sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Nós Trasmontanos Sefarditas e marranos – 29


Mogadouro-estação da CP
Bernardo Lopes Alvim. Os Alvim foram uma importante família de marranos trasmontanos. No tronco da família colocamos Bernardo Lopes e sua mulher Genebra Alvim, ambos naturais e moradores em Mogadouro. Particular destaque ganharam dois de seus netos, filhos de seu filho António Lopes Alvim e de sua mulher Maria de Penha: Bernardo Lopes Alvim e Sebastião Lopes Alvim, ambos nascidos na segunda década do século XVII, em Mogadouro. Fugidos da inquisição, fixaram-se em Espanha e ali amealharam fortuna e prestígio social, como importantes “hombres de negocio”. Sebastião residiu em Valladolid e empregava-se na administração do negócio do sal cuja distribuição naquelas paragens tomou de arrendamento. Bernardo Lopes Alvim escolheu Madrid para montar a sua casa comercial e ali casou com Leonor Henriques, sua parente, originária de Vila Flor, filha de Luís Henriques Alvim. Os seus negócios eram mais virados para a importação e exportação de produtos, trabalhando especialmente com mercadores de Bordéus, cidade de França para onde fugiu, por 1653, quando sentiu as malhas da inquisição espanhola apertarem-se em seu redor. Aliás, já em 1641, ele e seu sogro haviam conhecido as cadeias do santo ofício de Toledo, saindo reconciliados e condenados em penas espirituais. A estadia de Bernardo em Bordéus seria curta e logo se abalou com a mulher e os filhos para Amesterdão onde livremente professava o judaísmo depois que se fez circuncidar. Na “Jerusalém do Norte” viria a falecer por 1660.
António Júlio Andrade

 

 

1 comentário:

  1. Lurdes Alexandre escreveu:
    Gostava muito desaber mais sobre os judeus.Meu avô e meu pai eram de Seixas,Foz-Côa. Seriam judeus? L.

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