582-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIBLIOTECA'/><title type='text'>MARIA JOSÉ PIMENTA FERRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TETDqatG47I/AAAAAAAAAUs/LyidNlrST5E/s1600/ferro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 218px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495732578789286834" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TETDqatG47I/AAAAAAAAAUs/LyidNlrST5E/s320/ferro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TETDbZYcEaI/AAAAAAAAAUk/azRpqv1A0ss/s1600/jxiHv.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 245px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495732320736121250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TETDbZYcEaI/AAAAAAAAAUk/azRpqv1A0ss/s320/jxiHv.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-8691392216711215913?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/8691392216711215913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/maria-jose-pimenta-ferro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8691392216711215913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/8691392216711215913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/maria-jose-pimenta-ferro.html' title='MARIA JOSÉ PIMENTA FERRO'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TETDqatG47I/AAAAAAAAAUs/LyidNlrST5E/s72-c/ferro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-7635984350787915268</id><published>2010-07-18T12:21:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T12:27:41.293-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural VII</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;António Júlio Andrade&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Maria Fernanda Guimarães&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A Rua Direita no dia do Kipur no ano de 1745.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Numa das crónicas anteriores vimos que o r/chão da casa de José Cardoso Borges, sita a meio da rua Direita de Bragança, servia de esconderijo aos esbirros da Inquisição para vigiarem os cristãos-novos que se juntavam em casa de António Rodrigues Gabriel, o Falho de alcunha, para fazer sinagoga, nas noites de sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E falámos sobre Pedro Lafaia de Castro – o chamador – que ia pela rua Direita batendo na calçada com um pau ferrado a chamar os outros para os tais ajuntamentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Acerca desta casa, diremos que, da outra banda, ela dava para a rua da Esquerda – assim aparece designada em alguns documentos a actual rua do Conselheiro Abílio Beça, em outras eras também conhecida por rua da Corredoira. E essa casa, por 1585, pertencia a um capitalista “judeu” de que também já falámos em uma das nossas crónicas, chamado Rodrigo Lopes, sogro de Pedro de Figueiredo, este bisavô da mulher de Cardoso Borges, cuja fortuna estaria na origem da ilustre e brasonada Casa dos Figueiredos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em Janeiro de 1745, faleceu José Cardoso Borges e a casa ficou a ser governada pelo seu filho António Manuel de Figueiredo Sarmento, que então completava os 30 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mais novo do que ele seria Manuel de Castro, um filho bastardo do “chamador” Pedro Lafaia de Castro. Ele se revelaria como uma espécie de ovelha ranhosa no seio da comunidade marrana de Bragança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Nesse ano de 1745, o dia do Kipur (perdão, expiação dos pecados) caiu no dia 6 de Outubro. E esse dia é o mais sagrado de todos e nenhum judeu trabalha nesse dia, que também é dia de jejum rigoroso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Pois, logo de manhã, o famigerado Manuel de Castro se apresentou em casa dos Figueiredo Sarmento e se dirigiu ao dono da casa dizendo:&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Senhor António Manuel, quer ver como esses cães judiam? Hoje é o dia grande.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Naturalmente já antes lhe tinha explicado a razão de ser, e os rituais usados nesse dia sagrado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Presente estava também o seu irmão, Francisco Bernardo Figueiredo Sarmento. E, em face da informação recebida, ambos assomaram à janela e viram que, sendo um dia de semana, os moradores da rua, que na grande maioria eram cristãos-novos, todos vestiam seus fatos domingueiros e se apresentavam às portas de seus estabelecimentos e nenhum deles dava mostras de querer trabalhar nesse dia.&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TENUslgKHJI/AAAAAAAAATU/5Od7tDryfWw/s1600/DSCN0876.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495329095280106642" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TENUslgKHJI/AAAAAAAAATU/5Od7tDryfWw/s400/DSCN0876.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mas vejam as próprias palavras usadas por António Manuel Figueiredo Sarmento para descrever a cena, conforme consta do processo nº 10633 da Inquisição de Lisboa, referente ao dr. Francisco Furtado Mendonça:&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- E chegando-se ele testemunha à janela de sua casa, que está no meio da rua Direita, aonde vive a maior parte dos cristãos-novos, ele viu que todos naquele dia traziam suas camisas em folha, lavadas, e não trabalhavam, sendo que muitos deles são tecelões de seda e com esse ofício se sustentam (…) E não só viu de sua janela como foi à rua verificar de mais perto e conversar com cada um deles, e na rua havia um profundo silêncio (…) E assim andavam não só os adultos como as crianças de 3 ou 4 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E para além de ele próprio ter ido pela rua a verificar e falar mesmo com alguns deles, António Manuel disse a seu irmão Francisco Bernardo que fosse também por toda a rua Direita a observar. E não foi apenas de manhã, mas várias vezes ao dia, para ver se guardavam mesmo todos aquele “dia grande” de manhã até que fosse de noite e as estrelas apareceram no firmamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E a vigilância de Francisco Bernardo terá dado nas vistas a ponto de o advogado António Gabriel Pizarro se voltar para ele e ostensivamente terá desabotoado o casaco para lhe mostrar bem claramente que trazia por baixo um colete de linho bem lavado e uma camisa novinha, em folha. E também terá levantado a calça e mostrado a canela para que visse bem “umas meias lavadas que trazia nas pernas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;José da Rocha Pimentel contava então uns 32 anos. Era um homem da mais alta nobreza de Bragança e Familiar do Santo Ofício. Significa isso que era colaborador daquele tribunal e, por isso, não podia deixar de estar informado sobre estas coisas. Naturalmente que também andou a espiar os cristãos-novos. Vejamos então o seu depoimento:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Disse que no dia 6 de Outubro de 1745 era dia grande e na rua Direita estavam todos às portas a conversar, de camisas lavadas ou a jogar, e não se ouvia um só tear.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Bragança 2008.A.P.L.B.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-7635984350787915268?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/7635984350787915268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/braganca-uma-rota-de-turismo-cultural_18.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7635984350787915268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/7635984350787915268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/braganca-uma-rota-de-turismo-cultural_18.html' title='BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural VII'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TENUslgKHJI/AAAAAAAAATU/5Od7tDryfWw/s72-c/DSCN0876.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3104940908535249537.post-3076545558355612103</id><published>2010-07-17T13:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T13:58:04.911-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rota dos marranos'/><title type='text'>BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural VI</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;                António Júlio Andrade&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;                &lt;/span&gt;Maria Fernanda Guimarães&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 16pt" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Pedro Lafaia de Castro, o “chamador”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Como já dissemos, era na rua Direita que habitava a maior parte dos cristãos-novos de Bragança. Bastará consultar os processos da Inquisição para vermos como a rua era deles povoada. A título de exemplo, vejamos tão só um desses processos – o de Francisco Rodrigues Ferreira:&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Disse que tinha umas casas na rua Direita da cidade de Bragança, na quina da travessa do Corpo da Guarda e nelas tem a terça parte por serem do réu e de suas duas irmãs chamadas Inácia e Catarina, solteiras, com quem vive, e são livres e valem ao todo valem 300 mil réis. Na mesma travessa tem outras duas moradas de casas que são comuns com as duas suas irmãs e são livres e valem ao todo 200 mil réis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Como se sabe, todos eles eram cristãos baptizados e exteriormente tinham de se apresentar como tais e cumprir os deveres cristãos. No interior de suas almas porém, a generalidade deles acreditavam era no deus de Moisés e não em Cristo. E também se reuniam para rezar, sempre às escondidas, naturalmente e no estreito círculo das pessoas de confiança que normalmente se limitavam à própria família, mais ou menos alargada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Estas reuniões ou ajuntamentos eram designadas pelo nome de sinagoga. E era sobretudo nas noites de sexta-feira e nos dias de jejum que eles se reuniam em sinagoga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Na cidade de Bragança, ao tempo que vimos referindo, ficou fama de existirem pelo menos duas dessas sinagogas, uma em casa do médico Gabriel Ledesma e outra na casa do mercador e rendeiro António Rodrigues, o Falho, de alcunha. Vejam o testemunho prestado por um cristão-velho, Francisco Lopes de seu nome e capitão de uma companhia de ordenanças:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Disse que em casa do médico Gabriel Rodrigues Ledesma, morador na rua dos Oleiros, desta cidade, se recolhem às noites, principalmente de sexta-feira, os cristãos-novos desta cidade, principalmente os seguintes: os Ledesma, os Falho, os de Lafaia e os Marranos, todos moradores na rua Direita, o qual médico se presume ser seu rabi e na qual casa se faz sinagoga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- E que em casa de António Rodrigues Falho, morador na rua Direita, se fazem também ajuntamentos à noite de sexta-feira, principalmente na Quaresma e aos tais ajuntamentos vão cristãos-novos, homens e mulheres e também o bacharel António Gabriel Pissarro e António Rodrigues Castro, o Cabecinha, tio dos Falho, e os filhos de Henrique Rodrigues e sua mães e os de José Rodrigues, já defunto e Rafael Rodrigues e Gabriel Rodrigues e outros mais e o praticante daquela sinagoga é o bacharel António Gabriel Pissarro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEIYNVKJ9OI/AAAAAAAAAS0/q9-CXstVJOw/s1600/DSCN0879.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494981112642532578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEIYNVKJ9OI/AAAAAAAAAS0/q9-CXstVJOw/s400/DSCN0879.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A meio da rua Direita situava-se a casa de uma importante família de cristãos-velhos que produziu comissários e familiares do Santo Ofício – a de José Cardoso Borges, sua mulher D. Clara Maria Figueiredo Sarmento, seus 4 filhos e 2 filha. Um dos filhos, António Manuel de Figueiredo Sarmento, aparece em vários processos declarando que se punha à janela a observar os comportamentos dos cristãos-novos, nomeadamente aos sábados e quando passavam os funerais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ao nível do r/chão, a casa dos Figueiredo tinha uma porta larga e por se situar numa curva da rua (Directa na origem) tinha um ângulo de vista bastante alargado sobre a mesma rua. E por isso era sítio escolhido para, também à noite, os esbirros da Inquisição se porem a vigiar os comportamentos dos marranos. Vejam como o já citado capitão de ordenanças falou no caso:&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Pelas 8 horas da noite foram (ele e os padres Bartolomeu Neves e Manuel da Cruz) para a loja de José Cardoso Borges, sita no meio da rua Direita, a qual tem uma porta grande para a mesma rua (…) vendo eles (…) sem serem vistos (…) e dali viu ele testemunha com os mais, entrar em casa de Pedro Lafaia de Castro, cerieiro, cristão-novo, um adjunto de 6 ou 7 pessoas, homens e mulheres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Isto foi a uma sexta-feira da Quaresma. Na sexta-feira seguinte, antes do domingo de Ramos, voltou o mesmo capitão àquele posto de vigia, desta vez acompanhado pelo padre José Álvares da Silva. Vejamos o que aconteceu, conforme o seu relato:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Pelas mesmas 8 para 9 horas da noite, estando ele testemunha só, viu sair da casa do dito Pedro Lafaia de Castro um homem com um pau ferrado ao fundo, dando golpes na calçada da rua (…) viu que era Pedro de castro, cerieiro, e se meteu em casa de José Rodrigues Ledesma, em cuja casa entraram 5 ou 6 pessoas mais e logo o dito Pedro de Castro foi batendo com o dito pau pela rua acima e saiu a mulher de Pedro Carvalho, tendeiro, e veio pela rua abaixo com um irmão dela e chegando à porta de Sebastião da Costa Chacla, pai da sobredita, saíram da casa 4 ou 5 mulheres e se meteram em casa de Brites Maria e outrossim saíram logo Manuel Mendes, Castanhola, de alcunha, a mulher e a mãe e se meteram em casa do dito António Rodrigues Falho, para onde tinham entrado os mais e observou que a criada do dito António Rodrigues logo foi para casa do dito Manuel Mendes Castanhola, todos cristãos-novos, e ele testemunha ficou entendendo, pelas referidas circunstâncias e razões, que todos os referidos cristãos-novos se juntaram para fazer sinagoga naquela noite e muito melhor por lançarem para fora a criada, para melhor ficarem em liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Este Pedro Lafaia, como também o advogado António Pissarro contam-se entre os ascendentes do grande pintor fundador do movimento impressionista Camille Pissarro (1830 – 1903). Acaso se ele tivesse conhecido a rua Direita de Bragança e adivinhado o vulto daquele seu antepassado indo de noite pela rua a bater na calçada com um pau ferrado a chamar os outros para a sinagoga, ele teria imortalizado a cena pintando um belo quadro. Alguém o fará por ele? Haveria de ficar bem, num futuro museu do marranismo, em Bragança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;Bragança 2008.Foto A.P.l.B.&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3104940908535249537-3076545558355612103?l=marranosemtrasosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/feeds/3076545558355612103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/braganca-uma-rota-de-turismo-cultural_17.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3076545558355612103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3104940908535249537/posts/default/3076545558355612103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marranosemtrasosmontes.blogspot.com/2010/07/braganca-uma-rota-de-turismo-cultural_17.html' title='BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural VI'/><author><name>Lelo Brito</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_vH3gMVKK0/TEIYNVKJ9OI/AAAAAAAAAS0/q9-CXstVJOw/s72-c/DSCN0879.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:tot
